sábado, 2 de maio de 2009

ATAULFO ALVES É HOMENAGEADO EM MIRAÍ NO DIA EM QUE COMPLETARIA 100 ANOS.

Mirai (MG) festeja centenário de Ataulfo Alves

Miraí, localizada a 335 Km de Belo Horizonte, na Zona da. Mata de Minas Gerais é a terra natal do grande cantor Ataulfo Alves e no dia em que ele completaria 100 anos, a cidade que viu nascer o autor de sucessos inesquecíveis como "Mulata Assanhada", "Atire a Primeira Pedra" e muitos outros, receberá seus restos mortais, transportados do Rio, os quais serão depositados num mausoléu construído ao lado do pequeno e antigo cemitério daquela cidade.
Ataulfo foi o primeiro negro a fazer grande sucesso como cantor no Brasil, com "Amélia", letra de Mário Lago.
Entre as várias homenagens, Ataulfo ganhará também uma estátua na praça central da cidade que já possui monumentos dedicados a ele, uma rua e uma rodovia com seu nome, além de um memorial com informações sobre sua vida.

Ataulfo Alves de Sousa veio ao mundo no dia 02 de maio de 1909, na Fazenda Cachoeira, em Miraí e nos deixou em decorrência de uma úlcera, aos 59 anos, no dia 20 de abril de 1969.
Leia mais sobre Ataulfo Alves clicando em:

Ataulfo Alves - o "General do Samba".


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u559093.shtml

Álbuns de Ataulfo Alves para download


Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a obra musical de Ataulfo Alves, o BTB dá uma dica:
No Blog “UM QUE TENHA”, você vai encontrar para download o disco que Itamar Assumpção dedicou em 1996 ao compositor,"Pra Sempre Agora", além de dois LPs de Ataulfo, "Meu Samba... Minha Vida" (1962) e "Ataulfo Alves e Suas Pastoras" (1969), e também duas coletâneas.
Taí o link:
http://umquetenha.blogspot.com/search/label/Ataulfo%20Alves

PERNAMBUCO CONCEDE MAIS UM TÍTULO DE PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL

Bloco da Saudade recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco

Nesta quarta-feira (29), o Bloco da Saudade foi agraciado com o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco.
O título foi sancionado pelo governador Eduardo Campos, em Cerimônia no Palácio do Campo das Princesas onde os componentes da agremiação foram representados pelo professor Amílcar Bezerra. Estiveram presentes na cerimônia cerca de 30 componentes que ao final cantaram o hino do bloco.
Partiu do deputado estadual Antonio Moraes (PSDB), a iniciativa de homenagear o Bloco e a ideia foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Fonte:http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/carnaval/2009/04/30/NWS,489888,2,384,DIVERSAO,884-BLOCO-SAUDADE-RECEBE-TITULO-PATRIMONIO-CULTURAL-IMATERIAL-PERNAMBUCO.aspx
Imagem: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://g1.globo.com/Carnaval2009/foto/0,,18333853,00.jpg&imgrefurl=http://g1.globo.com/Carnaval2009/0,,MUL1014099-16634,00.html&usg=__mDGFQ3hy0v91EvCAvTASIY0CcwA=&h=424&w=595&sz=71&hl=pt-BR&start=34&tbnid=YXDJg2fbWqmUgM:&tbnh=96&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3DBLOCO%2BDA%2BSAUDADE%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D20


BLOCO DA SAUDADE


Por Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco


O Bloco da Saudade, um dos mais tradicionais blocos líricos do carnaval pernambucano, foi criado em 1973, tendo como idealizador intelectual e estético, Antonio José (Zoca) Madureira e o jornalista Marcelo Varella. Nasceu de uma brincadeira entre amigos e a partir de uma marcha carnavalesca composta por Edgard Moraes, em 1962, intitulada Valores do passado, que pretendia reviver carnavais do início do século XX.
Os ensaios até a mudança de Zoca para Campina Grande, na Paraíba, eram realizados no quintal da casa dele e de Sevy Madureira com quem era casado. No local, já aconteciam os ensaios do Quinteto Armorial, grupo musical ligado ao

Movimento Armorial, no qual Zoca era vilonista.
No carnaval de 1974, o Bloco da Saudade, com pouco mais de vinte pessoas, saiu à rua,passando antes na casa de Edgard Moraes para homenageá-lo. Entoavam a música Valores do passado que, com a devida autorização do autor, passou a ser o hino do Bloco.
A partir daquele ano, era compromisso do bloco passar sempre na casa de Edgard Moraes antes do seu desfile.


