sábado, 11 de abril de 2009

Virgulino Lampião, Deputado Federá

Neste Sábado de Aleluia o BTB traz para o amigo leitor mais um causo do Mestre Jessier Quirino.
O vídeo traz o discurso inflamado de Lampião no Congresso Nacional.


Viva o Nordeste!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

GOVERNO QUER A APROVAÇÃO DA PEC 150/03

Se aprovada, a PEC 150/03 obrigará os municípios a destinarem 1% do dinheiro arrecadado com impostos para a área da Cultura.

Foi instalada nesta quarta-feira a comissão especial que vai analisar três propostas de emenda à Constituição (PECs) que vinculam recursos para a área da cultura - 324/01, 427/01 e 150/03. O presidente da comissão é o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR).
O próximo encontro da comissão está previsto para quarta-feira (15), às 14h30, em plenário a definir. Na ocasião serão eleitos os vice-presidentes.
O governo quer a aprovação da PEC 150/03, que obriga a União a destinar 2% do dinheiro arrecadado com impostos para a preservação do patrimônio cultural brasileiro; os estados e o Distrito Federal, 1,5%; e os municípios, 1%. No ano passado, o ministro pediu prioridade para a votação dessa PEC e de duas outras propostas:

- o Projeto de Lei 3951/08, do Executivo, que cria o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e reorganiza o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); e
- o Projeto de Lei 6835/06; que institui o Plano Nacional de Cultura.
Está circulando um abaixo assinado pela aprovação da PEC-150/03.
O BTB conclama as categorias artísticas a unirem seus esforços pela sensibilização dos nossos representantes em Brasília para a aprovação da PEC 150/03.
Para participar do abaixo assinado acesse:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3958

Fonte: Ministério da Cultura - MinC

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SAUDADE DA TERRA


É duro ter que deixar sua terra em busca de oportunidades.
Como muitos, já passei pela experiência e posso afirmar que não é coisa boa, não.
Muitos de nossos artistas tiveram e têm que amargar esta realidade. É o caso do músico Sidney Pereira que teve que ganhar o mundo para ver seu talento ser valorizado.
Acompanhei a trajetória de Sidney desde que ele subiu a serra vindo do distrito de Jericó para estudar na Escola Monsenhor Luiz Sampaio.
O rapaz batalhou muito tentando mostrar seu trabalho, inclusive chegou a ganhar um concurso de música em uma das edições da Festa dos Estudantes.
Lembro-me que pouca gente dava importância as canções do Sidney, que na época trabalhava como roadie na banda NGM (Nova Geração Musical), e foi lá que o nosso artista deu seu primeiro passo na realização de seu sonho: teve uma música sua gravada no primeiro CD da banda que passava a chamar-se Banda Forró Picante.
Mesmo assim Sidney continuava sem receber o devido valor. Daí, por influência do tecladista Luciano Campos o nosso amigo foi-se embora para a Bahia, onde lançou um livro em 2003, trabalhou em várias bandas, uma delas a Estakazero, onde era músico e compositor.
Depois disto o Sidney montou junto com o sanfoneiro triunfense Jean Ferreira, a banda Forró Sobepoeira, que toca com freqüência na capital baiana e já se apresentou até no Rock in Rio, no ano de 1996.
Mas Sidney não esqueceu da sua terra. Em seu CD intitulado “Botando o pé na estrada” ele gravou algumas músicas falando da saudade que sente do seu povo.
Compartilho com os amigos leitores a bela canção de autoria de Sidney Pereira, e que traz Adriano Campos no baixo e Luciano Campos na sanfona. Ambos músicos triunfenses.
Espero algum dia ver o Sidney e sua banda tocando em Triunfo (quem sabe, na Festa dos Estudantes?), mas enquanto isto não acontece é só clicar no play e viajar na bela canção.


Serviço:
Forró Sobepoeira
Contatos para show: (71) 3247-2898 / 9928-5678
Salvador-BA
E-MAIL: forrosobepoeira@gmail.com

TRIUNFO RECEBE A PAIXÃO DE CRISTO SERTANEJA

Estréia hoje a Paixão de Cristo Sertaneja

O musical patrocinado pela FUNDARPE entra em cena hoje a partir das 19h, em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores.
Sob a direção de Josi Caxiado, o espetáculo promete contar a história da Paixão, morte e ressurreição de Cristo utilizando elementos da cultura pernambucana.
A Paixão de Cristo Sertaneja será reapresentada amanhã (10/04).

