sábado, 25 de abril de 2009

FORMOU!

Roda de Choro na praça foi um sucesso.
Sem mega-produção, com pouca divulgação, mas com muita boa vontade, músicos triunfenses deram à Praça Carolino Campos um brilho mais que especial nesta noite de sexta-feira.
Para celebrar o dia Nacional do Choro, ocorrido na quinta (23) e ao mesmo tempo homenagear o inigualável Canhoto da Paraíba, que faleceu no dia 24 de Abril do ano passado, vários músicos reuniram-se numa roda de choro para presentear os ouvintes com clássicos imortais da boa música brasileira. O público compareceu em peso para prestigiar o evento que misturou simplicidade, sofisticação e muito virtuosismo.
A Roda de Choro teve inicio às 20h e estendeu-se até quase a meia-noite, onde não faltaram aplausos e gritos de “mais um!”.
O evento contou com a participação de músicos da centenária Banda Isaias Lima, além dos trompetistas Luciano Santos e Jeffinho, do violonista André Vasconcelos e do grande Josenildo de Souza (o Zêzê), exímio Saxofonista da cidade de Serra Talhada.
Os participantes da Roda de Choro pretendem repetir outras vezes o evento e esperam atrair a cada encontro um número maior de músicos.
Parabéns a todos que participaram deste momento ímpar.
Confira as fotos:

sexta-feira, 24 de abril de 2009

DATA DA FESTA DOS ESTUDANTES/2009 - III

Diante das dúvidas com relação a data da Festa dos Estudantes/2009, a qual integra o projeto Pernambuco Nação Cultural promovido pelo governo estadual, através de telefone entramos em contato com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que nos esclareceu o seguinte:

FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL
FESTA DOS ESTUDANTES
25 de julho à 01 de agosto

II FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO
02 à 07 de agosto

Nosso agradecimento a Fundarpe e aos seus colaboradores pelas informações gentilmente fornecidas ao blog. São informações valiosas que irão auxiliar os donos de hotéis, pousadas, restaurantes, entidades culturais, turistas e demais interessados no evento.

HOJE TEM RODA DE CHORO NA PRAÇA

Ontem no dia em que Pixinguinha completaria 112 se estivesse vivo, o Brasil comemorou o Dia Nacional do Choro.
Os músicos triunfenses não poderiam deixar passar esta data tão importante, sendo assim tiveram a iniciativa de Formar hoje, na Praça Carolino Campos, uma Roda de Choro para exaltar este ritmo que é um dos pilares do que podemos chamar de Moderna Música Popular Brasileira.
A roda será aberta a partir das 20h e contará com a presença de músicos triunfense, além de amigos músicos de outras cidades como: Serra Talhada e Flores.
Na ocasião será prestada também uma justa homenagem a um dos gênios do violão brasileiro, Francisco Soares o Canhoto da Paraíba, que partiu para junto de Deus no dia 24 de Abril de 2008 (vide a matéria
CANHOTO DA PARAÍBA - UM GÊNIO DO VIOLÃO BRASILEIRO, postada esta manhã por André Vasconcelos).

Serviço:
Roda de Choro
Horário: 20h
Local: Praça Carolino Campos

SALGUEIRO PROMOVE I FESTIVAL DA SANFONA DO SERTÃO

Salgueiro vai sediar entre os dias 29 e 30 de abril e 1º de maio, o I Festival da Sanfona do Sertão.
O evento de âmbito regional será realizado pela Prefeitura de Salgueiro, através da Secretaria de Cultura e Esportes.
O Festival acontecerá no pátio do Memorial do Couro e tem como objetivo estimular e promover talentos dedicados à interpretação instrumental da sanfona.
Os concorrentes executarão três músicas nos gêneros baião e xote de livre escolha dentro do repertório da MPB, inéditas ou não, com ou sem letra.
Segundo os organizadores, a expectativa é atrair instrumentistas além de Salgueiro, de cidades mais próximas como Mirandiba, Parnamirim, Cedro, Verdejante, Terra Nova e São José do Belmonte, entre outras.
Segundo o regulamento do festival cada concorrente apresentará três músicas, sendo uma escolhida dentre as 41 da lista apresentada pela organização do evento (vide lista abaixo) e duas de livre escolha.
As apresentações acontecerão no palco do Pátio do Memorial do Couro, a partir das 19hsCom o objetivo de destacar o som da sanfona não será permitido o uso de bateria, contra-baixo elétrico, guitarra, sintetizadores e acompanhamentos eletrônicos nas apresentações. Os concorrentes poderão se apresentar individualmente ou acompanhados de no máximo três instrumentos, acústicos e/ou de percussão.
Serão 22 concorrentes que disputarão prêmios entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00 para os três primeiros colocados.

Fonte: http://www.portalsalgueiro.com.br

CANHOTO DA PARAÍBA - UM GÊNIO DO VIOLÃO BRASILEIRO



Ontem estava a ouvir músicas de um dos gênios do violão brasileiro por nome Francisco Soares - mais conhecido por Canhoto da Paraíba. Natural da nossa cidade irmã de Princesal Isabel (PB), lembrei-me que hoje completa 01 ano de falecimento do virtuose paraibano. Como admirador que sou da obra de Canhoto, de maneira alguma poderia deixar de lembrar saudosamente um talento por vezes desconhecido das novas gerações. Anos atrás, em conversa com o maestro Marco César (bandolinista e professor do Conservatório Pernambucano de Música), ele me relatava o fascínio exercido por Canhoto, não somente pelo músico, mas pela simplicidade como pessoa; um ser humano cativante.


Em Guaratinguetá (SP), berço do também virtuose Dilermando Reis, existe um Festival de Violão que conta todos os anos com grandes nomes do violão brasileiro. Oxalá um dia possamos ter um nos mesmos moldes em Princesa Isabel e também em Petrolândia (PE) - antiga Jatobá - local onde nasceu um dos pilares do violão brasileiro chamado João Pernambuco (outro que carece de melhor reconhecimento).

Segue abaixo, um texto do engenheiro e pesquisador princesense Dr. Francisco Florêncio, o qual foi extraído do site http://www.princesapb.com/ . Minha homenagem também a cidade de Princesa Isabel, pela qual tenho um grande apreço.


