sábado, 20 de junho de 2009

ENQUETE DO BTB

No intuito de organizar os nossos trabalhos para melhor satisfazer nossos leitores elaboramos uma enquete com o objetivo de identificar qual o horário de maior acesso ao nosso blog.
Você pode participar da enquete que figura na parte superior da barra lateral do “BOOM, TRIUNFO, BOOM!” e responder a seguinte pergunta: EM QUAL HORÁRIO VOCÊ COSTUMA ACESSAR O “BOOM, TRIUNFO, BOOM!” ?

A) ENTRE 8h e 10h ?
B) ENTRE 10h e 13h ?
C) ENTRE 13h e 18h ?
D) ENTRE 18h e 22h ?
E) Após as 22h?

Sua resposta é importante para o crescimento do nosso Blog, então participe!
O BTB agradece.

A TRISTE REALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Desde 1995 tenho o prazer de exercer o sacerdócio do magistério. Tornei-me professor por achar que assim poderia dar uma grande contribuição para o meu país. Pena que este meu país é também o país onde os professores são marginalizados, é o país onde a grande referência da maioria dos nossos jovens é o seriado Malhação, exibido diariamente na tela da globo ditando normas duvidosas de convivência numa comunidade escolar, pregando a permissividade desenfreada, e a desvalorização de muitos valores indispensáveis, tais como o respeito mútuo, a disciplina e a ética.
Recebi ontem de uma colega, irmã de quadro e giz, um texto que foi publicado em 2006 na revista “CONSTRUIR NOTÍCIAS”. O texto escrito pelo Prof. Edson Marques, de Paulista/PE, é profundo, verdadeiro e corajoso.
Confira:

PARA QUE ENSINAR SE PROFESSOR NÃO VALE NADA?

Por Edson Marques

Professor de História da Rede Particular de Ensino - Paulista /PE, edsonmarques@oi.com.br