Para que um bloco saia no carnaval é necessário todo um trabalho de administração e organização nos bastidores. Assim, para colocar o Bloco da Saudade na rua foi preciso montar uma orquestra e ter como pagá-la, confeccionar as fantasias, planejar o itinerário, ensaiar um coral.
Nos primeiros anos, Sevy Madureira foi a responsável pela administração geral da agremiação. Providenciava o lanche para os acertos de marcha ou ensaios do Bloco, realizados na sua residência, além dos pagamentos das despesas e confecção das fantasias.
Em 1976, juntaram-se à orquestra do Bloco da Saudade músicos instrumentistas como Antonio Jaime, Narciso do Banjo, João do Cavaco e Emiliano Araújo, que durante muito tempo deram suporte à orquestra, sob a direção musical de Zoca Madureira.
A ordem dos componentes do Bloco nos desfiles era a seguinte: as crianças vinham na frente, seguidas pelas mulheres, depois os homens e por último a orquestra.
O Bloco desfilava pelo centro do Recife:
Praça Maciel Pinheiro, Rua da Imperatriz, Rua Nova, Pátio de São Pedro e visitava a casa de Badia, no Pátio do Terço. Seu itinerário abrangia ainda os bairros do Cordeiro, Água Fria, Várzea, Afogados, Casa Forte e também a vizinha cidade de Olinda.
No início, utilizou-se muito o “assalto”, uma antiga tradição de blocos carnavalescos. Consistia em fazer visitas a diversas residências, cujos proprietários ofereciam bebidas e comidas aos participantes do Bloco. A organização fazia antecipadamente um levantamento de quem poderia ser “assaltado” e definia os locais onde o bloco deveria passar.
Para a locomoção dos foliões alugou-se um caminhão e posteriormente um ônibus.
Devido ao constante crescimento do Bloco, era preciso aumentar os recursos para bancar as despesas. Criou-se então o chamado livro de ouro, onde se homenageava as pessoas que contribuíam para a agremiação. Também eram realizadas rifas e vendiam-se discos para financiar o Bloco, uma vez que as doações dos membros não eram suficientes.
Um short vermelho ou azul e uma camisa branca, com o nome da agremiação foi a fantasia apresentada pelo bloco no seu primeiro desfile pelas
ruas do Recife e Olinda.
O primeiro estandarte era em cetim vermelho, trazendo o nome do bloco e uma lágrima embaixo. Em 1977, foi confeccionado um outro, em cetim azul. Como, em sendo um bloco, deveria ter um flabelo ou abre-alas, e não um estandarte, o grupo, alertado sobre o equívoco, mandou confeccionar a peça que é sua marca registrada até hoje: uma máscara azul e vermelha com uma lágrima prata.
Os blocos carnavalescos, de uma maneira geral, realizam seus acertos de marcha próximo ao período do carnaval. Os eventos servem como ensaios para repassar todo o repertório musical com a orquestra e o coral e arrecadar recursos para bancar as despesas do bloco.
Os cinco acertos de marcha ou ensaios realizados pelo Bloco da Saudade são bastante concorridos. É uma das prévias carnavalescas mais importantes da cidade. Milhares de foliões comparecem para cantar frevos-de-bloco e canções que relembram antigos carnavais e celebram as belezas do Recife. O público é bastante variado e a grande maioria já conhece as músicas. Os que ainda não sabem podem aprendê-las comprando os livrinhos que são vendidos com todo o repertório do Bloco.
Durante muito tempo os ensaios foram realizados no salão da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), no Recife. A partir de 2006, estão acontecendo nos salões do Clube Náutico Capibaribe, no bairro dos Aflitos.
O último ensaio é o conhecido e concorrido Baile da Bloco da Saudade, que conta com a participação de diversos artistas, membros de outras agremiações convidadas, além da já tradicional apresentação de Claudionor Germano, considerado um dos mais populares intérpretes da música carnavalesca de Pernambuco.
Em janeiro de 2008, foi realizada no Serviço Social do Comércio (Sesc) Santa Rita, no Recife, a mostra História do Bloco da Saudade, reunindo fotografias, fantasias, troféus e reportagens de jornais, para marcar os 35 anos da agremiação.


Fonte:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=299&textCode=10285&date=currentDate

sexta-feira, 1 de maio de 2009

LÁGRIMAS DE ARGAMASSA

De Lucivaldo Ferreira

Cedo acorda o homem de concreto
E eu sei que ele quem acorda o dia
Em segredo despede da “famía”,
Chora baixo, seu sofrer é secreto.
Sai correndo pra cumprir o decreto
Que o patrão fez pra o seu sofrer diário:
NÃO COMER, NÃO BEBER E NÃO SALÁRIO,
NÃO AO SOL, NÃO AO CÉU E NÃO A PRAÇA.
Vê? As lágrimas são de argamassa,
As que brotam dos olhos do operário.

Gigante pela própria natureza,
O operário, maior que esta nação,
Planta milho, arroz, planta feijão,
Mas no prato só colhe incerteza.
Conhecido na sua redondeza,
Responsável que respeita o horário
É carta importante no baralho
Que esta nação descarta e amassa.
Vê? As lágrimas são de argamassa,
As que brotam dos olhos do operário.

Mas se um dia acorda sem serviço
E vê sua vida sair dos trilhos
Sem casa, sem escola pra seus filhos
Fica doido e pensa em sumiço.
Logo ele, que nunca pensou nisso,
Reza pra Deus, se apega ao rosário
E com tanto sonho fora do páreo
Ele chora e a mulher ele abraça.
Vê? As lágrimas são de argamassa,
As que brotam dos olhos do operário.

Mas Deus é pai e os seus filhos vê
E nos livra de toda tentação
Nem que seja um tantinho de feijão
Ele bota na cuia pra comer.
Nos devolve a vontade de viver,
Transformar o país do imaginário
Num país de justiça e trabalho
(Liberdade seria nossa taça),
Lenço para as lágrimas de argamassa
Que já cobrem o corpo do operário.

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHO

Encontrei este texto pelas esquinas da net e gostaria de dedicá-lo aos meus queridos irmãos trabalhadores da arte e da cultura, mas principalmente àqueles que nos rotulam de exploradores todas as vezes que pedimos em troca do nosso trabalho uma justa recompensa.
O PREÇO DA COMPETÊNCIA

Era uma vez um especialista que foi chamado para solucionar um problema com um computador de grande porte e altamente complexo… Um computador de R$ 12 milhões.
Sentado em frente ao monitor, pressionou algumas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo para si mesmo e desligou o computador. Tirou uma chave de fenda de seu bolso e deu volta e meia em um minúsculo parafuso. Então, ligou o computador e verificou que tudo estava funcionando perfeitamente.
O presidente da empresa se mostrou surpreendido e ofereceu pagar a conta no mesmo instante: Quanto lhe devo? - perguntou.
- São R$ 1 mil, por favor.
- R$ 1 mil? Por alguns minutos de trabalho? Por apertar um parafuso? Eu sei que meu computador vale R$ 12 milhões, mas R$ 1 mil é um valor absurdo! Pagarei somente se receber uma nota fiscal com todos os detalhes que justifique tal valor.
O especialista balançou a cabeça e saiu.
Na manhã seguinte, o presidente recebeu a nota fiscal, leu com cuidado, balançou a cabeça e saiu para pagá-la no mesmo instante sem reclamar.
A nota fiscal dizia:

Serviços prestados:
Apertar um parafuso……………….. R$ 1,00
Saber qual parafuso apertar………R$ 999,00

Fonte:

Importante: Você não está cobrando pela sua arte, mas sim, pelo tempo em que levou para adquirir o conhecimento necessário para executar uma tarefa especifica com êxito.


Feliz Dia do Trabalho!

ZÈ QUALQUER E CHICA BOA - JESSIER QUIRINO

No Dia do Trabalho, o BTB oferece ao leitor o poema Zè qualquer e Chica Boa, do Grande Jessier Quirino.

Gosto deste poema, pois apesar de meu nome ser Lucivaldo, sinto-me também um pouco ZÉ, um Zè Qualquer, trabalhador, sonhador, e guerreiro como todo Zè.