CHICO SOARES - “CANHOTO DA PARAÍBA”
FRANCISCO SOARES DE ARAUJO nasceu em 19 de março de 1926, na cidade de Princesa Isabel, Paraíba. Exatamente na rua Coronel Antonio Pessoa, 30 - hoje rua Músico CHICO SOARES (CANHOTO DA PARAÍBA). Filho do segundo casamento do seu pai – ANTONIO SOARES DE ARAUJO, com QUITERIA LOPES DE ARAUJO. Família grande, com 4 irmãos e 5 meio-irmãos. O avô de CHICO – JOAQUIM SOARES – era clarinetista. O pai, violonista (e sacristão de profissão). Dois irmãos – LULA e GIA – também eram músicos. Na sua casa reuniam-se os principais músicos de Princesa, como o acordeonista Zé Costa, os violonistas Zé Micas e Luiz Dantas, o saxofonista MANOEL MARROCOS, o regente da banda local JOAQUIM LEANDRO que lhe ensinou as primeiras notas. Na sua casa eram constantes as serenatas e saraus musicais. Pode-se assim entender a origem da veia musical de CHICO SOARES!
Nesse ambiente farto de sons e musicalidade, aos 12 anos, fascinado pelo tocar de violão do pai, ganha como presente deste um violão - que foi destruído num acidente-, vindo somente a ter outro aos 15 anos. CHICO era canhoto e se tivesse que adaptar o violão a essa sua característica, teria que alterar todo o encordoamento do instrumento. Como esse violão era dividido com os demais “tocadores de violão” da família, CHICO terminou se adaptando e desenvolveu aquilo que o tornou nacionalmente conhecido – usar o braço do violão no lado do ombro direito. Daí, anos depois, em Recife, ganhar o nome artístico de “CANHOTO DA PARAÍBA”. Dominado o instrumento, orientado pelo pai, pelo tio e por outros músicos princesenses, ele passou a tocar em festas, serenatas e nas radio-difusoras de Princesa: a VOZ DE PRINCESA E IBIAPINA. Em 1944, com 18 anos, foi levado para Recife pelo frade carmelita FREI CASANOVA, para tentar um emprego na Rádio Clube de Pernambuco. Por saudade, desistiu e voltou para Princesa, de onde só saiu em 1951, já com 25 anos. Contam alguns contemporâneos seus, que CHICO vivia em quase todos os momentos diários junto a seu violão, como se fosse uma extensão do seu corpo e de sua alma! Assim, pode-se afirmar que “Princesa foi o berço e a grande escola onde se moldou e se formou o gênio musical” que foi CHICO SOARES!
Em 1951, levado pelo então Deputado ANTONIO NOMINANDO DINIZ, assinou contrato com a Rádio Tabajara de João Pessoa, onde ficou até 1957. Lá, conviveu com grandes músicos, como SIVUCA e LUPERCE MIRANDA.
Com a companheira MARIA LACERDA (Nazinha), teve 2 filhas - Lourdes e Corrinha - que são nomes de valsas de sua autoria.
Em 1955, com 29 anos, fica viúvo. Em 1957, transfere-se para Recife, onde vem a integrar o elenco da Radio Jornal do Comercio (aquela que falava “de Pernambuco para o mundo”). Em Recife, ele amplia o círculo de amizades com importantes nomes do “CHORO” (um estilo musical). E ganha o nome de “CANHOTO DA PARAÍBA” dado por um produtor do programa de radio “luar do sertão” da Rádio Jornal do Comercio, de Recife.
Em 1959, CHICO vai ao Rio de Janeiro, numa viagem de jipe de 5 dias, junto com amigos e tem o grande encontro com a nata dos “chorões” cariocas, onde causou a mais vívida impressão pela sua técnica inimitável e pela sonoridade e estilo, revelando-se um mestre na arte da composição e um virtuose do seu violão canhestro, no dizer do músico e produtor musical Hermínio de Carvalho. O conhecido músico PAULINHO DA VIOLA registra que foi nessa ocasião, que entusiasmado pela performance de CHICO, ganhou enorme motivação para sua futura carreira musical.
Voltando para Recife, casa-se com EUNICE GADELHA, de quem teve mais duas filhas: FÁTIMA e VITÓRIA, que também são nomes de valsas de sua autoria.
Em 1968, grava seu primeiro disco (LP) – ÚNICO AMOR – pela produtora pernambucana Rozemblit.
Em 1971, grava um segundo disco (LP) – UM VIOLÃO DIREITO NAS MÃOS DO CANHOTO – gravação particular, financiada por amigos e admiradores.
Em 1977, produz seu terceiro disco (LP) “CANHOTO DA PARAÍBA, O VIOLÃO TOCADO PELO AVESSO", pela produtora Marcus Pereira.
Em 1993 e 1994, mais um disco (LP) “PISANDO EM BRASA” e o primeiro CD “COM MAIS DE MIL”. O primeiro pela produtora Caju Music e o segundo pela produtora Marcus Pereira. Ao longo de sua carreira artística, teve participação destacada em muitos outros títulos de discos, além de ter suas belas composições apresentadas por outros músicos.
É a grande fase, o apogeu da carreira, com viagens, tournées, shows, sendo um dos artistas mais requisitados nos eventos musicais do Recife e outros lugares. Era preciso agendar com bastante antecedência para se ter oportunidade de ter o artista nos eventos. Em 1996-1997, em projeto apoiado pelo Banco do Brasil, animado pelo seu Superintendente Regional na PARAÍBA – GERALDO AZEVEDO – que CHICO teve sua última grande presença no cenário artístico, apresentando-se em mais de 50 cidades da PARAÍBA e até em Portugal.
Em 1995, com 69 anos de idade e 51 de carreira artística, aposenta-se por tempo de serviço num pequeno emprego que tinha no SESI de Recife, onde era funcionário da assistência social, e pelo tempo que trabalhou na Transportadora Relâmpago, onde era mantido pela amizade do seu proprietário, para animar os eventos de lazer naquela empresa. Nesse período, CHICO veio muitas vezes à Princesa. Era sempre o grande reencontro. Gerava admiração, curiosidade e encanto com sua maestria. Era a grande notícia. O comentário principal dos princesenses. Em 1996, na Semana da Cultura, por ocasião da data da emancipação do Município, CHICO e MANOEL MARROCOS – outro grande músico princesense – foram as figuras de destaque. Sua última visita ainda saudável foi em dezembro de 1997, a convite de JOÃO MANDU, para participação na Festa da Padroeira. Como escrevi acima, na apresentação, em 2004, CHICO foi a figura central da mesma comemoração oficial, a qual não compareceu por conta da doença, e, em 2006, sua última visita à Princesa, a despedida e, sem dúvida - pelo que testemunhei – uma de suas últimas grandes alegrias.
Em 8 de abril de 1998, aos 72 anos, um derrame (AVC) atinge CHICO com efeito devastador na sua capacidade física e mental. O lado esquerdo paralisado, impossibilitou-o de tocar o seu velho companheiro violão - a “tabuinha” como o apelidava. Falava com dificuldade, não andava e precisava de fisioterapia permanentemente. Somando-se a esta tragédia, uma outra se abateu sobre ele, ao ficar viúvo pela segunda vez. Passou então a viver com a filha Vitória Gadelha até os últimos dias. Morava, nos últimos anos, em Paulista, cidade pernambucana na área do Grande Recife, no bairro Maranguape I, numa casa simples, sem maiores confortos, mas cheia de recordações, principalmente de sua terra natal, assunto permanente em suas conversas e entrevistas.
CHICO tinha como principal fonte de renda uma aposentadoria de seis salários mínimos, que estava longe de cobrir as despesas com as suas sessões de terapia diária. Assim que souberam do seu grave estado de saúde (chegou a ser internado em UTI), vários dos grandes nomes do chorinho e do samba, cariocas e pernambucanos, realizaram no Teatro Guararapes, com produção da Raio Lazer, um show beneficente para o violonista. Estiveram lá desde o seu maior fã, PAULINHO DA VIOLA, ao mitológico ÉPOCA DE OURO (grupo que acompanhava Jacob do Bandolim), ALTAMIRO CARRILHO, e os pernambucanos DALVA TORRES, NUCA, RACINE, CLÁUDIO ALMEIDA, NENÉO LIBERALQUINO. A renda líquida, R$ 27.180,00, transferida para CHICO, foi gasta no tratamento intensivo a que ele era submetido na época.
Em 2002, numa iniciativa inédita no país, Pernambuco foi o primeiro estado brasileiro a instituir, no âmbito da Administração Pública, o Registro do Patrimônio Vivo, que reconhece e gratifica com uma pensão vitalícia mensal representantes da cultura popular e tradicional do Estado. Um dos primeiros agraciados foi CHICO SOARES, junto com outros músicos pernambucanos como Camarão, Lia de Itamaracá e Mestre Salustiano. A cerimônia de entrega dos primeiros 12 títulos de Patrimônio Vivo de Pernambuco, aberta ao público, foi realizada em frente ao Palácio do Governo do Estado (Campo das Princesas), no Recife, às 19 h do dia 31 de janeiro de 2006.
No dia 9 de junho de 2004, durante a cerimônia de reabertura do Projeto Pixinguinha, o Presidente LULA homenageou CHICO SOARES como um dos mais geniais músicos brasileiros. Uma escolha justa, já que no projeto original, a turnê – em 1977 - de CHICO com PAULINHO DA VIOLA foi uma das de maior sucesso. Quando, em 1997, o projeto Pixinguinha foi cancelado na última hora, estavam previstas apresentações de CHICO SOARES com o violonista CAIO CÉZAR.
Em 2004, homenageando à CHICO SOARES, o Governo do Estado da Paraíba criou o Registro dos Mestres das Artes (REMA), conhecido como LEI “CANHOTO DA PARAÍBA”. Esta Lei garante o benefício de dois salários mínimos mensais a artistas de reconhecido valor, cujo trabalho tenha contribuído ao longo dos anos para a formação do patrimônio cultural paraibano. A Lei de nº 7.694, de 22 de dezembro de 2004, foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 16 de julho de 2005. Seu primeiro artigo registrará – de forma indelével – o nome de CANHOTO DA PARAÍBA todas as vezes que um artista paraibano ganhar seu direito mínimo à sobrevivência, dado pela sociedade que dele recebeu sua contribuição artística.
Os últimos anos de vida do grande artista: doente, sem recursos, esquecido do grande publico e protegido de última hora pelo poder público. Mas CHICO também foi grande na dor. Resignado, conviveu com a doença, e guardando seu jeito, seu sorriso, encantou ainda a tantos que o visitava em sua residência.
E assim, passados 10 anos de uma longa jornada de sofrimentos após o AVC que o atingiu, CHICO SOARES – O CANHOTO DA PARAÍBA – deixou esta vida para entrar na história. Familiares, amigos de ontem e de hoje, conterrâneos e admiradores se despediram emocionados, ficando seus restos mortais no cemitério de Paulista. Quem sabe, provisoriamente, até o dia em que os conterrâneos princesenses resgate-os e traga-os para repousar eternamente sobre a Serra da Borborema, em sua terra natal, paixão de sua vida, sua terrinha - PRINCESA ISABEL - que dele foi berço e dele poderá ser último repouso.

REPERTÓRIO DE ALTO NÍVEL

Os concorrentes do I Festival da Sanfona do Sertão, que irá acontecer nos próximos dias 29 e 30 de Abril e 1º de Maio deverão executar até três músicas sendo que uma delas deverá ser uma das 41 da lista abaixo.