Serviço:
PAIXÃO DE CRISTO SERTANEJA
Data: dias 09 e 10 de abril de 2009
Horário: 19h
Local: em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores

Maciel Melo, Antônio Marinho e o Sertão do Pajeú hoje na TV

Hoje, dia 09, às 20h, vai ao ar para todo o país pela TVE Brasil/TV Cultura e para Região Metropolitana do Recife pela TVU (TV Universitária), o programa Som na Rural. Na TVU, o Programa ainda será reprisado sábado (11/04), às 12h.
Som na Rural é um programa apresentado pelo articulador cultural Roger de Renor, que entrevista seus convidados em uma Rural Willys, um estúdio móvel ambientado. O trajeto termina num set montado em algum espaço público, depois de muita conversa e paisagens locais. O programa é gravado no Recife e em outros lugares do Nordeste.
No cenário, aberto ao público, o grupo convidado do Som na Rural tocará seis músicas de seu repertório. No programa, cada uma destas atrações ainda indica outra banda e/ou artista para aparecer no Som na Rural, geralmente, artista/bandas que ainda estão despontando na cena local. Uma matéria, relacionada à banda e/ou artista convidado, também será feita, além de vinhetas poéticas e sonoras.
Uma viagem musical por Pernambuco
O Som na Rural cai na estrada e mostra o cenário musical do nordeste brasileiro. No programa desta quinta, 09/04, o apresentador Roger de Renor visita a cidade natal do forrozeiro Maciel Melo, a pequena Iguaraci, cidade do Sertão do Pajéu, a 363 Km de Recife.
O músico herdou a paixão de seu pai, Heleno Louro, ou Mestre Louro, tocador e consertador de foles de sanfona de 120 baixos. O melodista e letrista busca suas raízes no genuíno forró pé-de-serra de Luiz Gonzaga e acrescenta outros instrumentos ao ritmo, além dos tradicionais sanfona, zabumba e triângulo, como violão com baixaria, sopros, cavaquinho, banjo e até guitarra elétrica. O repertório da apresentação, gravada em Afogados da Ingazeira,conta com as músicas Pelos cantos da casa; Até naqueles dias; Tampa de Pedra; O Velho Arvoredo; Que nem vem-vem; A dama de Ouro e Caboclo Sonhador.
O programa também viaja até a cidade de Carnaíba, terra do compositor Zé Dantas, autor de Xote das Meninas, Sabiá, Riacho do Navio, Vem Morena, Abc do Sertão, para conhecer a Escola de Música Maestro Israel Gomes. Instalada em um velho armazém de trem, a instituição reúne cerca de 400 alunos que aprendem a tocar instrumentos de sopro, sanfona, violão, pífano e percussão.
Som na Rural ainda exibe uma matéria gravada com o poeta Antônio Marinho, em São José do Egito. O poeta, bisneto de Antônio Marinho do Nascimento - o mais respeitado violeiro-repentista nordestino, fala sobre o sertão do Pajeú enquanto berço da poesia popular, cantadores de viola e repentistas. A matéria traz imagens do arquivo da TV Viva com personalidades que fizeram a fama da região.


Fonte: http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/release_245.asp

Secretaria de Turismo lança edição 2009 do Pernambuco conhece Pernambuco

Rota do Cangaço e Lampião - de 10 a 15 de agosto.