DISTORÇÃO CULTURAL EM JERICÓ

Por Denis Gomes
Eu não poderia ser omisso e calar-me diante de um verdadeiro contra-senso.
Antes de iniciar, quero mais do que nunca me blindar contra quaisquer conotações de cunho político-partidario ou pessoal que possam vir a serem atribuídas ao que se segue.
Gente, confesso que estou um tanto quanto frustrado ao ver um projeto deflagrar-se no que não deveria ser. Para ser mais direto, falo da Jornada Cultural de Jericó.
Tive a oportunidade de estar durante os últimos três anos vivendo de dentro todas as experiências de um festival que poderia ser o que, ao mesmo tempo, é em São Paulo (Virada Cultural), no Cabo (Festa da Lavadeira) entre outros grandes eventos que celebram a arte e a cultura verdadeira. Ali em Jericó, coordenei a maratona cultural nos anos de 2006 e 2008 e apresentei voluntariamente em 2007. Em todas as edições o espírito era de alegria, orgulho no peito, harmonia e muita dedicação em prol da grande reunião de grupos oriundos de todo o estado de Pernambuco e até da Paraíba. As amizades e o conhecimento contribuíram e muito para os feitos e foi assim que construímos um verdadeiro mural cultural no pequeno distrito, com poucos recursos financeiros, mas muita boa vontade. Por lá passaram, por exemplo, Banda Isaias Lima, Ambrosino Martins, Templários Acústicos, Grupo Oásis de Capoeira, Orquestra Edição Extra, Lótus e Percussão, Expressarte, Encantos e Danças, Trecas de Caretas, Bonecos Gigantes do carnaval de Triunfo, Maracatu Nação Serra Grande do Pajeú, Cia de Danças do SESC-Petrolina, Cia de Danças Populares de Tuparetama, Xaxados Manoel Martins, Cabras de Lampião, Cangaceiros de Vila Bela, PETI Arte, Bandoleiros de Solidão, Luar do Sertão, Arte Dança, Coco Raízes de Arcoverde, entre outros.
Os primeiros dias de maio passaram a ser aguardados com muita ansiedade e depois guardados com muita satisfação; configuraram-se numa grande reunião onde artistas das mais diversas linguagens trocavam experiências e buscavam o aperfeiçoamento para ser demonstrado no ano seguinte. As escolas tomaram gosto, experienciaram várias participações e a comunidade local vestiu-se com enorme ânimo e ampliou a sua percepção quando passou a conhecer novas formas de se enxergar o mundo.
Este ano não só eu como uma grande parcela da classe artística triunfense não estará lá. Motivo: distorção cultural do evento.
Fui procurado há uns meses atrás pela minha amiga Heloísa Cândido – uma das coordenadoras do grupo e grande baluarte jericoense – para que eu ajudasse na construção da Jornada, visto que já dominava o seu ritmo, tinha muitos contatos, enfim, experiência. Prontifiquei-me, afinal gosto do Renascer do Sertão – grupo que organiza o evento – e também do povo de Jericó que sempre me recebeu muito bem. Envolvi na estória todos os meus amigos possíveis, que são as verdadeiras lideranças artísticas da nossa cidade, para ajudarmos na promoção do evento. Todos concordaram, exigindo apenas um mínimo de condições, quais sejam: traslado, lanche, pequena ajuda de custo. Emprestei meus créditos, entrando em contato com muita gente, entre eles, posso citar: Coco Raízes de Arcoverde, que semelhante ao ano anterior, celebrando uma “amizade nossa pessoal” irá comparecer ao evento 0800, exigindo apenas o transporte; da mesma forma o Luar do Sertão das belas meninas de Custódia, Cabras de Lampião e Manoel Martins de Serra Talhada. Já, após a semana santa, a (em constituição legal, porém organizada) Sociedade dos Artistas e Produtores Culturais de Triunfo participou de uma reunião com a diretoria do Grupo Renascer do Sertão. Estavam presentes: Denis Carlos, Lucivaldo Ferreira, André Vasconcelos, Cristiano Montalvão, Paulo Henrique Martins, Igo Martins e Heloísa Cândido, Marcos e Maria (os últimos 03 do Renascer). Fizemos as nossas propostas de levar para a Jornada um mini-seminário, composto por três palestras, o apresentador do evento, o Maracatu Nação Serra Grande do Pajeú, a Banda Isaías Lima, o grupo Lótus e Percussão, o grupo Expressarte de Danças, a banda Projeto Tonhão, a dupla eletrônica Radiola Serra Alta , o grupo Templários Acústicos e o bloco cultural boisinho do Vaiquemqué. Para nossa surpresa, ficamos sabendo que a prefeitura Mul. De Triunfo estava ofertando para a Jornada o cantor Sandrino Ferraz e sua banda e que os promotores do evento haviam fechado com o senhor Raimundinho (empresário local) uma parceria para inserir a sua boate na programação do evento.
Não querendo ser ingerentes, a ponto de conduzir a programação ao nosso bel-gosto resolvemos nos afastar do processo, visto que, embora não tendo nada contra o cantor Sandrino Ferraz, que é uma pessoa boa, um lutador, nem tampouco contra o meu amigo de prosa e “tome duas lapadas” Raimundinho; somos convictos de que nem a proposta do trabalho de um nem a do outro são viáveis para a saúde do evento, que mal começou e corre o risco de já beirar o seu ocaso. Pasmem ainda, nobres amigos leitores, que todo este material ofertado de Triunfo sede iria praticamente a custo zero. Dez atrações por apenas R$ 1200,00, ao contrário do cantor que me é do conhecimento que não faz um contrato por menos de 3 ou 5 mil reais, dependendo da ocasião. Pela segunda vez consecutiva e bem próxima, os artistas de casa ficam de fora. Isto é má vontade ou é conceito? È desorganização ou sensatez?
Nossa não ida é apenas um sinal de que não concordamos em compactuar com a contra-cultura, com a atitude despótica de se “empurrar goela adentro” uma atração mesmo contra a vontade de um grupo (segundo depoimento deles ao se referirem ao cantor; o que duvido muito, pois sei que a turminha não quis se bater com o prefeito e gosta de folia na boate); não compactuamos com a ingenuidade da diretoria do grupo ao aderir ao adágio que diz: se não pode com ele junte-se a ele e propor uma parceria com uma boate que não traz nada de bom para a natureza do evento; não compactuamos com a falta de comunicação, mais uma vez evidente, dos gestores para com os artistas importantes para o evento; não compactuamos com as atitudes forjadas e as missas de corpo presente de muitos que, por exemplo, sobem o morro para posarem de cordeiros e amantes das artes e da cultura a frente do presidente do Sistema Fecomércio, sem, se quer terem assistido a um Sonora Brasil ou Palco Giratório; não compactuamos com as cifras do empresariado local que pouco se voltam para um investimento de cunho social e enfim; não compactuamos com a degeneração deste evento que poderia ser grandioso e marcante no sertão, sem as distorções que lhe estão sendo impostas.
É uma pena, mas chego a sentir vergonha de chamar de Jornada Cultural um evento que ancora uma noite de fim de semana com o cantor de vaquejada ao invés de um Coco Raízes de Arcoverde e Projeto Tonhão, que troca o Radiola Serra Alta e um bom forró pé-serra de Zé do Brejo ou outros tantos que temos pelo ritmo descartável que impregna a alma dos freqüentadores da boate de Raimundinho, lavando-lhes o cérebro. Poderíamos ter um cenário de produção de cultura, de conhecimento, mas infelizmente a infeliz aliança que se constituiu para enfrentar o tentame preferiu a usurpação do nome dado ao evento: Jornada Cultural de Jericó. E olhe que este tipo de confusão de nomenclatura não é de agora. Carnaval, a exemplo deste ou daquele de 2000 (nem a Isaias tocou), quando se fala em “Praça do frevo” entende-se Praça do Pagode.
Precisamos nos entender mais, conversar mais, levar entretenimento com conteúdo e não se valer de momentos como este para promover mais um momento que cuidará para distorcer até mesmo o próprio conceito de festas populares. Se não tivermos consciência disto, nossos castelos de sonhos cairão.