1. Ainda Me Recordo (Pixinguinha)
2. Homenagem a Velha Guarda (Sivuca)
3. Treze de Dezembro (Luiz Gonzaga)
4. Caxangá (Luiz Gonzaga)
5. Chorinho Pro Miudinho (Dominguinhos)
6. Santa Cruz do Capibaribe (Oswaldinho)
7. Da natureza das coisas (Accioly Netto)
8. Canhoto (Camarão)
9. Festa de Chitão (Zé Calixto)
10. Bentevi Atrevido (Lina Peci)
11. Botão Variado (Baú dos 8 Baixos/ Ivan Bulhões)
12. Nós Dois de Testa (Dominguinhos)
13. Rosa (Pixinguinha)
14. Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo)
15. Baile da Tartaruga (Zé Gonzaga)
16. Recordando 32 (Manuel de Elias)
17. João e Maria (Sivuca/ Chico Buarque)
18. Sertão Velho (Manuel de Elias)
19. Gostosão (Sivuca)
20. Evocação (Nelson Ferreira)
21. Xaxadinho das Alagoas (Severino Januário)
22. Arrasta Pé no Cariri (Severino Januário)
23. Chorão (Luiz Gonzaga)
24. Cuco (Pascoalino.Melillo)
25. Saxofone Por Que Choras (Ratinho)
26. Rato Molhado (Pedro Sertanejo)
27. Lamento Sertanejo (Dominguinhos)
28. Escadaria (Pedro Raimundo)
29. Enxugue o Rato (Luiz Moreno)
30. Brasileirinho (Waldir Azevedo)
31. Espinha de Bacalhau (Severino Araújo)
32. Tico Tico No Fubá (Zequinha de Abreu)
33. Roseira do Norte (Pedro Sertanejo)
34. Mala e Cuia (Flavio Leandro)
35. Bigode de Arame (Guadalupe/Dominguinhos)
36. Nilopolitano (Dominguinhos)
37. Arrastando as Alpargatas (Dominguinhos)
38. Quando Me Lembro (Luperce Miranda)
39. Odeon (Ernesto Nazareth)
40. Brejeiro (Ernesto Nazareth)
41.Saudade de Matão(Jorge Galati e Raul Torres)

Fonte:
http://www.portalsalgueiro.com.br/eventos_fest_sanfona.htm

A julgar pelas músicas desta lista o que podemos esperar é um evento de alto nível.
Parabéns aos organizadores do Festival e que esta iniciativa sirva de exemplo para outras cidades que pretendam resgatar e preservar a boa música brasileira que, diga-se de passagem, não anda lá muito bem das pernas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

FOI SEPULTADO HOJE (23), EM SÃO JOSÉ DO EGITO O MESTRE ZÉ CATOTA, A “METRALHADORA DO REPENTE”

O Poeta e cantador de 92 anos faleceu ontem em sua cidade natal, São José do Egito, após uma parada cardíaca. A poesia perdeu nesta quarta – feira aquele que era considerado o Rei do Improviso, o popular Zé Catota, o mais antigo poeta da cidade de São José do Egito.
José Lopes Neto, o popular Zé Catota, nasceu no dia 5 de agosto de 1917 e iniciou sua carreira artística aos 17 anos de idade.
A poesia pernambucana está de luto, o sertão fica mais triste e a beleza perde uma ruma de rima com o falecimento deste poeta que pertencia à última geração dos grandes cantadores.


Zé Catota

José Lopes Neto nasceu no Riachão, município de São José do Egito, em 05 de agosto de 1917.

Filho de José Lopes Filho e de Euflasina Maria da Conceição, o popular Zé Catota fez do improviso sua marca registrada, o que lhe rendeu o reconhecimento da imprensa pernambucana, aparição no Fantástico e a gravação de especiais para televisões da França e da Holanda.
Seu domínio com a poesia e a viola rendeu-lhe o título de Metralhadora do Repente.
Há pouco tempo, em sua casa modesta na cidade de São José, o poeta foi perguntado, por um eventual visitante, quais dos cantadores antigos ainda restavam pra contar a historia da poesia, o mestre respondeu com um improviso:

Dos cantadores antigos
Tem eu e Pedro Amorim
Eu aqui em São José
Pedro lá em Itapetim
Por lá ninguém lembra dele
Aqui esquecem de mim.

Data da Festa dos Estudantes II

Coincidência ou não, após postagem realizada neste blog relatando informações oficiosas as quais divulgavam mudanças na data da Festa dos Estudantes/2009, o site da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) retificou a notícia onde constava que o período do evento seria de 06 à 11 de julho. Na mesma notícia (com o mesmo link), após a correção, consta que a "Festa" integrante do projeto Pernambuco Nação Cultural, será realizada no período de 25 de julho a 07 de agosto.
Dúvidas:
- a Festa dos Estudantes/2009 terá realmente duração de 02 semanas (25/07 à 07/08)?
- essa outra semana adicionada ao evento é para o Festival de Cinema de Triunfo?
A exemplo da postagem feita anteriormente, qualquer outra nova informação que chegar ao conhecimento do blog postaremos para os leitores. Estamos garimpando.
CALENDÁRIO 2009 - FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL
SERTÃO DO PAJEÚ
TRIUNFO – 25 DE JULHO A 07 DE AGOSTO
Celebração da Festa do Estudante
Fonte: FUNDARPE

Dia Internacional do Livro

Artigo do advogado Antônio Campos publicado no Diário de Pernambuco.
O amigo do homem
No mês de abril, que inaugura a primavera,comemora-se o Dia Internacional do Livro e do Direito Autoral (23 de abril), data oficializada pela Unesco em 1996 e que é festejada em mais de 100 países. A Espanha, desde 1926, já celebrava o livro na data da morte de Shakespeare e Cervantes. Na região espanhola da Catalunha comemora-se o dia do livro conjuntamente com o dia de São Jorge e o dia da rosa: dia, portanto, do padroeiro, do amor e da cultura. As mulheres recebem flores dos homens, que retribuem presenteando livros.O escritor Jorge Luís Borges escreveu: "Dos instrumentos do homem, o livro é, sem dúvida, o mais assombroso. Os demais são extensões do corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões da sua vista; o telefone é a extensão da sua voz; depois temos o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é extensão da memória e da imaginação". Em que pese o brilhantismo da definição de Borges, costumo dizer queo livro é o maior amigo do homem. Recentemente, assistindo ao filme "O Leitor", pude, realmente, confirmar que, se existe alguma redenção para o ser humano, ela passa pela linguagem. A falta ou o erro de comunicação pode ser determinante nas vidas das pessoas. Os livros falam e dialogam com os homens e são amigos valiosos em nossas vidas. A boa leitura é uma experiência mágica. Nos livros conhecemos santos, reis, filósofos e homens comuns. Podemos saber o que disseram Jesus Cristo na Palestina e Gautama Buda no continente indiano. Em magistral palestra na atual biblioteca de Alexandria, no Egito, Umberto Eco disse: "As bibliotecas, ao longo dos séculos, têm sido o meio mais importante de conservar o nosso saber coletivo (...) se me permitirem usar essa metáfora, uma biblioteca é a melhor imitação possível, por meios humanos, de uma mente divina, onde o universo inteiro é visto e compreendido ao mesmo tempo". A leitura de um livro não pode parecer uma obrigação, deve, ao contrário, ser um ato de prazer ou de paixão. Um livro tem que ser uma forma de felicidade. Em 2008, uma escola formada por escritores, em Londres, que se denominou Escola da Vida, criou a chamada biblioterapia, que consiste em indicar leituras para o perfil do aluno/cliente, numa verdadeira terapia, através dos livros. Em tempos em que um livro é publicado a cada 30 segundos e seriam necessárias 163 vidas para ler todos os livros oferecidos somente pelo site Amazon (como bem lembra o site de escola), as sessões de biblioterapia podem ser um bom guia para quem está perdido. Que impactos as novas tecnologias estão trazendo para a indústria do livro no mundo e na América Latina? Livreiros das três Américas e da Europa discutiram esse tema, nesse mês, no 3º Congresso Ibero-Americano de Livreiros. Produtos eletrônicos como e-book e audiobook, suportes portáteis como o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader, terão espaço garantido de exposição e discussão neste que é considerado o maior e mais importante evento do mercado editorial da América Latina e do mundo hispânico. Em novembro do ano passado, já discutimos o tema na Fliporto Digital, que é um dos braços da Fliporto, e lançamos pioneiramente o primeiro concurso brasileiro de literatura no celular. Contudo, não confundo o futuro do livro com o futuro do papel, que é o seu tradicional suporte. Nunca tantas ideias foram escritas, na era da internet. Se há algo que possa ameaçá-lo é a falta de leitores e não a mudança da base em que se firma. O livro atravessou eras de guerras e perseguições, sobreviveu e mais ainda, saiu fortalecido. Nesta época de crise econômica de dimensões globais, de contradições e incertezas, a cultura e o livro são as armas para se manter os valores básicos do homem acima dos conflitos econômicos e de credo. Que este dia entre em nosso calendário como uma data significativa e que todos celebrem a leitura e o amor pelos livros, não à toa, o grande amigo do homem.
Texto: Antônio Campos // Advogado - camposad@camposadvogados.com.br

RODA DE CHORO PARA CELEBRAR ANIVERSÁRIO DE PIXINGUINHA

Imagem: Oito Batutas

Na semana em que se comemora o aniversário de 112 anos de nascimento de um dos músicos mais importantes da MPB, o Pixinguinha, alguns músicos triunfenses tiveram a feliz iniciativa de celebrar com muita música de qualidade.
Apesar de ser hoje o dia do aniversário do Pixinguinha e dia do Choro, a data será comemorada amanhã, pelo coletivo musical que traz alguns músicos da Banda Isaias Lima, além do trompetista Luciano Santos, os violonista André Vasconcelos e Zé Carvalho e músicos convidados de outras cidades como Flores e Serra Talhada.
A roda de choro será formada na Praça Carolino Campos a partir das 20h.
Serviço:
Roda de Choro
Horário: 20h
Local: Praça Carolino Campos

Estamos todos convidados!