A Secretaria de Turismo de Pernambuco/Empetur lançou nesta quarta-feira (8) a edição 2009 do programa Pernambuco conhece Pernambuco. O programa está orçado em R$ 4,5 milhões para ações de promoção e operacionalização.
O Pernambuco Conhece Pernambuco conta com o apoio da Fundarpe e a expectativa é de que gere uma movimentação financeira no Estado de R$ 10 milhões, com o estímulo do turismo dentro do Estado. Participaram da solenidade o governador Eduardo Campos, o secretário de Turismo, Sílvio Costa Filho, representantes do trade turístico, prefeitos e secretários de Turismo dos municípios.
As novidades desta edição ficam por conta da ampliação dos eventos – shows, cursos, exposições, oficinas e palestras em quatro rotas: História e do Mar; Águas da Mata Sul; Moda e Confecção e na Rota Náutica da Coroa do Avião (veja lista completa abaixo). Um curso de capacitação para os gestores municipais também será oferecido. Cerca de dois mil profissionais da área serão qualificados, dobrando o número do ano anterior, quando mil pessoas passaram peles cursos. Este ano, a Rota do Vinho - Vale do São Francisco - será a primeira ser oferecida, e vai do próximo dia 13 até o 19/04.
Na segunda edição do programa a temática cultural ganha mais destaque.
Segundo o secretário de Turismo de Pernambuco, Sílvio Costa Filho, cada rota terá um representante da cultura local como uma espécie de embaixador do Pernambuco conhece Pernambuco. “Os secretários de Turismo de cada município também terão a oportunidade de participar do curso de Gestão Pública para o Turismo”, informou, destacando que a qualificação profissional é uma das metas do programa. A meta é capacitar 2 mil pessoas, nos cursos que contam com a parceria do Sebrae, Fundarpe e Senac.
O programa inicia sua versão 2009 na Rota do Vinho – Vale do São Francisco, entre os próximos dias 13 e 19. De acordo com o presidente da Empetur, José Ricardo Diniz, a primeira rota será cenário para o 1º Encontro Enogastronômico do Vale do São Francisco, em parceria com a Bahiatursa. “O objetivo do encontro é fortalecer o segmento do enoturismo levando informações e motivando os profissionais e empresários da região a consumir e promover o consumo dos vinhos produzidos no vale”. O evento acontece nos próximos dias 16 e 17, nas cidades de Juazeiro e Petrolina. Além do evento enogastronômico, o Pernambuco Conhece Pernambuco leva, para os municípios da rota, as oficinas de qualificação profissional, posto de informação turística e atrações culturais. Na orla do Rio São Francisco, em Petrolina, vão acontecer shows de artistas da região como Camila Yasmine e Targino Gondim, além do intercâmbio com artistas de outras regiões do Estado como Maciel Melo, Banda Território, Maestro Spok e com Leci Brandão, cantora conhecida nacionalmente. Ainda dentro da programação, vão ocorrer atividades esportivas no rio com um passeio ecológico realizado por meio de uma apresentação de canoagem, partindo da Ilha da Amélia em direção a orla do São Francisco, e a travessia natatória do rio, saindo de Juazeiro em direção a Petrolina.
Confira o calendário completo, após a Rota do Vinho:

- Rota da História e do Mar (27 de abril a 2 de maio) - Recife, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e o arquipélago de Fernando de Noronha;

- Rota Águas da Mata Sul (18 a 23 de maio) - Quipapá, São Benedito do Sul e Palmares;

- Rota do Cangaço e Lampião (10 a 15 de agosto) – Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Belmonte e São José do Egito;

- Rota da Moda e da Confecção (31 de agosto a 5 de setembro) - Toritama, Taquaritinga do Norte e Santa Cruz do Capibaribe;

- Rota da Crença e da Arte (21 a 26 de setembro) - Belo Jardim, Pesqueira, Poção, Arcoverde, Buíque, Garanhuns, Bom Conselho e Saloá;

- Rota Luiz Gonzaga (5 a 10 de outubro) – Recife, Moreno, Gravatá, Bezerros, Bonito, Caruaru, Brejo da Madre de Deus;

- Rota Costa dos Arrecifes (26 a 31 de outubro) - Sirinhaém, Rio Formoso, Barreiros,Tamandaré e São José da Coroa Grande;

- Rota Engenhos e Maracatus (16 a 21 de novembro) – Paudalho, Carpina, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Vicência, Lagoa do Carro, Itambé;

- Rota Náutica da Coroa do Avião (31 de novembro a 5 de dezembro) - Olinda, Paulista, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá e Goiana.