COERÊNCIA FAZ BEM E CONSERVA A CULTURA

Por Lucivaldo Ferreira
Considero o distrito de Jericó um ponto estratégico no tocante ao resgate e preservação das nossas tradições.
Lá ainda podemos encontrar remanescentes da cultura sertaneja que há muito tempo se deixou perder na sede, Triunfo.
Em Jericó podemos apreciar Banda de Pífano, Vaqueiros tradicionais e suas roupas de couro, tudo conforme manda o figurino sertanejo. É também em Jericó que vem acontecendo a cada ano a Jornada Cultural que, ao meu ver, e de acordo com a visão de muitos colegas artistas era o que ainda havia de bom e diferente para quem vinha cansado dos eventos mesmistas e popularescos que tomaram conta do cenário Sertanejo.
Descer a serra e ir à Jornada de Jericó era relembrar a beleza das antigas Festas dos Estudantes antes de serem brutalmente descaracterizada pelo superficialismo e pelos interesses de politiqueiros fomentadores da degeneração das coisas boas do povo.
Infelizmente a falta de coerência mais uma vez põe em risco a identidade de uma festa que tinha tudo para ser grandiosa, um momento de se respirar cultura, de separar o joio do trigo, de regar as sementes das tradições adormecidas das nossas riquezas culturais.
É preocupante quando vemos em um evento que se denomina de Jornada Cultural uma atração que destoa completamente da proposta original do evento, quando ao invés de se posicionar contra a proliferação da cultura apelativa, associa-se a ela num expressivo sinal de recuo e submissão política.
Do que adianta passar o dia em oficinas de danças populares, para a noite render-se aos requebros da distorcida vaquejada do Cantor Sandrino Ferraz?
Nada contra o cantor Sandrino, mas acho que se a Prefeitura faz tanta questão de vê-lo nos palcos, que pelo menos escolha uma ocasião que tenha mais a ver com sua proposta musical, evitando assim de cair na ingerência de descaracterizar mais uma festa triunfense.
Enquanto prevalecer esta miopia naqueles que financiam arte e cultura, enquanto não se levantar alguém com coragem para por fim a esta ultrapassada politicazinha do “Panis et Circensis” nesta nossa querida terra, não poderemos esperar grandes avanços, muito pelo contrário, estaremos fadados ao retrocesso e a ver em cada ano que passa nossas tradições se ajoelharem diante do julgo impiedoso dos modismos, a exemplo do que houve nas festividades natalinas de 2008, onde um ano de trabalho exaustivo no intuito de levar às famílias triunfense uma programação de qualidade foi posto a perder em três dias oba-oba e apologia a bebedeira e ao sexo fácil, mas isto é outra história que abordaremos futuramente.
Quero reiterar minha admiração e o meu apreço à querida amiga Heloísa Cândido, grande defensora dos interesses jericoenses e a todos os que fazem o Grupo Renascer do Sertão e faço votos de que estejam sempre alertas e firmes para defender a nossa cultura sertaneja.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

QUE BOM! ONTEM A NOITE QUEBRARAM MEU TÉDIO!