SALVE, MESTRE PIZIN DIN!

Há 112 anos vinha ao mundo um dos gênios da música brasileira e por que não dizer da música mundial.

No dia 23 de Abril de 1897, no Rio de Janeiro, nascia Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, autor de clássicos como Carinhoso, Lamento e Rosa.
Em agosto de 2002 a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que define a o dia do aniversário de Pixinguinha como Dia Nacional do Choro. A lei foi sancionada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 04 de Setembro daquele mesmo ano.O projeto, de autoria do então senador
Artur da Távola, foi originado por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e de seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello..
Pixinguinha nos deixou em 17 de fevereiro de 1973.

Biografia:

Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha, nome que mistura o dialeto africano "Pizin Din" (menino bom), dado por uma prima, com "Bexiguinha", por ter contraído bexiga, foi um dos músicos mais importantes da fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB). Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maior flautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor. Entre suas composições de maior sucesso estão Carinhoso (1923), Lamento e Rosa. Neto de africanos, começou a tocar, primeiro cavaquinho, depois uma flautinha de folha, acompanhando o pai que tocava flauta. Aos 12 anos, compôs sua primeira obra, o choro Lata de Leite. Aos 13, gravou seus primeiros discos como componente do conjunto Choro Carioca: São João Debaixo D'Água, Nhonhô em Sarilho e Salve (A Princesa de Cristal). Aos 14, estreou como diretor de harmonia do rancho Paladinos Japoneses e passou a fazer parte do conjunto Trio Suburbano. Aos 15, já tocava profissionalmente em casas noturnas, cassinos, cabarés e teatros. Em 1917, gravou a primeira música de sua autoria, a Valsa Rosa, e, em 1918, o choro Sofres Porque Queres. Nessa época, desenvolveu um estilo próprio, que mesclava seu conhecimento teórico com sua origem musical africana e com as polcas, os maxixes e os tanguinhos. Aos 20 anos formou o conjunto
Oito Batutas (flauta, viola, violão, piano, bandolim, cavaquinho, pandeiro e reco-reco). Além de ter sido pioneiro na divulgação da música brasileira no exterior, adaptando para a técnica dos instrumentos europeus a variedade rítmica produzida por frigideiras, tamborins, cuícas e agogôs, o grupo popularizou instrumentos afro-brasileiros, até então conhecidos apenas nos morros e terreiros de umbanda, e abriu novas possibilidades para os músicos populares. Na década de 1940, sem a mesma embocadura para o uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria famosa com Vinicius de Moraes, na trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, em 1962.

23 DE ABRIL – DIA NACIONAL DO CHORO

A Lei nº 10.000/00 instituiu o dia 23 de Abril como o Dia Nacional do Choro, em homenagem a um dos maiores gênios da música brasileira em todos os tempos.
Neste dia tão especial para a música nacional o BTB tem o prazer de compartilhar com seus leitores o vídeo que mostra o gênio Pixinguinha ao lado do flautista Benedito Lacerda executando o clássico “Carinhoso”, uma verdadeira pérola da nossa música.
Carinhoso é uma das várias preciosidades criadas pela genialidade do Mestre Pixinguinha.

HISTÓRIA DO CHORO

Trecho do trabalho de Hamilton de Holanda, presente no site O Choro em Brasília que traça um histórico desse segmento musical.

Choro: A Forma que se transformou em Gênero
Raul Pederneiras, caricaturista, jornalista e autor de revistas teatrais, publicou em 1922, no Rio de Janeiro, sob a indicação de "Verbetes para um dicionário de gíria" a seguinte definição para a palavra choro: "Choro - Baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada. Cair no choro, dançar." A definição é interessante por mostrar que ao iniciar-se a década de 20, considerava-se o choro como uma forma de tocar e não como um gênero musical como é considerado hoje. Desde a metade do século XIX, o que se chamava de choro era realmente a música tocada em bailes tendo como formação do conjunto executante os instrumentos: flauta, responsável pela condução da melodia principal; cavaquinho, centrador de rítmo,e ; violão harmonizador. Estes conjuntos tocavam gêneros como o maxixe, a polca, a mazurca - gêneros europeus -, o lundu africano, dando um caráter de improviso a estes estilos. O mais conhecido dos primeiros líderes de conjuntos de choro é Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista carioca que compôs aquele que é considerado o marco do início das composições que hoje são consideradas Choro: A Flor Amorosa - ele compôs como polca e assim está na partitura original -, que mostra a influência que o Choro sofreu e sofre das danças européias. Cabe ressaltar a importância de não creditarmos o início do desenvolvimento de um processo social da criação do Choro a apenas um instrumentista. Apesar disto, é notória a importância de "Callado" na época da formação dos primeiros grupos de choro e de fixação do estilo. A partir de 1880, com o aumento do número dos chamados "conjuntos de choro" - agora estes pequenos conjuntos de flauta, cavaquinho e violão não tocam apenas musicas instrumentais como também acompanham cantores em modinhas da época - o choro torna-se cada vez mais popular.
O Gênero Choro: A assimilação de influências
Como estes conjuntos tocavam à base de improviso, começou a desenvolver-se um elemento fraseológico que chamamos de baixaria. As baixarias são melodias feitas pelo violão, diferentes das melodias principais executadas pelo instrumento solista - agora não só a flauta, mas também o ofclide, o bandolim e outros - e que se tornaram uma das peculiaridades do choro. A partir da década de 20 a música popular começa a sofrer influência da música comercial norte-americana, fazendo com que antigos instrumentistas de choro parassem de tocar; outros músicos profissionalizaram-se, aderindo às grandes "jazz-bands", trocando o já falado ofclide pelo moderno saxofone, demonstrando um primeiro sintoma da esmagadora influência da música feita nos Estados Unidos. Nesta época, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o conhecido Pixinguinha, passa a tornar-se conhecido por suas composições e seu estilo de tocar flauta transversal; aderi a filosofia de Mário de Andrade de que a música estrangeira não deve ser repudiada, mas sim adaptada ao jeito brasileiro de tocar. O choro instrumental, já se firmando como gênero musical nascido no estilo de tocar, passa a ganhar letra, tornando-se música cantada, sob o nome de samba-choro. Os conjuntos de choro passam agora a admitir o uso de percussão, sendo chamados de regionais de choro, ou simplesmente "regionais". A partir da Segunda Guerra, o choro transformou-se em mais um dentre os gêneros criados com o aparecimento da música de consumo ligada aos interesses das grandes gravadoras internacionais. Apesar disso, sobreviveu, em parte, pela continuidade do estilo de acompanhamento dos regionais da era do rádio - chegando a promover o surgimento do mestre da "baixaria" no violão de 7 cordas, Horondino Silva, o Dino 7 cordas - e, pelo talento de alguns intérpretes e compositores como Pixinguinha, Jacob do Bandolim e seu conjunto Época de Ouro, Altamiro Carrilho, Benedito Lacerda, Luperce Miranda, entre outros. Um grande instrumentista e compositor que ajudou para o desenvolvimento e crescimento do choro foi Waldyr Azevedo, que com seu cavaquinho percorreu o mundo para a divulgação do choro e de sua música na década de 50.