Gaita de Tavares cala e se eterniza na memória

Luto // Músico e luthier de 84 anos morreu ontem em Caruaru, de falência múltipla dos órgãos
Uma casinha de porta e janela na periferia de Caruaru era o lugar certo para encontrar o músico, percussionista e luthier Tavares da Gaita, que morreu ontem aos 84 anos, de falência múltipla dos órgãos no Hospital Municipal de Caruaru.
A insatisfação com o destino de sua carreira vinha de longa data e ficava evidente para qualquer um que conversasse alguns minutos com Tavares. Nos seus últimos dias de vida, segundo as filhas, ele estava tranquilo. Chegou a dizer, em entrevista recente, que vontade de tocar não lhe faltava, mas reconhecia que a idade avançada não o fazia mais um músico como no auge de sua carreira. Tavares reproduzia, com seu realejo, o som de um bocado de pássaros: sabiá, galo de campina, entre outros. Também tinha uma variedade incrível de composições próprias, pasmem, em variados gêneros musicais. Tocava blues, frevo, baião, jazz, chorinho, frevo, tudo no andamento correto, mas com muito virtuosismo e criatividade.Com sua morte, fica imediatamente evidente um dos motivos da sua preocupação: ninguém, pelo menos ali na região onde viveu e esteve ao alcance de centenas de músicos jovens, vai continuar o trabalho de criação iniciado por Tavares. Para onde irão as centenas de instrumentos que ele construiu ao longos dos anos em que ficou em casa, à espera de um projeto maior que o tirasse dali? O canto de Tavares, dentro de casa, na época em que ainda era ágil para trabalhar, era o quintal. Lá, em cima de uma pia de lavador velho, ela aprumava um pedaço de madeira e fazia sua bancada. Com objetos de corte e peças recicláveis construía os mais variados instrumentos de sopro e percussão: reco-reco, acoquê, maraca apito, entre outros. Depois de prontos, eram guardados em caixas de papelão no quarto dos fundos. Ficavam à disposição dos pesquisadores e músicos que por acaso passassem na casa de Tavares à caça de novidades.Em 2007, foi candidato a patrimônio vivo do Estado, mas não obteve o título. Entre 2003 e 2004 Tavares gravou o que seria seu último registro fonográfico, Sanfona de boca. Foi produzido pelo músico caruaruense Herbert Lucena e hoje pode ser encontrado em alguns sites para ser baixado. O disco abrange toda diversidade rítmica do músico, que nunca havia gravado um disco solo, apenas com os seus registros. Aliás, sem seu consentimento, soube anos depois de um disco seu que havia sido lançado nos Estados Unidos. Em entrevista ao Diario, certa ocasião, Tavares contou que a gravação foi feita por um pesquisador norte-americano, mas ele nunca assinou nem recebeu nada pela produção. Até então, Tavares era músico requisitado nas gravações de artistas regionais como Elba Ramalho, Dominguinhos e Naná Vasconcelos, que chegou a usar vários instrumentos percussivos feitos por Tavares.A relevância de Tavares para a música nordestina está expressa num livro, à esta altura, com quase duas mil assinaturas e declarações de visitantes que passaram por sua casa/ateliê. É uma prova da importância de sua obra, começada lá nosanos 70, quando achou, por acaso, uma gaita e começou a tocar. Tavares também trabalhou como sonoplasta em uma companhia de teatro mambembe e, mesmo tendo se transformado num virtuose no seu instrumento, foi alfaiate, sapateiro e marceneiro. Quando veio a depressão, nos anos 90, quis acabar com tudo. O apoio da família ajudou, mas Tavares não escondia que guardava um rancor. "Queria acabar com tudo, não valia de nada. Mas isso é da vida de artista mesmo. A gente faz, faz, e não é recompensado, daí vem a depressão. A vida de artista é sempre assim de altos e baixos", disse à época de sua entrevista do Diario. Mas Tavares também acreditava em Deus, e muito. Dizia que Ele é quem tinha lhe dado o dom de tocar. Deve estar sendo recompensado agora.

Texto:
Michelle de Assumpção (extraído do site do Diário de Pernambuco)

michelleassumpcao.pe@diariosassociadospe.com.br
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/04/09/viver1_0.asp