Queridos amigos, estive afastado das postagens do BTB desde a segunda-feira (27), graças a uma virose que me passou aquela rasteira e me deixou literalmente de cama.
Quero desde já agradecer ao meu irmão
André Vasconcelos que se encarregou de segurar o leme e manter o Blog sempre atualizado.
Agradeço também aos amigos que me telefonaram desejando melhoras, ao Roberto Vasconcelos que sempre tem a sensibilidade de manter-me por dentro do que se passa no mundo dos blogues e tem nos fornecido, sempre que possível,valiosas dicas do que pode ser notícia interessante para nosso “Boom, Triunfo, Boom!”, e aos irmãos músicos: Lourenço Lopes e Luciano Santos que prestaram valiosa assistência a este tocador de Sax Barítono.
Foi um péssimo início de semana: Pegado da Lagáta (Como diria o Vice-presidente da Isaias Lima, André Souza), sem crédito no celular, com apenas uma opção de canal na TV, e a internet... bom, a internet de Triunfo dispensa comentários, parece ser a vapor.
É tanto que quando vamos a alguma Lan house, ao invés de perguntarmos se há computador vago, perguntamos se tem internet. E a coisa fica ainda pior quando está nublado, pois aí ela fica é de ré...
Voltando à minha belíssima história, estava eu aqui em meu doce lar, ardendo em febre, com dores em tudo quanto é junta e refém da fantástica programação televisiva da Plin-plin, e assim passei meus dias. Rádio, eu não suportei nem meia hora. Não tem cristão que suporte a falta de qualidade das músicas que nos submetem a uma violenta lavagem cerebral com sua “lavagem sonora”.
Daí fiquei a refletir sobre o grande argumento dos programadores de Rádio e TV destes Brasis do meu Sertão varonil que dizem que só tocam o que o povo gosta, o que o povo quer. Pergunto, então: Com tanta falta de opção, com tanta coisa ruim que somos obrigados a ouvir todos os dias, quem pode falar em direito de escolha? Quem realmente pode dizer que só assiste e só ouve o que gosta?
Creio que seria correto dizer que ouvimos e assistimos o que nos ditam os mega-empresários de atrativos descartáveis e sem o mínimo de responsabilidade com a formação moral, intelectual, religiosa e cultural da população que se torna amante do osso, por falta de filé.
Imaginem o tamanho do meu tédio, amigos.
Tentei ler (prática que adoro), mas vai tentar ler com um carro na rua da frente ligado no volume máximo espalhando no ar as partículas sonoras de um tal de Forró do Muído e o visinho dos fundos fazendo questão de mostrar para todo o bairro que adquiriu o último Cd do Latino. Não dá pra ser feliz assim, não é?
Quando pensei que tudo ia piorar veio o noticiário da noite.
Sentei em frente à TV e uma matéria chamou minha atenção: Um grupo de Forrozeiros de verdade reunidos em Gravatá para debater formas de coibir o avanço do
forró falsificado no São João Pernambucano.
Foi tão bom ver que nem tudo está perdido, que a exemplo de Caruaru que decidiu barrar as bandas de fuleiragem da sua programação, Gravatá também caminha neste sentido.
A matéria estava repleta de defensores do Bom Forró, porém quero destacar duas falas: A primeira foi a de Santana o Cantador que disse que Forró deve ser pra família e que enquanto houver o brilho da fogueira e o milho assando, haverá o verdadeiro Forró. Nessa hora o meu tédio começou a dar lugar ao gostinho de ver que ainda tem muita gente com coragem para por fim ao desmantelo musical que tomou conta das nossas festas.
Agora, meu tédio foi embora mesmo quando a palavra foi passada ao meu amigo e grande defensor da Nordestinidade, Anselmo Alves, que colocando-se contra a contratação do forró de plástico e defendendo o Forró Tradicional, falou que era um absurdo ver tanto dinheiro público patrocinando bandas que não passam de LIXO.
Concordo contigo, Anselmo!
Depois dessa, até a febre passou.

FABRÍCIO RAMOS

Foto: acervo do blog Mugunzá Eletrônico

É sempre gostoso e motivo de orgulho ver um conterrâneo ser reconhecido pelo seu talento. Fabrício é um desses triunfenses vitoriosos que não perde sua simplicidade, suas origens. Igual a ele, outros triunfenses batalham pelo seu espaço tendo que sair da nossa cidade como bem já relatou Lucivaldo aqui no blog. Devemos não somente valorizar, mas também agradecer, pois sabemos que por onde vão divulgam o nome de Triunfo. Por isso, vai o nosso reconhecimento a Fabrício Ramos, Nelson Triunfo, Sidney Pereira, os saudosos Elezier Xavier, Ruy de Moraes e Silva e tantos outros que por ignorância desconhecemos.

Segue abaixo notícias divulgadas pelo blog Sopa de Notinhas (da jornalista Rita Mirone) a respeito de Fabrício Ramos.


DE PERNAMBUCO AO JAPÃO

Ele é um jovem cantor e compositor pernambucano que mescla MPB com vários outros estilos como Rock, Blues, Folk e o verdadeiro Forró. Suas músicas viajam em várias vertentes.Algumas são puro romantismo, outras o retrato de velhos problemas sociais como preconceito, drogas e a fome. Quando o ouço me lembro automaticamente do Zé Ramalho.Em 2004, Fabrício Ramos lançou um CD independente com 12 canções, mas foi através da internet que seu trabalho ficou conhecido fora do Brasil. Em 2007, por causa desta divulgação , que fazia via Orkut, Fabrício foi convidado para fazer um show em Hamamatsu, no Japão e suas canções puderem ser ouvidas em outras partes do país através da transmissão pela IPCTV a Globo Internacional. " Eu sempre tive a idéia de mandar minhas músicas pra longe mas não pensava que em tão pouco tempo eu iria cantar num lugar tão distante.E o que mais me emocionou foi ver várias pessoas cantando junto minha música", disse Fabrício ao Sopa de Notinhas.Fabrício Ramos atualmente mora em São Paulo e prepara o segundo CD, ainda sem data prevista. Neste feriado, dia do Trabalhador, o cantor se apresenta no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, num show aberto ao público,que terá atrações como Jorge Ben Jor, Lecy Brandão e Zé Geraldo.Vai ser na praça Municipal às 14h. No dia 16 de maio, Fabrício toca no Studio 84 às 22h30. Ótima oportunidade pra ver porque os japoneses gostaram tanto deste pernambucano arretado!


Fonte: Blog Sopa de Notinhas
http://blogs.abril.com.br/sopadenotinhas
Leia também entrevista com Fabrício Ramos no blog Mugunzá Eletrônico através do link: http://mugunzaeletronico.blogspot.com/2008/09/mugunz-eletrnico-entrevista-fabricio.html