Leia o texto completo de Hamilton de Holanda acessando:
http://www.secrel.com.br/elismar/artchoro/histchoro.htm

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FOMENTO À CULTURA NO BRASIL

Artigo escrito por Sérgio Mamberti - Presidente da Funarte - publicado no Diário de Pernambuco.
Paridade no poder
Está aberta à consulta pública a proposta de reformulação da lei de fomento à cultura, que ampliará as formas de fomento à cultura no Brasil. Trata-se de um grande debate democrático, inédito na área cultural, que só pode dar o devido valor quem viveu momentos recentes de ditadura ou de alterações legais realizadas sem discussão pública.Houve quem lembrasse a ameaça de "dirigismo cultural", como O Globo, em editorial. A preocupação existe, tanto que o Ministério da Cultura tratou de evitar o perigo. Nas comissões que analisarão os critérios para renúncia fiscal e para os fundos, a participação do governo foi limitada a 50%. Ou seja, estado e setores artísticos decidirão os critérios com paridade de votos.Para as artes visuais, a música e as artes cênicas, há um motivo a mais para comemorar. Uma das propostas apresentadas é a criação do Fundo Nacional de Cultura. Em resumo, o setor não precisará mais concorrer com outros (importantes) projetos apoiados pelo ministério. Ao estender o conceito de cultura para além das artes, o MinC avançou na missão de estimular a diversidade. Mas as artes devem ter tratamento especial e, com a Nova Rouanet, certamente terão.Os recursos vão permitir que a Funarte multiplique o fomento ao meio artístico. É uma ótima notícia para todos os artistas e para mim, que assumi a Funarte para colocá-la à altura de seus desafios. Desde então percorremos o país em busca de sugestões, num diálogo que será permanente, com artistas e produtores.A Nova Rouanet será a consagração desses esforços. Artistas poderão contar com um fundo de investimento direto, gerido por estado e sociedade, com transparência dos processos e descentralização dos recursos da União. Agora o momento é de debate, até chegarmos a um texto final que reflita a diversidade das propostas apresentadas.Acreditamos que é chegado o momento de o Brasil equilibrar a destinação de seus recursos para a cultura, de forma a ampliar as possibilidades de brasileiros de todas as partes mostrarem sua arte, dinamizando a economia criativa em todo o país. O resultado será uma grata surpresa e uma irreversível recompensa para todos nós.
Sérgio Mamberti // Presidente da Funarte

Data da Festa dos Estudantes 2009

Foram divulgadas informações oficiosas que a data da Festa dos Estudantes/2009 teria mudado supostamente para o final de julho. O que temos oficialmente até o momento, exposto pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) é que o evento será realizado no período de 06 à 11 de julho. A fonte da informação é a notícia abaixo copiada do site da Fundarpe com data de 20/04/2009 - ás 16h04. Qualquer outra nova informação que chegar ao conhecimento do blog postaremos para os leitores.
Conheça o Calendário Cultural de Pernambuco para 2009
Dois mil e nove ficará marcado como o ano em que a cultura pernambucana se consolida nas 12 Regiões de Desenvolvimento. Pela primeira vez, o Governo do Estado, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), elaborou e sistematizou uma série de atividades culturais, utilizando cidades como pólos de animação, para propiciar à população uma agenda constante de eventos, atividades na área de formação, além de debates e celebrações.Este ano, o Festival Pernambuco Nação Cultural inaugura a participação de todas as 12 RDs na maior festividade cultural da América Latina. Desde março, quando começou o ciclo do festival, 14 municípios já entraram no roteiro dos espetáculos cênicos, apresentações de grupos musicais, recitais de poesia, palestras, mostras de cinema, exposições de artes plásticas e oficinas. O formato também inclui apresentações da aula-espetáculo ministrada por Ariano Suassuna e o repentista Oliveira de Panelas – O Castelo, a Cadência e a Cantoria – e ações de educação patrimonial.Nos 89 dias de atividades – que o Governo de Pernambuco prevê investimento de mais de R$ 12 milhões – os municípios do interior e da Região Metropolitana do Recife terão uma maior circulação dos bens culturais, gerando ainda emprego e renda. A primeira cidade a sediar o Festival Pernambuco Nação Cultural foi Goiana, Mata Norte do Estado, entre os dias 30 de março e 05 de abril, quando foi comemorada a celebração da primeira assembléia indígena do Brasil. (Confira abaixo a programação do festival a partir de maio).Nos quatro ciclos festivos comemordos em Pernambuco (carnavalesco, das paixões - durante a Semana Santa -, junino e natalino) a Fundarpe vai montar pólos em todo o Estado. A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo ressaltou que o Calendário Cultural de Pernambuco 2009 é um complemento ao calendário de eventos da produção independente. "A programação do Governo vem a ser somada aos eventos já consolidados da produção independente, como festivais e mostras, além das centenas de festividades culturais e religiosas encontradas do cais ao Sertão", informou.
CALENDÁRIO 2009 - FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL
SERTÃO CENTRAL
SÃO JOSÉ DO BELMONTE – 25 A 31 DE MAIO
Celebração da Cavalgada da Pedra do Reino
SERTÃO DO PAJEÚ
TRIUNFO – 06 A 11 DE JULHO
Celebração da Festa do Estudante
AGRESTE MERIDIONAL
GARANHUNS – 16 A 25 DE JULHO
Celebração do Festival de Inverno de Garanhuns
AGRESTE CENTRAL
PESQUEIRA – 03 A 08 DE AGOSTO
Celebração da Festa da Renascença
AGRESTE SETENTRIONAL
TAQUARITINGA DO NORTE – 10 A 15 DE AGOSTO
Celebração da Festa das Dálias
AGRESTE CENTRAL
GRAVATÁ – 17 A 22 DE AGOSTO
Celebração da Festa da Estação
SERTÃO DO MOXOTÓ
ARCOVERDE – 24 A 29 DE AGOSTO
Celebração do Coco e do Reisado
SERTÃO DE ITAPARICA
FLORESTA – 07 A 12 SETEMBRO
Celebração do Artesanato e das Etnias
REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
– NORTE IGARASSU – 22 A 27 DE SETEMBRO
Celebração de todas as linguagens e áreas
REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
– SUL CABO DE SANTO AGOSTINHO – 12 A 17 DE OUTUBRO
Celebração de todas as linguagens e áreas
SERTÃO DO SÃO FRANCISCO
PETROLINA – SEGUNDA QUINZENA DE OUTUBRO
Celebração do Samba de Véio e São Gonçalo
MATA SUL
PALMARES – 23 A 28 DE NOVEMBRO
Celebração da Literatura e da Poesia
SERTÃO DO ARARIPE
EXU – 08 A 13 DE DEZEMBRO
Celebração da festa do aniversário de Luiz Gonzaga
CALENDÁRIO DOS CICLOS CULTURAIS
CICLO JUNINO
REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
RECIFE/OLINDA (MEMORIAL ARCOVERDE)
MATA NORTE
CONDADO
MATA SUL
CATENDE
AGRESTE SETENTRIONAL
LIMOEIRO
AGRESTE CENTRAL
CARUARU
AGRESTE MERIDIONAL
BOM CONSELHO
SERTÃO DO MOXOTÓ
ARCOVERDE
SERTÃO DO PAJEÚ
SERRA TALHADA
SERTÃO CENTRAL
PARNAMIRIM
SERTÃO DE ITAPARICA
TACARATU
SERTÃO DE SÃO FRANCISCO
CABROBÓ
SERTÃO DO ARARIPE
OURICURI
CICLO NATALINO
ZONA DA MATA
ALIANÇA
AGRESTE
CARUARU
SERTÃO
TRIUNFO
Fonte: FUNDARPE

Unesco lança biblioteca digital mundial

O texto é de Carlos Scomazzon
Gentilmente copiado do blog:
http://carlosscomazzon.wordpress.com/

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou nesta terça-feira, dia 21, em Paris, a World Digital Library (biblioteca digital mundial, em inglês), um site com acesso grátis a livros, mapas, manuscritos, filmes e fotografias raras. Será o terceiro maior acervo digital do gênero, atrás do Google Book Search e da biblioteca virtual Europeana, um projeto da União Europeia. O objetivo do projeto, segundo a Unesco, é reduzir a exclusão digital, ampliar o conteúdo “não-ocidental” na internet e oferecer conteúdo para ensino on-line.
O projeto foi idealizado pela Unesco e outras 32 instituições. Em um primeiro momento, o conteúdo estará disponível principalmente em árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol - haverá conteúdo adicional em outras línguas. A biblioteca da Unesco segue a trilha, por exemplo, do Google, que em 2004 lançou o Google Book Search, projeto que tem hoje disponibiliza 7 milhões de obras. Em outubro do ano passado, a empresa encerrou uma batalha judicial com autores e editores nos Estados Unidos, que concordaram em retirar as queixas de quebra de direito autoral, após dois anos de negociações.
Alguns livros estão disponíveis para download completo. Em alguns casos, o usuário pode ver apenas 20%, com opção de pagar para ver a obra inteira. A Microsoft chegou a lançar seu projeto de biblioteca virtual em 2006, mas abandonou o projeto 18 meses depois, com 750 mil obras digitalizadas. Em novembro do ano passado, a União Europeia lançou a biblioteca virtual Europeana, inspirado no mote da biblioteca de Alexandria, que desejava acolher todo o conhecimento mundial. O site teve problemas de acesso nas primeiras horas, em razão do excesso de visitas, mas voltou a operar.
O site dá acesso a 4,6 milhões de livros, filmes, pinturas, fotografias, arquivos de áudio, manuscritos e jornais disponibilizados em bibliotecas europeias. O objetivo é ter 10 milhões de itens escaneados até 2010.

terça-feira, 21 de abril de 2009

ATENÇÃO! BANDEIRAS EM MOVIMENTO.

Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer. (Belchior) Aconteceu hoje às 16:30h, na sede do Clube Central Isaias Lima, a segunda reunião da Articulação Triunfense de Arte e Cultura, onde se debateu propostas referentes à realização do I ENCONTRO DE ARTE E CULTURA DE TRIUNFO, que deverá acontecer em breve. Estiveram presentes na reunião: Paulo Henrique Martins (Banda Ambrosino Martisn), Elias Neto (Maracatu Serra Grande do Pajeú), Adelson Santos (U.T.E), Thays Fernanda (Lótus e Percussão), José Carvalho (Trovadores de Triunfo), Cristiano Montalvão (Radiola Serra Alta), Denis Gomes (GAT), Thales Wilhames (Banda Isaias Lima), Cristiane Almeida (Cia de Dança de Triunfo), André Vasconcelos e Lucivaldo Ferreira, co-autores deste blog.
A primeira reunião realizou-se no último sábado (18). A pauta da reunião foi a Jornada Cultural de Jericó.
A Articulação Triunfense de Arte e Cultura deverá reunir-se semanalmente para debater assuntos referentes à nossa arte e cultura.
O próximo encontro se dará no sábado (25/04), onde terá continuidade o debate sobre o I ENCONTRO DE ARTE E CULTURA DE TRIUNFO, evento que deverá reunir diversos grupos artísticos e culturais do Município.
Em breve estaremos divulgando a data e a programação deste evento que será histórico para a nossa cidade.

VOCÊ É UM BOM NEGOCIADOR?

Passeando pela net encontrei este texto e achei por bem dividi-lo com os amigos do BTB (e com os nem tão amigos também).
Leia o texto e reflita

A arte de negociar

PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.
FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates…
FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!

BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…
BILL GATES - Neste caso, tudo bem.
Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI - Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do
Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o
necessário.
PAI - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

(Desconheço o autor)
“Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…"

Fonte:http://www.tl02.com.br/blog/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

TODOS JUNTOS SOMOS FORTES

Hoje resolvi recordar coisas da infância, então tirei a tarde para ler gibi, olhar fotos e assistir filmes.
Graças à modernidade e a tecnologia é possível rever raridades do cinema brasileiro, como o é o caso do Clássico Infantil Os saltimbancos trapalhões.
Tesouro do cinema brasileiro estreado em 1981 pelo saudoso quarteto Os Trapalhões.
O filme baseado na peça teatral
Os Saltimbancos, de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque, por sua vez uma adaptação do conto Os Músicos de Bremen dos Irmãos Grimm.
Os saltimbancos trapalhões conta a história de artistas de circo que são explorados por um ganancioso Barão (dono do circo).
Quando os artistas percebem que são na verdade a atração principal do circo, rebelam-se até que o circo não pertença apenas ao Barão explorador, mas a todos os artistas.
A belíssima trilha sonora é assinada pelo mestre Chico Buarque.
O filme me deixou muito emocionado e foi esta emoção que me fez correr para o computador e escrever estas breves linhas.
Nas últimas cenas a música “Todos Juntos” me fez refletir sobre nossa condição de artistas que sofrem com a falta de políticas culturais no município, que são submetidos ao vergonhoso desprezo, ao sufocamento, ao medo de falar, mas que graças a Deus, têm despertado para a necessidade de juntar forças em torno de ideais comuns.
Fico feliz em ver a coisa começando a andar, fico feliz em ver meus irmãos na arte se reunindo e unindo o que cada um tem de melhor para a nobre causa da cultura triunfense.
É gostoso ver que os grupos culturais têm deixado de lado suas diferenças e estão começando a trocar figurinhas, como se pode perceber nas reuniões que vem acontecendo semanalmente.
Aquela efervescência sobre a qual eu havia comentado no texto
BOOM, TRIUNFO, BOOM! , postado no dia 15 de Março de 2009, parece estar recobrando forças. As chamas estão reacendendo e é um orgulho saber que este blog tem dado sua parcela de contribuição.
Encerro a postagem com um fragmento do filme que traz exatamente o clipe “TODOS JUNTOS”. Logo abaixo o amigo leitor poderá ler a letra completa, já que o vídeo traz apenas um trecho.
Tivemos também o cuidado de postar a ficha técnica e o elenco do filme, que inclusive traz o ator pernambucano
Eduardo Conde interpretando um dos vilões do filme.




Todos Juntos
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque


Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitarTodos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temerUma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós.
Fonte: http://letras.terra.com.br/os-saltimbancos/275214/


ELENCO
Renato Aragão.... Didi
Dedé Santana .... Dedé
Mussum
Zacarias
Lucinha Lins.... Karina
Mário Cardoso
Maria Cláudia
Mila Moreira
Ivan Lins
Eduardo Conde.... Assis Satã
Paulo Fortes
Amauri Guarilha

Ficha Técnica
Título Original: Os Saltimbancos Trapalhões
Gênero: Infantil
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 1981
Estúdio: Renato Aragão Produções
Distribuição: Embrafilme
Direção: J.B. Tanko
Roteiro: J.B. Tanko e Gilvan Pereira, baseado em peça teatral de Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov
Produção: Renato Aragão
Música: Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov
Fotografia: Antônio Gonçalves

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/saltimbancos-trapalhoes/saltimbancos-trapalhoes.asp


Ataulfo Alves - o "General do Samba"

Hoje completam 40 anos de falecimento do sambista Ataulfo Alves.
Ataulfo Alves de Souza nasceu em 2.5.1909, no município de Miraí, zona da Mata, em Minas Gerais, na Fazenda Cachoeira. Menino de roça, aprenderia com o pai, Severino de Souza, chamado de "Capitão" Severino, repentista, violeiro e sanfoneiro, as primeiras lições da arte de versejar e cantar. Desde pequeno "dialogava" com o pai nas cantorias. Aos 10 anos perde o pai, e sua mãe, Maria Rita de Jesus, com um porção de filhos, sai da fazenda e vai morar no centro da cidade de Miraí, que ficava próximo.Passa Ataulfo a freqüentar o grupo escolar e a desempenhar os serviços que apareciam. Uma existência pobre, mas tranqüila e feliz, que registraria com emoção no seu samba Meus Tempos de Criança, também conhecido como Meu Pequeno Miraí e Saudades da Professorinha.Em 1927, Afrânio Moreira de Resende, médico recém-formado de Miraí, convida-o a acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde montaria consultório, a fim de que trabalhasse com ele. Ataulfo aceita, mas logo sente que as perspectivas não são boas, pois à noite ainda tinha de fazer limpeza na residência do médico. Meses depois emprega-se numa funilaria de automóveis, a qual deixa para ser lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo. Com 19 anos de idade, em 1928, casa-se com Judite, tendo o casal cinco filhos, dois dos quais, Adeilton e Ataulfo Júnior, revelariam dotes artísticos.Na farmácia, inteligente e interessado, passa de lavador de vidros a prático de manipulação de receitas e responsável pelo laboratório.Já podendo dispor de tempo para freqüentar as rodas de samba, passa a compor para o Bloco Fala Quem Quiser, do Rio Comprido, no qual tem o cargo de diretor de harmonia. Alcebíades Barcelos, o Bide, autor conhecido, numa dessas ocasiões, nota suas qualidades de compositor e o leva à presença de Mr. Evans, engenheiro de gravações da R.C.A. Victor. Mr. Evans, entusiasta e bom conhecedor da música brasileira, gosta do que ouve e seleciona, para gravação imediata, três dos seus sambas: Sexta-Feira, o primeiro a ser gravado e lançado por Almirante, Tempo Perdido, o segundo, por Carmen Miranda, e Sonho, por Carlos Galhardo, que apenas se iniciava como cantor.Embora bem lançado, no ano de 1934 nada gravaria. Em 1935, aparece com três gravações, com um sucesso nacional, o samba Saudades do Meu Barracão, na voz de Floriano Belham. Sua ascensão, daí por diante, faz-se segura com os sucessos que vão pontilhando e multiplicando-se a cada ano. Em 1941, para o carnaval, mais para deixar registrada sua voz para os amigos, grava Leva Meu Samba.Pegaria verdadeiro gosto pela interpretação com Ai! Que Saudade da Amélia!, um clássico, em parceria com Mário Lago, depois de nenhum cantor querer gravá-lo.Consciente do seu modesto potencial como cantor, lança mão do recurso de se fazer acompanhar por coros que ensaiava e que ora denominava Sua Academia de Samba, ora Sua Gente e Seu Estado Maior, até reunir três cabrochas, Suas Pastoras, que também passou a levar em suas apresentações pessoais. O nome de Pastoras foi sugestão, a seu pedido, do compositor Pedro Caetano. De provisório passaria a definitivo.Sua musicografia, gravada e editada, ultrapassa 320 músicas. É uma das maiores da música popular brasileira em número e também em sucessos. Até falecer continuava em evidência, fator raro entre os compositores de sua geração.Em 1961, chefiou a 4ª Caravana de Divulgação da Música Brasileira no Exterior, organizada pelo MEC-UBC, apresentando-se em diversos países da Europa. Em 1966, representou o Brasil no I Festival de Arte Negra do Senegal, em Dacar. Em 1º.5.1962, sua cidade de Miraí, que sempre visitava, recebe-o oficialmente com todas as honras e dá seu nome à rua onde morara.Ataulfo faleceu no Rio de Janeiro, em 20.4.1969, poucos dias antes de completar 60 anos de idade, de complicações decorrentes da cirurgia de uma úlcera duodenal, realizada duas semanas antes, e que, por temor, sempre protelava.
Obs.: o site samba-choro informa que esta biografia foi publicada inicialmente no site de um dos mais importantes projetos culturais de preservação de nossa memória, o Selo Revivendo.