“A função de um educador é essencial para tirar o nosso país da pobreza e construir cidadãos plenos”, dizem alguns. São palavras muito românticas e belas. Mas como sonhar não é crime neste país, então, vamos sonhar.
Ser professor hoje, seja na escola pública ou privada, é um ato de heroísmo. Somos mal remunerados, os salários comumente atrasam e não temos mais um reconhecimento social. E não é à toa que digo isso, pois, no dia 05 de maio de 2006, o Diario de Pernambuco publicou matéria de capa, na qual informava: “Professor leva surra de alunos”. Que sociedade é esta, em que alunos agridem fisicamente seu professor? Regredimos à barbárie? Tanto os pais como os alunos vêem o professor como uma babá, um empregado ao qual se deve dar ordens.
Na escola pública, a ordem é aprovar o maior número possível de alunos, porque senão a verba da escola é cortada ou diminuída. O governo precisa de números de aprovação para mostrar ao FMI, ao Bird e à Unesco. Na escola particular, os pais não aceitam que os filhos sejam reprovados, pois eles fizeram um alto investimento, que varia de R$ 2 a 5 mil ao ano, dependendo da escola. Os pais pressionam a direção: “Se meu filho não passar, eu tiro ele desta escola, pois eu pago em dia a mensalidade”. Ora, a educação virou um negócio. Então, resta aos professores ouvir calados os desmandos de crianças marginalizadas pela estrutura familiar e social em que vivem.
Um aluno pode dizer qualquer tipo de palavrão, ameaça e xingamento ao professor, pois o Estatuto da Criança protege o aluno. Afinal, “a criança é um ser em formação”, argumentam os pedagogos. Muitos não têm a menor idéia de como está uma sala de aula nas escolas privadas. Professores são humilhados por alunos que fazem uso de palavras de baixo calão e outros desmandos. O que acontece? Nada. Dizem os donos de escola: “Calar é mais prudente, pois os alunos estão pagando o seu salário”. Isso é dito sem a menor cerimônia. E, caso o professor reclame ou tire o aluno de sala, o errado será o professor, pois ele constrangeu o aluno. Aqui está a palavra da moda: constrangimento. É interessante observar a nossa legislação. Só quem sofre constrangimento é o aluno. O professor deve agir como uma máquina, caso seja chamado de filho disso ou daquilo. Nesses casos, quase insolúveis, os pais passam o dia fora de casa, sem tempo de ir à escola, e, quando chegam em casa, não conseguem dizer um “não” para o filho. Eles compensam a ausência de afeto dando um celular ao filho, que servirá também para encher a paciência do professor em sala.
Deveríamos ter uma lei que obrigasse os casais, antes de terem filhos, a fazerem um curso de como ser pai e mãe (risos). Nossas crianças vivem num mundo cínico e permissivo. “Pode-se tudo”, dizem alguns, afinal, “somos um país democrático”. Muitos esquecem que viver em sociedade exige respeito às normas. Nós, professores, não podemos tirar de sala um aluno que esteja prejudicando a aula. “Não é recomendável”, dizem os donos de escola. O aluno pode pedir transferência. Tudo isso é trágico, pois continuamos formando uma sociedade elitista. Se você tem dinheiro, você tudo pode! Esse comportamento é contraditório, pois nós reclamamos de corrupção no Judiciário e de compra de votos do Poder Legislativo pelo Executivo, mas, ao mesmo tempo, fazemos vistas grossas à permissividade dos nossos filhos.
Então eu pergunto: “Para que ser professor?”. Vale a pena passar quatro anos estudando para ser humilhado em público? Eu desaconselho qualquer aluno a seguir o magistério hoje. Eu nunca vejo ninguém xingando um médico, um advogado, um administrador, um policial. Mas professor pode ser maltratado e deve ficar calado, dizem a pedagogia capitalista dos donos de escola e esta legislação educacional “liberalista”. Nossa atleta olímpica, Daiane dos Santos, já declarou na TV que recebe reclamações e gritos da sua treinadora, mas nunca se queixou, pois ela sabe que a dinâmica do esporte nem sempre permite amabilidades, devido ao curto tempo para treinar. Se um professor der um grito de desabafo na sala de aula ou pedir silêncio em tom alto, será visto como um desequilibrado. Ora, os jogadores infanto-juvenis sempre recebem gritos de seus técnicos, mas esses jogadores nunca abrem a boca para dizer que foram constrangidos. A loucura do jogo nem sempre permite a cortesia. Estudos indicam que nossa atividade é muito estressante. Nossa carga de estresse só perde para a de médicos e policiais.
Nossa atividade requer muita concentração, agilidade e espírito de liderança para controlar, muitas vezes, mais de quarenta alunos em sala. Às vezes, brincamos, somos afetuosos; às vezes, falamos sério; às vezes, somos duros com os mal-ouvidos. Porém, alguns chamam atitudes ríspidas do professor de despreparo. Até parece que nós somos feitos de chips de computador. Nós, professores, não temos o direito de ter emoção, indignação, raiva. Devemos ser frios e calculistas; engolindo todos os desaforos de nossos alunos, calados e resignados, numa atitude de beatos.
Como se vê no filme Blade Runner – Caçador de Andróides, de Ridley Scott, os humanos se robotizam, e as máquinas se humanizam. Vivemos uma perversão de valores e referenciais.
Essa crise na educação doméstica de nossos alunos certamente está levando a um problema de saúde psíquica de nossos professores. Ninguém vive sob tanta pressão sem ter uma válvula de escape. Nosso sindicato deveria oferecer tratamento psiquiátrico e psicológico aos nossos mestres. E o lamentável de tudo isso é o fato de que nós, professores, fazemos de conta que está tudo bem. Afinal, precisamos ser exemplos na nossa sociedade e manter nosso emprego.
E, para piorar essa crise, o Congresso Nacional quer aprovar uma lei que proíbe os pais de darem palmadas nos filhos. Daqui a alguns anos, proibirão os pais de colocarem os filhos de castigo no quarto para fazerem suas tarefas escolares. Certamente vão dizer que isso é cárcere privado. Tal lei é um exagero, pois já temos uma legislação contra maus-tratos e tortura. Pesquisas indicam que a França é o país europeu onde os pais mais fazem uso da palmada. E, curiosamente, os franceses são os que mais lêem na Europa. Não estou fazendo aqui apologia à violência familiar, pois creio que não existe receita de bolo para ser um bom educador, um bom pai ou uma boa mãe.
Apenas creio que deve competir aos pais a liberdade de educar os seus filhos. Freud já dizia: “A civilização é repressão”. Não existe disciplina sem limites ou perdas.
Os pais têm sentimento de culpa ao darem um “não” aos filhos. Eles dizem: “Isso vai bloquear o desenvolvimento da criança”. Essa permissividade tem dado origem a assassinatos de jovens inocentes, que saem de casa com um “amigo” cujo caráter os pais desconhecem por falta de tempo. Depois, são esses mesmos pais que vão encontrar os corpos de seus filhos no IML. Muitos acham que a escola é a única tábua de salvação de todos os problemas sociais. Não é. Pois há muito tempo que essa instituição vem perdendo o respeito da sociedade. As pessoas, em grande parte, só dão valor às coisas quando passam por alguma privação ou perdem algo por completo. Da mesma forma é com a escola: ela é um ambiente dito “chato” pelos alunos.
Entretanto, não é à toa que muitos alunos estão voltando a estudar para recuperar o tempo perdido, pois passaram pela escola e não levaram o conhecimento, nem o respeito, nem a cidadania.