Festa da Lavadeira: uma ação cultural

Artigo de Eduardo Melo (produtor da Festa da Lavadeira), publicado no Diário de Pernambuco
Na Praia do Paiva, no dia 1º de maio de 1987, numa construção do imaginário popular que resistia no cotidiano dos moradores nativos da região, começou a ter forma, vida, sentimento e fé o entorno da escultura de uma lavadeira que aos poucos e sem pretensão se transformou na Festa da Lavadeira. Hoje, em sua 23ª edição, conquistou prêmios pelo MinC, Iphan, calendário turístico cultural do estado de Pernambuco e Cabo de Santo Agostinho, patrimônio do povo, iniciativa do deputado Isaltino Nascimento e calendário do Ministério do Turismo como evento popular, além de ser considerada festa de tradição pelo público e imprensa.Em 1994, a Festa da Lavadeira se tornou pública, as pessoas agora desconhecidas e de várias tribos vieram pelo interesse de se encontrar com sua cultura, sua identidade, e assim a festa foi maturando no tempo, ganhando o primeiro palco em 1996.Resistiu ao trio elétrico, à febre que atingiu e golpeou inúmeras festas populares e depois ao pagode. Mais uma vez a Lavadeira continuou firme nos seus propósitos na expectativa que além do poder público, as empresas acreditem em agregar às suas marcas o valor da nossa identidade.A Festa da Lavadeira criou uma semente particular no sentimento do povo pernambucano, tomou a forma de uma rainha que inspira fé e segurança, oferecendo vida aos brincantes, folgazões, jovens e idosos através do pulso dos tambores, rabecas, metais e sonhos que afirmam nossas origens ancestrais e um perfil cultural de nós cidadãos, tantas vezes inacessível.A Lavadeira surge para oferecer aos grupos que representam nosso patrimônio cultural imaterial um lugar propício a ser conhecido, reconhecido e valorizado, para ser vista com o cuidado que todos devem oferecer e importar as suas tradições. Por abandono assistimos a cultura do primeiro mundo reinando e o apelo comercial de ritmos diversos de várias regiões promovendo e gerando a sua economia "multicultural". Coisa em que estamos engatinhando e sem previsão àvista, o preconceito e a perseguição não são coisas do passado.Na Convenção da Unesco que visa preservar e proteger a diversidade cultural do mundo, vemos como objetivo equacionar os desafios trazidos pelo processo de globalização com a defesa das identidades culturais, reafirmando o vínculo entre cultura e desenvolvimento através da formulação de políticas culturais nacionais e ainda fortalecer a criação, produção, distribuição e acesso às atividades, bens e serviços culturais. Neste contexto, a Festa da Lavadeira vem exercer com dedicação a sua função de organização não governamental, em apoio complementar as ações dos governos municipal, estadual e federal.Atualmente a área em que se realiza a festa é palco de um grande projeto turístico imobiliário, criando assim uma perspectiva de valorizar e difundir ainda mais nossa cultura e tradições, aproximando o cidadão do turista, somando ainda mais o competente perfil de convenções e seminários do nosso trade turístico. Por este caminho, se faz urgente inserira cultura como elemento turístico fundamental de geração de renda e inclusão social, em pleno exercício da economia da cultura. No feriado do dia 1º de maio venha participar, na praia do Paiva, dessa grande festa, que espera reunir 60 mil pessoas num encontro livre, repleto de música, religião, folclore, artesanato e gastronomia do nosso povo.
Fonte: Diário de Pernambuco

Fundarpe promove dinamização dos cinemas no interior e Grande Recife

A partir de agosto, quatro cine teatros serão entregues à população do estado, dentro de um plano de manutenção e sustentabilidade desses locais
Thaíla Correia
O segundo semestre de 2009 será marcado pela reabertura e dinamização de quatro cine teatros de grande importância para o Estado. A partir do mês de agosto, a população pernambucana, mais uma vez, terá o prazer de assistir a filmes e espetáculos cênicos – além de participar de ações na área de formação – no Cine São Luiz, no Centro do Recife; no Cine Teatro Politheama, em Goiana, na Mata Norte; no Cine Teatro Apolo, em Palmares, na Mata Sul; e no Cine Teatro Guarany, em Triunfo, no Sertão do Pajeú.A reforma desses espaços, que estavam desativados, faz parte da política de dinamização dos equipamentos culturais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e conta com parceria do Programa de Apoio de Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), Serviço Social do Comércio (Sesc-PE) e prefeituras locais. O investimento total gira em torno de R$ 3,5 milhões.De acordo com o diretor de Difusão Cultural da Fundarpe, Adelmo Aragão, os cine teatros funcionarão como polos de dinamização regionais, e serão gerenciados por um gestor cultural – selecionado pela Fundarpe no mês de janeiro. “Cada gestor ficará locado em um equipamento, e promoverá as políticas públicas de cultura do Estado, além de diálogos permanentes com entidades”, disse Aragão.
SÃO LUIZ – A Fundarpe vai destinar R$ 1 milhão para a reforma do Cine São Luiz. O espaço abrigará a Coordenadoria de Cinema, Vídeo e Fotografia da Fundarpe e terá como gestor Lula Cardoso Ayres Filho. A idéia é que, além de sala de exibição, o local abrigue as reuniões do Fórum Setorial do Audiovisual e atividades na área de formação.O foco da sala será a exibição de filmes nacionais. Além disso, a Fundação também planeja parceria com empresas prestadoras de serviços para que o espaço conte com cafés, praça de alimentação e livraria. Ainda segundo Adelmo, o cine teatro contará, ainda, com auditório e palco, para que possam ser promovidos eventos no local.
POLYTHEAMA – O investimento para os cine teatros Polytheama e o Apolo é da ordem de R$ 2,4 milhões. Cada um contou com R$ 1,2 milhão. Eles disponibilizarão 220 e 170 lugares, respectivamente. Ambos já estão em fase de conclusão, restando somente a instalação da parte cenotécnica. “Tudo já está quase pronto. Resta pouco para eles se tornarem estações culturais em suas regiões”, concluiu Aragão.
GUARANY – O Cine Teatro Guarany receberá um investimento de cerca de R$ 100 mil para serviços complementares, como descupinização e reparos hidráulicos. Nesse caso, a Fundarpe contará com a ajuda do Sesc e Prefeitura da Cidade, que ficarão responsáveis pela limpeza, manutenção, bilheteria e iluminação do espaço.
Fonte: Fundarpe

Fundarpe lança edital do 2° Festival de Cinema de Triunfo

Extraído do site da Fundarpe
Interessados em participar da competição podem inscrever longas e curtas, a partir de 11 de maio. Mostra competitiva acontece no Cine Guarany, entre os dias 2 e 7 de agosto