Sport Club do Recife - Tetracampeão Pernambucano

Parabéns aos torcedores do Sport Club do Recife.
Um título invicto, conquistado com inegável supremacia. Supremacia escancarada nos números do Estadual. Em 22 jogos, 19 vitórias e apenas 3 empates. Trajetória construída com 53 gols marcados e somente 12 sofridos. Campanha massacrante e inquestionável. Após o apito final de Heber Roberto Lopes, os rubro-negros fizeram a festa nos Aflitos. É o campeão da década.

O descaso pelo pobre

Artigo do escritor Jorge Ramos, publicado no Diário de Pernambuco.

O descaso pelo pobre
Amarás o teu próximo como a ti mesmo, estais agindo bem, mas se fazeis acepção de pessoas, cometei um pecado e incorreis na condenação da lei como transgressores" (epístola de São Tiago: o respeito devido aos pobres). Porém no mundo em que vivemos acontece o inverso - há um descaso pelo pobre. Por que a Sociedade não toma como exemplo o nascimento de Cristo? Visto que os primeiros a visitarem o Filho do Criador, a convite deste, foram os representantes da classe mais insignificante de Belém naquele tempo: os pastores de ovelhas que eram marginalizados por aquela sociedade. Pó que os ricos não procuram fazer algo pelo pobre? É porque seus valores são materiais e, ao darem alguma coisa a um necessitado, sentem que seus bens lhes são subtraídos; e com isto têm a sensação de perda em seus valores, ocasionando uma insegurança do medo de ficarem pobres. Essas pessoas consideradas pobres acham-se inferiorizados, chegando a se sentir desvirtuosas, com pouca inteligência, ou seja, como alguém que esteja no mundo, por favor, com a permissão dos ricos, e este, têm os pobres, como indivíduos dotados de vários defeitos, e até pedirem esmolas como toda a sua humildade, os incomodam. Contam uma história: havia um grupo de pessoa discutindo sobre futebol, onde participavam alguns doutores, pessoas de nível médio e também tomava parte um contínuo, que se chamava Pedro: era uma pessoa muito humilde e a miséria o rodeava, tirando-lhe quase o fôlego. Era um entusiasmado pelo futebol. Seu interesse por esse esporte, amenizava em parte as suas agruras, seus sofrimentos. Tinha adquirido com o tempo um certo conhecimento dessa modalidade esportiva. E por isto, achava que poderia dar a sua opinião, e assim o fez. Ouviram-lhe obrigatoriamente. Ao terminar a sua última palavra um doutor disse: ele até que entende de futebol! Um de nível médio, para aparecer, proferiu o seguinte: ele até que não é muito burro, não! O abandono pelos pobres é tão grande, que até a Justiça, com seus grandes braços para proteger a todos, sem distinção, geralmente não os alcança, porque eles se encontram sempre distanciados. A pobreza é desprezada, sem valor, porque é vestida com uma roupa que não reluz, não emite claridade, é opaca. A humildade que geralmente a acompanha, tem uma voz muito fraca, ou quase nenhuma, e de pouco alcance. Ela no rico é digna de elogios, porém no pobre o prejudica, aumentando mais a sua insignificância. Só valorizamos os pobres quando queremos ser bons, oferecendo-lhes a nossa ajuda temporária. Há um tempo em que os pobres são mais lembrados: é nas festas de fim de ano, quando eles tornaram-se importante, porque servem do objeto para a caridade, que é feita com mais frequência neste período, e a que eu chamo de caridade de fim de ano, porque, algumas pessoas estabelecem datas para fazerem essa benevolência.
Fonte: Diário de Pernambuco
Texto: Jorge Ramos // Escritor - opiniao.artigo.pe@diariosassociados.com.br

João Cabral de Melo Neto é desvendado em livro

Selma Vasconcelos lança, nesta quinta-feira (23), no Mepe, obra que lembra os dez anos de morte do escritor

A professora e pesquisadora da Universidade de Pernambuco (UPE), Selma Vasconcelos, lança, na próxima quinta-feira (23), às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), o livro João Cabral de Melo Neto-Retrato falado do poeta. A publicação, patrocinada pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), marca os 10 anos de morte do escritor pernambucano. Antes do lançamento haverá a exibição do filme Recife/Sevilha - João Cabral de Melo Neto do cineasta Bebeto Abrantes com sua última entrevista gravada.Selma esteve imersa durante oito anos pesquisando a vida de escritor e pôde estabelecer uma relação entre o homem, sua obra, seu tempo e o mundo. O resultado dessa intensa vivência está exposto nessa publicação. “Além de reconstituir a memória oral do poeta, pelos depoimentos registrados, fiz também um resgate e preservação da memória documental de um dos maiores expoentes da literatura nacional e internacional através da leitura e digitalização de sua correspondência e acervo de documentos pessoais que se encontrava sob os cuidados de Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro”, afirmou a autora.O livro reúne, em três capítulos, relatos de familiares, amigos, e do próprio João Cabral. O primeiro é dedicado às histórias pessoais contadas pela família por meio da filha Inez Cabral de Melo e sua irmã, Maria de Lourdes Cabral de Melo. No segundo, o poeta é visto pelo olhar de intelectuais como Antônio Candido e Ferreira Gullar. O capítulo final traz documentos escritos por João Cabral discorrendo sobre assuntos distintos que vão desde família à literatura, além de registros do tempo em que viveu na cidade espanhola de Sevilha como diplomata.
Texto: André Simões

domingo, 19 de abril de 2009

Pitaco Cultural: Ausência de diálogo, isolamento - até quando?

