sábado, 27 de junho de 2009

POR E-MAIL - UMA PRECIOSA COLABORAÇÃO DO MÚSICO ALIOMAR FERRAZ

Recebemos do músico e leitor do BTB, Aliomar Ferraz *, a reprodução de uma entrevista com o Sr. Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com pós-graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Confira:

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS
A “Revista ISTOÉ” publicou esta entrevista

Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ -- O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki --
Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ -- Qual o resultado disso?
Shinyashiki --
Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.

ISTOÉ - Por quê?
Shinyashiki -
O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a Competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ -- Há um script estabelecido?
Shinyashiki --
Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: " Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar".
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: " Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir".Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ -- Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki --
Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki --
Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki --
Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: " Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham". Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki --
Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki --
Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: " Quem decidiu publicar esse livro?" Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki --
O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki --
A sociedade quer definir o que é certo. São TRES loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

O BTB agradece ao amigo Aliomar Ferraz pela colaboração!

* Aliomar Ferraz é músico , vocalista da Orquestra Edição Extra.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

VEM AÍ A 10ª EDIÇÃO DA FENEARTE

Este ano o evento espera movimentar negócios na ordem de R$ 22 milhões e atrair um público de 250 mil pessoas.

Pernambuco recebe de 3 a 12 de julho, no Centro de Convenções a 10ª edição da Fenearte - Feira Nacional de Negócios do Artesanato. O grande homenageado do evento neste ano será Mestre Vitalino.
O anexo externo do Centro de convenções deverá abrigar o Museu Mestre Vitalino, onde poderão ser apreciadas 20 réplicas de peças do artesão produzidas por seus familiares. O espaço contará também com recursos multimídia, para contar aos visitantes a biografia do homenageado.
Serão também homenageados outros nomes da cultura pernambucana como: Janete Costa, Ana das Carrancas e o Mestre Salustiano, ambos falecidos ano passado.O tributo ao Mestre Salú acontecerá no palco, por onde passarão 46 atrações musicais que deverão dar ênfase aos ritmos regionais como forró, maracatu, coco, frevo e ciranda.Este ano a Fenearte recebe 26 países participantes. Entre os estreantes estão: a Argentina, Venezuela, Vietnã, República Tcheca, Palestina, México, Japão, Bangladesh e Guatemala.
A 10ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato contará também com a participação do setor da moda que dará seu recado através de 18 desfiles de coleções elaboradas por 13 criadores pernambucanos.
São esperados cerca de 4 mil expositores, sendo 70% deles pernambucanos.
Os ingressos serão vendidos a R$ 4 e R$ 2 nos dias de semana; nos sábados e domingos o preço sobe para R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada).

FALTAM 4 DIAS PARA VOTAR EM NOSSA ENQUETE!

No intuito de organizar os nossos trabalhos para melhor satisfazer nossos leitores elaboramos uma enquete com o objetivo de identificar qual o horário de maior acesso ao nosso blog.Você pode participar da enquete que figura na parte superior da barra lateral do “BOOM, TRIUNFO, BOOM!” e responder a seguinte pergunta: EM QUAL HORÁRIO VOCÊ COSTUMA ACESSAR O “BOOM, TRIUNFO, BOOM!” ?

A) ENTRE 8h e 10h ?
B) ENTRE 10h e 13h ?
C) ENTRE 13h e 18h ?
D) ENTRE 18h e 22h ?
E) Após as 22h?
Sua resposta é importante para o crescimento do nosso Blog, então participe!O BTB agradece.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Viva São João (*)

Conta a tradição que quando São João Batista nasceu, sua mãe, Isabel teria acendido uma grande fogueira para anunciar o nascimento do bebê. Assim, sua prima Maria poderia saber do acontecido mesmo de longe, ao ver o sinal de fumaça no céu.
No entanto, historicamente, relata-se que no século 6, a Igreja Católica teria passado a homenagear São João no dia 24 de junho, próximo à época em que eram realizadas comemorações pelas colheitas na Europa. Só no século 13, outros santos completaram o ciclo de festas juninas. Dia 13 para Santo Antônio, dia 24 para São João Batista e dia 29 para São Pedro e São Paulo.
A partir dessa união entre a festa por boas colheitas e a festa em louvor aos santos católicos, a fogueira - principal elemento nos festejos agrícolas - passou a ser também uma homenagem ao nascimento de São João. De uma forma ou de outra, sinais no céu são o que não faltam no dia desse santo. Fogos de artifício e os temidos balões são marcas da festa que é tradição em todo o Brasil. Enquanto isso, na terra, bandeiras, muita comida, bebidas e danças típicas são feitas em homenagem ao santo.
Existem várias lendas sobre este santo e a tradição de sua festa. Uma delas é a de que São João adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo, não resistiria: desceria à Terra e esta correria o risco de incendiar-se.
Segundo os devotos, os balões levam os pedidos para São João. Assim, acredita-se que se o balão queimar, o desejo não será realizado. Portanto, talvez o melhor seja não se arriscar. É preparado também um mastro para receber a bandeira do santo homenageado. Enquanto ela é levantada são feitas preces, pedidos e simpatias.
São João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu a 24 de junho e morreu a 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Heródes, a pedido da sua enteada Salomé, que queria a cabeça dele numa bandeja. São João pregava publicamente às margens do rio Jordão, onde batizava homens e mulheres, preparando, segundo a crença, o caminho do messias. "Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo", pregava. João também batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?".
O evangelista São Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino João. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”.
Desse episódio bíblico nasce também a tradição de estourar bombinhas. Antes de São João nascer, seu pai São Zacarias andava muito triste por não ter filhos. Certa vez apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias seria pai. A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz e ficou mudo até o nascimento do seu filho.
No esperado dia do nascimento, mostraram-lhe a criança e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esforço e por fim conseguiu dizer: - "João". Desse instante em diante Zacarias voltou a falar. Todos ficaram tão felizes que o barulho foi enorme. Daí vem a tradição das bombinhas nas festas juninas, tão apreciadas por crianças e adultos.
Simpatias