Cineastas e videastas de todo o país já podem ter acesso ao edital do 2º Festival de Cinema de Triunfo, no Sertão pernambucano, entre os dias 2 e 7 de agosto. Sob a organização da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em parceria com a prefeitura municipal, a iniciativa vai garantir uma premiação total de R$ 26 mil para filmes e vídeos de longas e curtas metragens produzidos no Brasil. Além da mostra competitiva, haverá uma série de atividades na área de formação – direcionadas principalmente aos jovens – e palestras sobre o setor.Os interessados em participar do festival podem baixar o Edital e a ficha de inscrição na área de Editais, dentro da aba Fomento. As inscrições (clique AQUI para saber mais) poderão ser feitas de 11 a 27 de maio. O Festival acontecerá no Cine Teatro Guarany, equipamento cultural vinculado à Fundarpe, logo após a Festa do Estudante que movimentará a cidade entre os dias 25 de julho a 7 de agosto e faz parte do Festival Pernambuco Nação Cultural.A escolha do cine teatro para sediar o evento está de acordo com o plano de dinamização dos equipamentos culturais da Fundarpe, que prevê a implantação de estações culturais nas 12 Regiões de Desenvolvimento e a manutenção dessas estruturas ao longo do ano, beneficiando a população local. “A partir do segundo semestre, o Cine Teatro Guarany vai contar com gestores selecionados pela Fundarpe e de funcionários da prefeitura municipal que vão garantir uma programação sistemática ao longo do ano. O lugar não vai ser somente uma sala de cinema, mas um ambiente de discussões sobre a política pública de cultura no Estado”, afirmou a presidente da Fundação, Luciana Azevedo.Para participar da mostra competitiva, os proponentes deverão enviar trabalhos nas categorias Longa-Metragem 35 mm (até 150 minutos), Curta-Metragem 35 mm (até 20 minutos) e Curta-Metragem Digital (até 20 minutos).Para as categorias Longa-Metragem 35 mm e Curta-Metragem 35 mm, serão aceitas as inscrições de filmes brasileiros finalizados entre 2006 e 2009 (ficção ou documentário), realizados em qualquer formato, mas com cópia de exibição em 35 mm. Os trabalhos em Curta-Metragem Digital também devem ter sido finalizados entre 2006 e 2009, realizados em qualquer formato, mas com cópia de exibição em DVcam ou Mini DV.
Confira o cronograma do 2° Festival de Cinema de Triunfo
- De 11 a 27 de maio: Inscrição dos filmes;
- De 28 de maio a 9 de junho: Sistematização e envio do material recebido pela Fundarpe para Comissão de Seleção do Festival;
- De 10 a 14 de junho: Seleção – pela comissão – dos filmes que irão participar das mostras competitivas do Festival;
- 15 de junho: Divulgação dos filmes selecionados para participar das mostras competitivas;
- De 2 a 7 de agosto: Realização do 2º Festival de Cinema de Triunfo (exibição dos filmes selecionados);
- 14 de agosto: Publicação no Diário Oficial dos filmes vencedores;
- De 19 a 30 de agosto: Entrega da documentação necessária ao recebimento dos prêmios pelos filmes vencedores do festival.
Fonte: FUNDARPE

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quem toca mais sanfona?

Festival de sanfoneiros começa hoje no Memorial do Couro, em Salgueiro
Com o objetivo de estimular e promover artistas dedicados à sanfona, a cidade de Salgueiro dá início ao 1º Festival da Sanfona. A primeira eliminatória será realizada na noite de hoje, a partir das 19h, no pátio do Memorial do Couro. O festival faz parte das comemorações do aniversário de 145 anos da emancipação do município e terá a participação de cerca de trinta sanfoneiros. Além dos shows, o evento contará com oficinas e uma exposição de diversos modelos do instrumento homenageado, pertencentes ao colecionador e pesquisador Anselmo Alves. Cada participante inscreveu duas músicas, nos gêneros baião e xote. Eles também terão que executar uma canção do repertório escolhido pela organização do festival, que inclui composições de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca, Camarão, Zé Calixto, Aciolly Neto e Waldir Azevedo. A fase final da disputa será na próxima sexta-feira, quando a mesa julgadora irá escolher os três melhores músicos. Na sequência, haverá um show com Luizinho Calixto (com a participação dos vencedores), em homenagem ao Dia do Trabalhador. A entrada é gratuita. Informações: (87) 3871-3502.
Fonte: Diário de Pernambuco

Coletivo // Um grito em prol do teatro pernambucano

Grupos Reunidos de Investigação Teatral ou Movimento GRITE, grafado assim, com letras maiúsculas, para chamar a atenção dos artistas e da sociedade para a organização política dos grupos de pesquisa e investigação teatral de Pernambuco. A proposta envolve cinco companhias do estado - Fiandeiros de Teatro, Magiluth, Teatro Marco Zero, Quadro de Cena e Totem - e terá seu lançamento oficial hoje, às 19h, no Espaço Pasárgada, com entrada franca.Para marcar a data, o GRITE programou uma mesa-redonda com a presença de Romildo Moreira, José Manoel e Joacir de Castro, que vão falar da importância do teatro de grupo para a construção da cena pernambucana. De acordo com Pedro Vilela, do Magiluth, o novo movimento surge não para esfacelar ainda mais a classe artística (já existe uma dezena de entidades representativas, a exemplo da Apacepe, Sated, Artepe), mas para discutir políticas públicas e concretizar essa necessidade através da ação. "Não queremos lutar contra os movimentos que já existem. Falta representatividade para o teatro de grupo, até mesmo na Fundarpe", aponta Vilela.Representantes dos cinco grupos vêm se reunindo desde janeiro. O GRITE foi fundado por três companhias que levaram os prêmios principais no Janeiro de Grandes Espetáculos 2009 (Fiandeiros, Quadro de Cena e Magiluth). Uma das características dos grupos é a investigação cênica, além da busca por uma dramaturgia própria. "Desde 2006 tínhamos a ideia de cooperativa. Estamos estruturando esse núcleo, com estatuto e diretrizes sólidas e vamos fazer mapeamento", adianta Ana Elizabete Japiá, do Marco Zero.Para Fred Nascimento, diretor do grupo Totem, a integração ao GRITE pode proporcionar mais espaço social e político dentro da cena recifense. Embora o Totem complete 21 anos em 2009 e tenha montado mais de dez espetáculos, como Caosmopolita e Atravessando o tempo, sempre enfrentou dificuldade em ser aprovado nos editais de cultura locais. Para este ano, ele planeja estrear um espetáculo com quadros independentes, a partir de fragmentos da obra de Charles Bukowski. O Espaço Pasárgada fica à Rua da União, 263, Boa Vista.
Fonte: Diário de Pernambuco
Texto: Tatiana Meira