UMA VISITA E TANTO!

Seminarista Beto e Padre Lucivaldo ladeando o Papa e o Papinha

Triunfo recebeu nesta quinta-feira (18) a ilustre visita do escritor Luiz Berto Filho, também conhecido com Papa Berto I.
O Papa Berto é o editor do badalado blog
Jornal Da Besta Fubana. Uma figura de simpatia ímpar que ficou encantado com a nossa cidade, sobretudo com a beleza do nosso Cine Teatro Guarany.
Reproduzimos o artigo postado ontem pelo Papa Berto em seu
Jornal Da Besta Fubana, exaltando as belezas triunfenses.
Um abraço ao Papa e votos de breve regresso.

DE PARTIDA
Por Luiz Berto Filho

Alguns gostariam de conhecer a Torre Eiffel. Outros sonham em visitar as Muralhas da China. Minha vizinha vive dizendo que não morre antes de botar os pés na Capela Sistina.
De minha parte eu só sei dizer que meu grande sonho era conhecer de perto o Cine Teatro Guarany, uma construção de 1922, que há muitos anos eu admiro por fotografias. Na minha santa ignorância, eu tinha a impressão que a construção ficava às margens de um rio. Chegando a Triunfo, a primeira coisa que constatei é que o belíssimo casarão fica às margens de um açude. E não de um rio… Triunfo, e a região onde ela se localiza, é de uma beleza ímpar. Bem além do que haviam me contado. Fiquei feliz e agradavelmente surpreso. Estamos a mais de 1.000 metro acima do nível do mar e, pela primeira vez desde que me mudei pro nordeste, dormi enrolado num cobertor.
Se um dia vocês vierem aqui, procurem logo o Betos’s Bar, de propriedade do nosso seminarista, onde encontrarão Padre Lucivaldo pra dar toda assistência. E tem muita coisa pra se conhecer: Museu do Cangaço, fundado em 1975, tem um acervo com aproximadamente 500 peças que contam a história de Lampião e o seu grupo, Matriz de Nossa Senhora das Dores, Convento de São Boaventura, Pico do Papagaio, que está localizado a 1260m de altitude de altitude, e é considerado o ponto mais alto do estado, Escorredor do Brocotó, Cachoeira de Canaã, Poço dos Tunicos, Furna dos Holandeses, Poço Dantas, Belvedere, Panela, Gruta D’água e Cachoeira do Pinga Vou embora daqui pouco e continuarei me embrenhando mais e mais sertão a dentro. Vou almoçar a mais de 600 quilômetros da beira da praia.
Postado originalmente em: www.luizberto.com

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TRIUNFO GANHA MAIS UM BLOG

Jornal Opinião agora em versão virtual!