Triunfo // Vida saudável

Segue abaixo, matéria publicada no Diário de Pernambuco de hoje.
Interiorização // Descobertas econômicas de Triunfo, que tem um clima invejável, fortalece a vida e o turismo no interior
No Engenho São Pedro, em Triunfo, o ex-gerente de banco, Pedro Oliveira, descobriu que a vida no interior tinha bem mais qualidade. Oliveira largou a cidade grande, o emprego no Banco do Brasil e decidiu voltar para a sua terra natal e investir no turismo para mudar a sua história de vida. Ele, que começou como dono de uma pousada e de um pequeno parque aquático, adquiriu um engenho, em 2001, e partiu para movimentar ainda mais o turismo na cidade. "Achei mais viável viver em Triunfo, porque, ultimamente, o município mostra uma enorme vocação turística". Pedro conta que a cidade é muito charmosa, tem ladeiras, lagoas e casarões. "Triunfo tem uma melhor qualidade de vida. Trabalho muito, mas me sinto realizado. Faço o que gosto", afirma.
A cidade, localizada a 402 quilômetros do Recife, vive intensamente a sua cultura e história. O município de temperatura noturna, na faixa dos 10 graus, abriga também o cine-teatro Guarany, fundado em 1922, e que está em funcionamento até hoje. Uma das ações do governo, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), é fomentar as atividades culturais no espaço, que há alguns meses está sem programação. Para tal, será reforçada uma parceria entre o Sesc, Fundarpe e Prefeitura Municipal. Além de incentivar para que o cine-teatro tenha uma programação constante, a Fundarpe irá investir na infraestrutura do local. Para começar, irá adquirir cadeiras fixas para o Guarany que, atualmente, tem assentos móveis. Ainda não se sabe qual será o custo na aquisição desse material. Entretanto, essa compra acontecerá até o Festival de Cinema de Triunfo, que será de 9 a 14 de agosto, no Guarany. O evento é responsável por um intenso movimento turístico na cidade. Para esta edição, será feito um investimento de R$ 250 mil. O estado também investe na capacitação profissional de Triunfo. O município é um dos beneficiados do projeto Bem Receber, que faz parte do Programa Pernambuco Qualidade no Turismo (Perquali) e terá um investimento de R$ 170 mil.
A Dica é:
- Ande no teleférico e veja toda a cidade de Triunfo durante o passeio
- Conheça o Museu do Cangaço
- Visite o Engenho São Pedro. Durante a visita, você poderá conhecer o processo de fabricação da cachaça artesanal, do licor de cana-de-açúcar e de rapaduras
- Conheça a Cachoeira do Pingas
- O município faz parte da Rota do Cangaço e Lampião que inclui ainda Santa Cruz da Baixa Verde, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Belmonte e São José do Egito

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O MOK’S BAR PROMOVE MAIS UMA EDIÇÃO DO FESTIVAL DO VINHO E DO PEIXE

Começa hoje o Festival do Vinho e do Peixe, no Mok’s Bar, com o show de MPB da dupla Alan Souza e Frank Trama.
O Festival terá inicio hoje e vai até o sábado de aleluia, sempre a partir das 21h.
Confira a programação:
Quarta-feira Romântica:
Atração: Alan Souza e Frank Trama
Quinta-feira Relembrando os velhos tempos:
Atração: Cidinha Guedes e Zé Marques
Sexta-feira - Encontro da MPB:
Atração: Alan Souza e Frank Trama & Cidinha Guedes e Zé Marques
Sábado do Matuto:
Atração: Antônio Guabiroba e Trio Forró Triunfo.

SÁBADO DE ALELUIA EM TRIUNFO

Confira a agenda musical da cidade para o Sábado de Aleluia:



Forró Pé de Serra e Degustação
Local: Engenho São Pedro
Horário: das 9 às 17 h

César Raseck
Local: Bar Recanto da Serra
Horário: 22h

Banda Vizzú e Q'Swing Massa
Local: Sociedade Triunfense de Cultura
Horário: 00:00

terça-feira, 7 de abril de 2009

A TOQUE DE CAIXA

Tiveram início no dia 31 de março, no Salão Nobre do Colégio Stella Maris, os ensaios da Paixão de Cristo Sertaneja.
O espetáculo trará a cantora triunfense Fátima Barros no papel de Maria e o também triunfense, João Diniz interpretará Jesus.

Serviço:
Paixão de Cristo Sertaneja
Dias 09 e 10/04
A partir das 18h
Em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ERRAMOS!

Publicamos no último sábado (04/04), na postagem PAIXÃO DE CRISTO SERTANEJA que o referido espetáculo seria encenado pela primeira vez em frente à Matriz de Nossa Senhora das Dores, em Triunfo.
Recebemos a informação de que, diferente do que foi divulgado neste blog, a Paixão de Cristo já teria sido encenada uma vez no mesmo local pelo GTAT na década de 80.
A correção da referida matéria foi enviada pelo Produtor Cultural Carlos Diniz, leitor assíduo deste blog e que na ocasião interpretava o João Batista.
A redação do BTB agradece ao amigo Carlos Diniz pelo esclarecimento.