terça-feira, 28 de abril de 2009

Projeto Vitrine // Tributo a Dominguinhos

A transposição de criações de Dominguinhos para o universo das guitarras e violões recebeu aplausos calorosos dos leitores do Diario de Pernambuco que assistiram ontem ao Projeto Vitrine, com show em homenagem ao instrumentista, no auditório dos Diários Associados em Pernambuco, em Santo Amaro. O tributo começou às 19h30 e foi liderado pelo recifense Luciano Magno e o paulista Sandro Haick, que estão lançando o CD Viva Dominguinhos (que chega às lojas na próxima semana) e cantam juntos há quatro anos. A apresentação começou com as palavras do curador do evento, o maestro Cussy de Almeida. Em seguida, a plateia vibrou com um duelo entre os instrumentistas, que improvisaram em Lamento sertanejo e aceleraram o dedilhado das cordas nos frevos Domingando e 11 de abril, sendo saudados com gritos de "bravo!".O repertório foi composto por 12 músicas, confirmando a versatilidade de Dominguinhos. "Ele é mais conhecido pelo forró, mas é um excelente músico, que compõe jazz, valsas, choros", elogia Sandro Haick, que junto com o prceiro apostou no pout-pourri de sucessos Eu só quero um xodó/ Tenho sede e Abri a porta com outras mais intimistas, a exemplo de Faz de mim. (Tatiana Meira)
Fonte: Diário de Pernambuco

domingo, 26 de abril de 2009

CHICO CIENSE É HOMENAGEADO COM MEMORIAL EM RECIFE (PE)

O Memorial Chico Science será administrado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife

A Secretaria de Cultura do Recife inaugurou nesta sexta-feira (24), no Pátio de São Pedro, no Centro do Recife o Memorial

Chico Science, um espaço criado com o intuito de resgatar o passado e a filosofia de reinvenção cultural de um dos precursores do chamado movimento Mangue Beat.
O mais novo equipamento de cultura da capital pernambucana será administrado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, segundo informações conseguidas no site do Memorial.
O Memorial Chico Sciense ocupará a casa 21, e tem como objetivo não apenas preservar a história do músico pernambucano, mas também se propõe a ser um espaço de incentivo à produção.
O Memorial Chico Science funcionará de segunda a sexta, das 9h às 17h, com entrada franca. O custo total do projeto foi de R$ 305 mil.

Saiba mais visitando o site do Memorial Chico Science: http://www.recife.pe.gov.br/chicoscience/

Serviço:
Memorial Chico Sciense

Onde: Pátio de São Pedro,casa 21, Bairro de São José
Visitação: Segunda à sexta, das 9h às 17hAgendamento para visitas de grandes grupos: 3232.2492 / 3232.2486 /
mcs@recife.pe.gov.br


Fonte:http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/lancamento/2009/04/23/NWS,489481,2,31,DIVERSAO,884-MEMORIAL-CHICO-SCIENCE-INAUGURADO-PATIO-PEDRO.aspx

Dona Ivone Lara - a diva do samba

Como uma menina negra, pobre e orfã, na década de 1930 no Brasil - quando "tirar a sorte grande" significava só um bom casamento - seria mais tarde uma das artistas mais conceituadas da Música Popular Brasileira? Uma diva do samba. Quem nunca cantarolou sambas clássicos como Sonho meu ("vai buscar quem mora longe, sonho meu...") ou Alguém me avisou ("Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho...")? E quem sabe que as composições são da dama do samba, Dona Ivone Lara? Yvonne da Silva Lara nasceu em Botafogo, em 1921. O pai, João Lara, violonista sete cordas. A mãe, Emerentina Bento, cantora de ranchos. A primeira filha de uma casal unido pela música tem sua trajetória contada no livro Nasci para Sonhar e cantar - Dona Ivone Lara: a mulher no samba, da jornalista Mila Burns (ECO/UFRJ), mestre em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ), que faz um estudo antropológico, de gênero e raça, sobre a vida e carreira da cantora e letrista.O ponto central da publicação - resultado de sua dissertação de mestrado - é, a partir da trajetória singular dessa dama do samba, compreender como ela transformou-se na primeira grande compositora feminina (primeira mulher a assinar um samba-enredo) enfrentando situações adversas, seja de sua própria família e origem, ou mesmo das condições externas, sociais e políticas do Brasil. Milla enumera as outras tantas mulheres que também deixaram sua marca no cancioneiro musical brasileiro, ressaltando que foram poucas as compositoras brasileiras, da primeira metade do século vinte, ou pouco antes disso, que conseguiram projeção. O cenário musical era predominantemente masculino. No universo do samba, então, as mulheres com muitos anos de agremiação, no máximo, alcançavam o posto de "tia". Matriarcas como Tia Ciata ou Tia Surica."Quando perguntei a Luiz Carlos da Vila, Martinho da Vila, Beth Carvalho e Paulinho da Viola e outros grandes do samba se conheciam mulheres compositoras do ritmo, a resposta, sempre depois de muitareflexão, é que só havia uma, ou, no máximo, duas entre tantos homens. A única que estava presente em todas as constatações era Dona Ivone Lara", relata a autora. Ao tentar responder então o porquê de Dona Ivone Lara ter alcançado tal posto, Mila articula de modo saboroso e instrutivo o perfil da compositora com a história cultural da sociedade brasileira.A biografia torna-se pano de fundo para a autora analisar manifestações da cultura que compõe a identidade brasileira. "Dona Ivone é a expressão do encontro entre diferentes correntes de tradição cultural. Em sua formação musical, houve uma forte união entre popular (o samba e o chorinho, das rodas que frequentava com a família) e o erudito (presente nas aulas teóricas e nos hinos cantados na classe de canto ofeônico, no colégio)", observa.Tendo trabalhado muito para poder, só na maturidade, dedicar-se à música, Dona Ivone está longe de se aposentar. Aliás, a palavra não existe no seu vocabulário. Aos 88, ela participa das apresentações com a Velha Guardada Império Serrano e segue inspirando novas cantoras, como Teresa Cristina. Para a moça da nova geração do samba, ainda hoje é difícil para a mulher ter um espaço de respeito na MPB. Mas, se ficou um pouco mais fácil, Dona Ivone Lara é uma das grandes responsáveis pela conquista.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
TEXTO: MICHELLE DE ASSUMPÇÃO