- Na noite de São João, escreva o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dê um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome da pessoa com quem você irá se casar.
- Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o nome do(a) seu(sua) futuro(a) namorado(a).
- Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que você vai se casar em breve.
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".
São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós.
São João, alegria do povo, rogai por nós.
* Infelizmente não encontrei o autor desse texto que chegou a mim via e-mail de uma amiga, que por sua vez já o recebeu sem os créditos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PORTO MUSICAL - Nelson Motta diz que 90% da música brasileira 'é porcaria'

De O Globo

Para Nelson Motta, 90% do que se produz na música brasileira atualmente é "porcaria" e um artista que, a essa altura do campeonato, afirma fazer MPB é, no mínimo, "corajoso". O produtor musical, jornalista, escritor e compositor carioca deu essas declarações durante o evento Porto Musical, convenção internacional que reúne nomes dos mercados de música e tecnologia na capital pernambucana pelo quarto ano.
Em sua palestra, intitulada "Música brasileira na atualidade: o futuro da indústria fonográfica com o advento das novas tecnologias e meios de comunicação", em recife, Nelson Motta se colocou no papel de consumidor de música para questionar o volume de informações que chegam aos ouvidos das pessoas hoje, com a democratização digital em pleno curso. "Hoje os músicos estão concorrendo com outros músicos, do mundo inteiro. O músico, quando diz pra mim que faz MPB, eu digo que ele é corajoso, pois fazer MPB depois de tudo que foi feito? Se não for para fazer melhor, é melhor não fazer", disse Motta, segundo o jornal "
Diário de Pernambuco ".
"Quanto mais tecnologia eu vejo mais eu acredito no talento", disse Motta, antes de provocar a plateia: "Para ser generoso, eu acho que a música popular, 90% dela, é uma porcaria feita para jogar no lixo. Mas é preciso o lixo para termos as flores, os 10% que se integram à trilha sonora da cultura do país", afirmou Motta, para quem a eletrônica e o hip hop são as grandes modelos musicais do século XXI, a exemplo do que a canção representou para o século XX. "A tarja eletrônica se misturou como vodka a tudo quanto foi gênero: bossa, samba, funk", disse.

Gentilmente copiado de: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/21/nelson-motta-diz-que-90-da-musica-brasileira-porcaria-756439265.asp
Imagem copiada de: dialogospoliticos.wordpress.com/.../

E você, leitor? Concorda ou discorda das declarações do Nelson Motta?
Comente esta postagem. Sua opinião é importante para nós.

COISAS DA INTERNET - NOTA DO JBF

Caros e Caras:

O endereço do Jornal da Besta Fubana,
www.luizberto.com, foi invadido por um tal de "Go Daddy" ontem, domingo, e eu não tenho a menor idéia do que está acontecendo.
Sou proprietário do domínio luizberto.com, está tudo em ordem e em dias, não há inadimplência e, mesmmo assim, aconteceu esta tragédia.
Hoje, segunda-feira, espero que a Plano 4 resolva o problema e eu possa continuar editando normalmente a nossa gazeta.
Peço a gentileza de que vocês repassem esta mensagem para os seus amigos que também sejam leitores do JBF.

Grato.

Uma boa semana para todos.

Luiz Berto

TALENTOS QUE DEIXAMOS ESCAPAR

Este é Jean Ferreira, sanfoneiro Triunfense que saiu do Sítio Laje para ser reconhecido em Salvador (BA).
O rapaz dá um show com sua amiga, a sanfona.
Compartilhamos com nossos amigos leitores uma das composições deste jovem talento.
O nome da música é Forró na Laje, uma homenagem ao Sítio Laje, local onde Jean morava antes de se mudar para a capital da Bahia.
Jean Ferreira e parceiro do também triunfense, Sidney Pereira na Banda SobePoeira.
Clique para ouvir:

Jean Ferreira - Forró Sobepoeira - FORRÓ NA LAJE