NAÇÃO CULTURAL REFORÇA AÇÃO NO INTERIOR

Festival que vai circular por dez regiões do estado levou a Goiana discussões sobre o fazer cultural e oficinas de bonecos, adereços e cinema de animação
Paulo Rebêlo // Enviado Especial
paulo.rebelo@diariodepernambuco.com.br


Via de regra, shows em praça pública costumam ser o ponto alto das iniciativas de governos no interior do estado, quando não são, de fato, a única atração.
Orientador e cineasta Lula Gonzaga quer ir além do que propôs na oficina de cinema em Goiana; planeja coletar material para montar longa colaborativo. Em Goiana, a 63 km do Recife, a festa também se destacou no encerramento do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte na sexta, sábado e também ontem. Mas é o aprendizado das oficinas, ministradas durante toda a semana passada em Goiana, uma das apostas da Fundarpe para abrir novas perspectivas à população, seja ampliando as fontes de renda ou a bagagem cultural das pessoas.O festival faz parte de uma série de ações prometidas pela Fundarpe e incentivadas pelo Ministério da Cultura para aprimorar a interiorização da cultura, juntando-se à ampliação dos pontos de cultura espalhados em Pernambuco. A próxima etapa será entre os dias 25 e 31 de maio, em São José do Belmonte, no Sertão Central. Outras dez regiões do estado - Sertão do São Francisco, do Araripe, de Itaparica, do Pajeú, do Moxotó, Agreste Meridional, Central e Setentrional e Zona da Mata Sul - também vão receber as atividades, em uma programação prevista até o final deste ano.As oficinas incluem literatura, cineclubismo, folclore etc., além de palestras e reuniões. São de curta duração, em geral uma pequena introdução aos temas. Em termos práticos, o melhor resultado das oficinas só deve vir a médio ou a longo prazo se houver uma continuidade mínima nas ações - exatamente o principal calo das gestões. A carência por informação fora dos centros urbanos é sempre um tema recorrente. Samarone Lima, coordenador de Literatura na Fundarpe, revela que muita gente envolvida com cultura, no interior, não imagina que possa conseguir recursos públicos ao participar de editais, por exemplo. "Mostramos que não é difícil, qualquer um pode fazer e participar, porque o dinheiro sai", revela, em companhia da cineasta Clara Angélica, autora de Livros Andantes, um dos projetos contemplados pela Fundarpe para levar literatura à população rural de Amaraji, a 92 km do Recife. O funcionamento do Livros Andantes foi abordado no Diario na edição do dia 17 de março passado.Lula Gonzaga, responsável pela oficina de cineclubismo, quer ir além do que propõe o Nação Cultural. Há mais de 30 anos trabalhando com cinema de animação, ele planeja coletar os melhores trabalhos no interior para, daqui a dois anos, fazer um longa-metragem de animação genuinamente colaborativo. "Em cada oficina, sempre há dois ou três que se destacam, que correm atrás, mesmo quando a gente vai embora", explicou, enquanto separava os melhores desenhos da semana.A discussão sobre os pontos de cultura - e como eles podem ter melhor acesso aos recursos públicos - é outra aposta para o interior. Francisco Irineu (Zinho), fundador do Grupo Aláfia, atua há cinco anos promovendo a cultura negra e popular em Goiana, mas até hoje admite dificuldades de comunicação com o estado. "Eu entendo o ponto de cultura muito mais como um reconhecimento político do que uma ajuda financeira", explicou Zinho, já organizando a próxima apresentação do Aláfia, que ocorre todo segundo domingo de cada mês.