Por André Vasconcelos

Publicado recentemente no blog, e-mail enviado pelo radialista (integrante do governo municipal) Thyago André, no qual ele diz "... parece que o assunto Paixão de Cristo está dando “pano pra manga”! Teve postagem falando que ia fechar o assunto mas..." como o blog é democrático e aberto a discutir temas ligados a cultura triunfense, foram postados os e-mails enviados pelos srs. Denis Gomes e o próprio Thyago André.
Como ele escreveu que ficou "atento observando todos os comentários e refletindo sobre tudo o que era postado", digo que fico feliz em saber da atenção de um membro do governo municipal em pelo menos ler alguma sugestão.
"A intenção da produção do evento... não voltar com as apresentações de antigamente e nem utilizar da positiva imagem que ela tinha para promover a deste ano."
Talvez eu tenha entendido erroneamente as palavras dos gestores, quando em e-mail para este mesmo blog expuseram o seguinte:
"a reativação deste espetáculo de importância imaterial é sinônimo de orgulho para todos os triunfenses, visa à obtenção dos seguintes objetivos:
retomar a tradição da paixão de Cristo em Triunfo, que é realizada desde 1977;
devolver aos 40 artistas locais a possibilidade de atuar na Paixão de Cristo
."
"O que foi usado na divulgação, é que não estava sendo apresentada o espetáculo há 4 anos e entraria no quinto, porque a organização não tinha nenhum interesse na volta." Acredito eu, que a "organização" a que ele se refere seja a própria Secretaria, pois vários dos integrantes do Grupo de Teatro Amador de Triunfo (GTAT) com quem tive a oportunidade de conversar tinham interesse na volta do espetáculo. Tanto tinham que ficaram felizes quando souberam do aprovação do projeto pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE).
"Poucos foram aqueles que chegaram antes e opinaram". Eu fui um deles. Encontrei o secretário Evanildo Fonseca no Cine-Theatro Guarany, quando da decoração para o Carnaval e o perguntei a respeito da Paixão de Cristo. Foi quando ele me falou da sua intenção para um projeto de encenação voltado para o centro da cidade e eu o questionei com relação ao GTAT. Logo após o resultado do edital promovido pela FUNDARPE, postei críticas aqui no blog. O secretário então me telefonou, perguntando se eu poderia ir a prefeitura para uma conversa e prontamente aceitei. Nessa conversa ele me explicou suas intenções. Agradeci e reconheço a deferência a minha pessoa, porém lhe respondi que esse tipo de atitude ele não deveria ter somente comigo e sim com toda classe artística e militante da cultura no município de Triunfo. Ressaltei a importância de se ter um melhor diálogo. Que de todos com quem conversei a resposta foi de querer contribuir, bastava para isso ele dar espaço, deixar os outros ajudarem. Triunfo é município rico culturalmente e carente de recursos financeiros. Sabemos mais do que ninguém da dificuldade de se fazer algo sem dispor de meios. Isso só é possível com união entre iniciativa privada, poder público e classe artística. Muito boa está sendo a ajuda da FUNDARPE, veja-se o caso do Carnaval e da Semana Santa. Ele reconheceu que houveram problemas de comunicação e ficou de rever o caso.
"Como foi a Secretaria de Turismo, que desenvolveu o projeto ela tinha a liberdade de escolher o formato
." Nisso concordamos. A responsabilidade em não investir os recursos financeiros disponibilizados pela FUNDARPE num grupo triunfense é toda da SETUR.
"Erra-se quando se fala que a encenação foi “comprada” por Triunfo."
Ora, o espetáculo, sua concepção, é do Balé Cultural de Pernambuco. Se quem contratasse o espetáculo tivesse sido o município de Custódia por exemplo, lá eles teriam se apresentado e tido contribuição de algum artista local. Foi Triunfo, como poderia ter sido qualquer outra cidade. Em algo concordou comigo quando em outra postagem destaquei que deveria vir a cidade sendo mais um espetáculo a fazer parte do evento Semana Santa em Triunfo. Como disse em outra postagem o espetáculo foi belo e um sucesso. Equivocada foi a maneira como tudo foi conduzido. Porém, estamos atravessando um momento positivo em que a sociedade cultural triunfense e estadual está ativa, caminhando, levando nossas riquezas através do nosso Pernambuco, na estrada. Muitas vezes de maneira filantrópica.
Apesar das discordâncias, o blog de maneira alguma deixou de divulgar o evento e postar os e-mails enviados pelos gestores municipais e de qualquer outra pessoa. Reconheço porém, que já passou da hora de encerrar o assunto. Termina virando uma lavagem de roupa suja em público e esse não é o intuito do blog. Sendo eu apenas um colaborador convidado pelo amigo Lucivaldo Ferreira, creio e acho que assim também ele pensa, o blog veio para somar, contribuir. A discussão respeitosa faz parte. Por isso, faço publicamente o apelo que fiz pessoalmente ao Secretário Evanildo Fonseca e sua equipe: abram um canal de diálogo com toda a classe que milita na cultura triunfense. Todos com quem conversei querem ajudar, contribuir. Está faltando espaço. O poder público trabalha em prol das demandas do povo, não o contrário. Como sugeri anteriormente, que tal fazer uma avaliação aberta da Semana Santa a exemplo do que o Sesc faz com o Natal Triunfo? Com relação a alguma mágoa que tenha ficado deixemos de olhar todo o tempo pelo retrovisor. Caravana da Saudade, Emancipação Política, Festas Juninas estão chegando. Continuo acreditando nas boas intenções e planos da equipe que está gerindo a secretaria municipal responsável pelo fomento a cultura em nosso município. O bom senso irá prevalecer. Somos todos triunfenses que com toda certeza amam essa cidade. A partir do momento em que houver o diálogo e gestão participativa, as medidas tomadas serão de iniciativa popular; então estaremos todos juntos, inclusive nos erros, pois com eles também aprendemos.

DEU NO JORNAL

Leia o texto onde o jornalista pernambucano José Teles comenta a feliz decisão da Prefeitura de Caruaru de afastar do São João oficial da cidade a maioria das bandas apelativas.
Com enorme prazer transcrevemos o texto e desde já sugerimos a Prefeitura de Triunfo a tomar como exemplo a coragem da administração Caruaruense que resolveu
resgatar as tradições e dizer não às bandas de fuleiragem music.
ESCALADA PORNÔ CONTAMINA LETRAS
O texto é de José Teles:
teles@jc.com.br

A única surpresa nesta decisão da Prefeitura de Caruaru de afastar do São João oficial da cidade a maioria das bandas de fuleiragem music (que muitos teimam em chamar de forró estilizado) foi a demora em isto acontecer. Surgidas em 1990, no Ceará, produzidas pelo empresário Manoel Gurgel, que copiou o formato da Kaoma, banda criada em Paris, em 1989. No início, Mastruz com Leite, Mel com Terra, Feijão com Arroz, cantavam uma música pouco elaborada, calcada na lambada, com letras “românticas”.
À medida que o gênero foi sendo disseminado pelo Nordeste, conquistou as emissoras de rádio e caiu no gosto dos jovens. Começaram as apelações no palco, e nas canções para disputar público. Feito menino que diz palavrão, os pais acham engraçado – e ele passa a dizer mais palavrões – as bandas passaram a cantar letras de duplo sentido e a encená-las nos shows. Uma das que mais fizeram sucesso neste estilo foi a Saia Rodada com Coelhinho, inspirada na pueril “Coelhinho, seu fosse como tu…”. Com a Saia Rodada o coelhinho adquiria outras conotações, com a coreografia explícita no palco.
As bandas, a partir daí, não tiveram mais critério, nem medidas, saíram atropelando estética, moral, bons costumes, civilidade. Viraram punks. Só que os punk rock era feito por iconoclastas que sabiam construir estátuas (vide o The Clash), enquanto os punks da fuleiragem derrubaram tudo que viram pela frente, e não ergueram nada em seu lugar.
Os que são a favor da fuleiragem music provavelmente nunca assistiram a uma apresentação de grupos como Cavaleiros do Forró, a citada Saia Rodada, Aviões do Forró, Felipão Forró Moral, Solteirões do Forró, Garota Safada. Precisam. O que cantam e mostram em palco, as emulações de atos sexuais, strip tease, os trajes sumários das dançarinas, podem e devem ser mostrados em palco, porém em ambientes fechados, para uma platéia maior de idade. Para se ter uma idéia do que cantam estas bandas, mesmo sem vê-las ao vivo, as letras são mais do que suficientes (naturalmente, as letra publicáveis).
Cada banda tem o seu grito de guerra antes de iniciar um show, o de Felipão Forró Moral é assim:
“Vaga, vaga, vagabundo, bota pra descer, bota pra descer ladrão!”.
Um dos maiores sucessos da Felipão Forró Moral chama-se Fiel à putaria, dos versos:
“Eu te falei que quem gosta de homem é gay/mulher gosta de dinheiro/ isso é padrão pro mundo, no mundo inteiro/você não é o primeiro nem vai ser o derradeiro/Por isso seja fiel à putaria”.
A mulher é um tema recorrente para as bandas de fuleiragem music. Normalmente elas estão em cabaré, ou em casa esperando o maridão chegar da farra. Uma das mais representativas nesta temática é Tapa na cara, da Saia Rodada:
“Ela é safada, mas gosta de apanhar/e diz que é gostoso na hora de amar/apanha pra dormir, apanha pra acordar/apanha todo dia, toda hora sem parar/eu sei o que fazer pra ela não brigar/é tudo diferente, seu remédio é apanhar”.
O carrão como todo agroboy que se preze tem que ser grande, com som para derrubar o muro de Jericó, como canta o citado Felipão Forró Moral, em Vagabundo:
“E ligue o som do carro/prepare o paredão/ e chame a galera pra curtir o swingão/whisky e red bull e cerveja gelada/chega vagabundo pra curtir a mulherada/agora eu quero ver a galera beber/ o grave começou o chão estremecer”.
Com títulos feito Dinheiro na mão, calcinha no chão, Lapada na rachada, A periquita, Abra a mala e solta o som, Hoje eu quero ver corno chorar, Paula dentro, Trenzinho da sacanagem, torna-se até redundante transcrever mais versos do repertório da fuleiragem music. Mas estes de Cachaça, mulher e gaia, de Aviões do Forró, merecem ser conhecidos:
“Mande esse corno passear/mande ele se divertir/bote o tira gosto na mesa/traga mais uma cerveja/hoje eu vou dormir aí/Já que ele não dá conta/hoje vai levar é ponta/porque eu vou dormir aí.
O repórter procurou conversar com a produção de algumas das bandas alijadas do São João de Caruaru, mas somente no fechamento desta edição foi que se conseguiu conversar com Raphael Acioli, assessor de comunicação da Luan Produções, responsável pelas bandas Saia Rodada, Arreio de Ouro e Garota Safada (além das banda Calypso e Magníficos, que entrou na programação de Caruaru).
Para ele, foi uma grande surpresa para a produtora quando o comercial não conseguiu fechar contrato com as três bandas para o São João de Caruaru: “Externamos uma tristeza muito grande em não participar de uma das maiores festas juninas do país. A gente queria continuar fazendo, como vem acontecendo há alguns anos. Quanto ao motivo, as letras de duplo sentido, o que temos a dizer é que não há maldade alguma nelas”.

Fonte: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/04/19/not_327166.php