NELSON BARBALHO E LUIZ GONZAGA

Segue abaixo, texto de autoria de Valéria Barbalho, extraído do site do Diário de Pernambuco.
"A MORTE DO VAQUEIRO" DE NELSON BARBALHO
Desde que se conheceram, em 1957, meu pai, Nelson Barbalho, e Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, tornaram-se amigos. Todas as vezes que Gonzaga ia a Caruaru arranjava um tempinho para nos visitar. Em uma destas visitas, ele disse que estava com uma música nova e pediu para meu pai fazer a letra. Queria homenagear seu primo, o vaqueiro Raimundo Jacó, que tinha sido assassinado. E contou como tudo aconteceu. Ciente da história e como já estava na hora do almoço, meu pai disse: "Vamos logo comer e depois você toca a música para eu ver se encaixo a letra. Se eu conseguir, ótimo! Senão, nem adianta tentar mais tarde. Só sei fazer letra na hora." Depois que almoçaram, o Rei do Baião pegou a sanfona, sentou-se numa cadeira, soltou uns aboios, deu uns acordes e puxou o fole... Meu pai, ouvindo a melodia, foi "encaixando" a letra: "Numa tarde bem tristonha..." e assim continuou até o final. Deu-lhe o título: A Morte do Vaqueiro. Seu Luiz adorou. Foi embora, à tardinha, dizendo que ia mostrá-la ao padre João Câncio e encomendar uma missa para Jacó. Pediu autorização do meu pai para cantá-la durante a cerimônia. Como planejado, a missa aconteceu. O padre realizou um ritual belíssimo. Na igreja lotada, Gonzaga comovido cantou pela primeira vez a canção feita para o primo. Todos os presentes se emocionaram. Nos anos seguintes, eles repetiram o evento que ficou conhecido como A Missa do Vaqueiro. Com o tempo outras pessoas começaram a participar da cerimônia, que foi modificada, e "A Morte do Vaqueiro", substituída. Mas, durante os anos que o Rei do Baião dela participou, ele sempre cantou a canção original. A música já era um sucesso, mas nada de ser gravada. Anos depois, meu pai ao encontrar com seu Luiz lhe perguntou por que não a tinha gravado ele respondeu que tinha tentado várias vezes, mas chorava e não conseguia cantar. Meu pai replicou: "Tu não tem vergonha não? Um babaquara velho desse deixando de gravar uma música só porque chora! Grava logo isso homem!" Finalmente elegravou. Das músicas do meu pai, é a mais famosa. Por conta dela já vivi momentos inesquecíveis. Chorei ouvindo o cantor, Israel Filho, interpretá-la, acompanhado pela multidão que lotava o pátio do forró, durante o São João de Caruaru. Tambem me comovi ao assistir, no hospital onde trabalho, a apresentação do violonista Cláudio Almeida, voluntário do programa Tom Suave (música no hospital). Quando ele tocou a música do meu pai e de Gonzaga, os pacientes logo formaram um grande coral e cantaram a canção inteira. Já sorri, ao gravar para o documentário que estou realizando, o depoimento de Mestre Dila, o Papa da Xilogravura, quando lhe perguntei se ele se lembrava de Nelson Barbalho e ele respondeu: "lembro sim, não foi o autor da morte do vaqueiro?" Logo, corrigindo: "autor da morte não, que ele não era assassino, autor da letra..." Ainda fazendo filmagens, ao encontrar outro mestre, João do Pife, e pedir para filmá-lo tocando "A Morte do Vaqueiro", me frustrei quando ele disse: "Desculpe moça, mas essa eu não conheço não!" Vendo que fiquei triste, ele continuou: "Mas cante um tiquinho pra vê se eu me lembro!" E, cantarolando, fui interrompida por ele exclamando: "Oxente, é a música do lengo-tengo!" E tocou. No final, feliz da vida agradeci e expliquei que o "lengo-tengo", como a música também é conhecida, representava, para o meu pai, o som dos chocalhos dos bois andando, de um lado para o outro, mugindo sem parar, lamentando o seu vaqueiro que não vem mais aboiar. Lengo-tengo-lengo-tengo-lengo.
Valéria Barbalho
Pediátra

TOQUES DO MAESTRO

Comecei a estudar música quando eu fazia 5ª série na Escola Alfredo de Carvalho. Meu professor foi Edmilson, um músico da Banda Isaias Lima.
O meu primeiro instrumento foi a flauta doce, instrumento pelo qual sou apaixonado desde então. Tanto que coleciono flautas de vários tipos.
Em 1999 comprei um pífano para tocar no então Grupo de Danças Ambrozino Martins. Na verdade pedi que o amigo Cristiano Montalvão, o Dj Nanotec, comprasse um para mim em Recife.
Comprar o pífano foi o mais fácil nesta história. O problema foi aprender a escala, mas enfim consegui.
Infelizmente não se encontra métodos de pífano nas bancas de revista, então vasculhando a internet encontrei o mapa da digitação do pífano e resolvi compartilhá-la com aqueles que gostam do instrumento e têm dúvidas quanto a sua escala.
É uma ação pequena da minha parte, mas creio que pode contribuir com a democratização das nossas tradições.
A imagem foi encontrada no site: Overmundo (
http://www.overmundo.com.br) e foi postada pelo luthier e instrumentista Jaime Ollivet Sunnah, de Florianópolis (SC).
O Pífano

Pífano, pife, pífaro... Saiba um pouco mais sobre esse tradicional instrumento do Nordeste brasileiro
* por Zé da Flauta


Pífano, pífaro e pife são a mesma coisa. Um instrumento de influência indígena feito de taboca, uma espécie de bambu, com sete orifícios, um para soprar e seis para dedilhar. Às vezes também são feitos de canos de PVC ou de canos de metal, mas não têm a mesma sonoridade nem a mesma beleza.
Existem duas maneiras tradicionais de tocar esse instrumento: em dueto (dois pífanos), acompanhado do ritmo da zabumba, pratos, caixa e contra-surdo, que são as famosas "Bandas de Pífanos"; e com o pífano solo acompanhado de sanfona, cavaquinho, violão de sete cordas, pandeiro e ganzá. No caso das bandinhas, os dois pífanos tocam em intervalos de terças, às vezes de quartas e em algumas passagens provocam dissonâncias incríveis.
Às vezes é difícil acreditar como um instrumento tão simples é capaz de produzir uma música tão rica e bela, animar festas, procissões e ainda ser o sustento de muitos músicos no nordeste. Geralmente, os tocadores fazem seus próprios instrumentos, e uma quantidade maior para vender em feiras e apresentações.
Gilberto Gil é um fã das bandas de pífanos e uma vez li entrevista sua dizendo que a Tropicália nasceu depois que ele viu a Banda de Pífanos de Caruaru ( a dos irmãos Biano) tocando. Caetano Veloso colocou uma letra em "Pipoca Moderna", de Sebastião Biano. Eu gravei um frevo de rua chamado "Bianos no Frevo" no LP Asas da América vol.3 que termina com "A Briga do Cachorro com a Onça", música tradicional das bandas - que é executada por quase todas elas. Nelson Ferreira, um dos grandes compositores de frevo, tem o seu famoso "Esquenta Muié", um explosivo frevo de rua que começa com uma alusão aos pífanos. Eu fiz muitos duetos de flauta e guitarras com o guitarrista Paulo Rafael imitando os pífanos quando acompanhávamos cantores em shows e gravações.
O som desses instrumentos influenciou muitos compositores e arranjadores brasileiros. Está marcados na música de Lenine, Quinteto Violado, Hermeto Pascoal, Xangai, Egberto Gismonte, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, Cascabulho, Orquestra Armorial, Antúlio Madureira, Carlos Malta (que não é nordestino mas tem um disco belíssimo chamado "Pife Moderno", que é simplesmente demais!) e outros tantos que não me lembro agora.
As bandas também são conhecidas como "Esquenta Muié", "Terno de Pífanos" e "Zabumba", dependendo da região.
As maiores características do tocador de pife é ser humilde e não entender nada de música. Faz por pura intuição e inspiração. Edmílson do Pífano, um dos maiores tocadores que eu conheço, me disse que fazia música no ônibus, quando viajava e via as músicas passando pela janela. Sebastião Biano me disse que sustenido era "meio dedo no buraco". Depois de "são as teclas pretas do piano", definição dada por um antigo professor de música, essa foi a melhor explicação que ouvi sobre sustenido. Agora, diga que não é !
Em julho de 1997, tive o prazer de dar uma canja com a Banda de Pífanos Dois Irmãos de Caruaru, no Central Park, em Nova York. Foi um momento inesquecível, os americanos não deixavam a gente sair do palco. No fim da apresentação, descemos e fomos pra cima do público, que caiu no forró fazendo a poeira subir. Pra encerrar, vai uma frase de João do Pife, de Caruaru: "Eu faço pife, toco pife, vendo pife, por isso estou assim pifado!"

· Zé da Flauta é músico, produtor e coordenador musical da Fundação de Cultura Cidade do Recife