Definitivamente, blogar é uma arte. Arte esta que a cada dia ganha mais espaço no web mundo.
O Jornal Opinião não poderia ficar fora desta e lança o Blog JORNAL OPINIÃO DIGITAL.
O Jornal Opinião é editado pelo jornalista triunfense Carlos Ferraz é tem vários leitores em diversas partes do Brasil. No sua versão impressa o OPINIÃO já está no seu quinto ano.
Para chegar ainda mais longe Carlos Ferraz lança a versão blog do opinião e passa a chama-lo de JORNAL OPINIÃO DIGITAL.
O Blog Boom, Triunfo, Boom! dá as boas vindas a mais este espaço que você pode conferir acessando: www.jornalopiniodigital.blogspot.com

CURIOSIDADES – O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE ALGUNS DITADOS POPULARES

Quem nunca recorreu alguma vez na vida a um dito popular?
O BTB transcreve esta interessante postagem extraída do blog Cultura Nordestina que mostra alguns destes ditados populares e suas devidas correções:

Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.

Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.
Dito Popular: “Cor de burro quando foge”.
O correto seria: “Corro de burro quando foge!”
Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).
Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando,
astutamente, traiçoeiramente).
Veja também como surgiram esses:
O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
De cabo a rabo
Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim.Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente africano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).
Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.
Casa de mãe Joana
Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta por onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana". A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.
Onde judas perdeu as botas
Significado: Lugar longe, distante, inacessível.Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.
Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.
Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".
Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.
Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na morte da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.
Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.
Santinha do pau ôco
Significado: Pessoa que se faz de boazinha, mas não é.Histórico: Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.
Sem eira nem beira
Significado: Pessoas sem bens, sem posses.Histórico: Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada.Aqui na região nordeste este ditado tem o mesmo significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.
Vá se queixar ao bispo
Significado: Como quem manda ir se queixar de algum problema a outra pessoa.Histórico: No tempo do Brasil colônia, por causa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.
Cair no conto do vigário
Significado: Ser enganado por algum vigarista.Histórico: Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda. Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora.
Ficar a ver navios
Significado: Esperando algo que não aconteceu ou não apareceu. Esperar em vão.Histórico: O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.
Dourar a pílula
Significado: Melhorar a aparência de algo.Histórico: Vem das farmácias que, antigamente, embrulhavam as pílulas em requintados papéis, para dar melhor aparência ao amargo remédio.
Chegar de mãos abanando
Significado: Chegar em algum lugar sem levar nada, de mãos fazias.Histórico: Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem.
A voz do povo, a voz de Deus
Significado: Essa tá obvia. Quem realmente sabe das coisas é o povo.Histórico: As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse eram a resposta a sua dúvida.
Chato de galocha
Significado: Pessoas muito chatas, resistente e insistente.Histórico: Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.
Do arco-da-velha
Significado: Coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas.Histórico: Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).

Gentilmente copiado de:
http://culturanordestina.blogspot.com

quinta-feira, 18 de junho de 2009

INSTALADA EM TRIUNFO A “ICAS” – IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA SERTANEJA

Blogueiros celebram encontro histórico nas dependências do Beto’s Bar,em Triunfo.

Hoje tive a honra de almoçar ao lado de Sua Santidade o Papa Berto I, que cumprindo sua promessa veio visitar a nossa querida cidade.
Acompanhado da Papisa e do Papinha, seu filho João, o editor do
Jornal Da Besta Fubana tratou de instalar em Triunfo a “ICAS” – IGREJA CATÒLICA APOSTÒLICA SERTANEJA, ordenando o editor deste blog como o mais novo sacerdote da Igreja Sertaneja.
É para mim uma honra inexplicável receber deste grande ícone da Literatura Nordestina a missão de representar a “ICAS” aqui nas terras sertanejas.
Na ocasião foi também recebido nas graças do Papa Berto o seminarista Beto, proprietário do Beto’s Bar.
Confira na foto:
Padre Lucivaldo, Seminarista Beto, Papa Berto e Papinha João: confraternização no sertão pernambucano

Luiz Berto Filho (PAPA BERTO I)

Luiz Berto Filho nasceu no dia 07 de agosto de 1946, na cidade de Palmares, Pernambuco. É autor de mais de uma dezena de livros, todos de muito sucesso, destacando-se "O Romance da Besta Fubana", que está completando 25 anos da primeira edição e lhe rendeu 2 prêmios nacionais: Prêmio Literário Nacional do Instituto Nacional do Livro (MEC) e Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores. O livro já está na terceira edição (Edições Bagaço). O Escritor e dramaturgo tem participado de eventos literários no Brasil e no exterior. É Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja; editor do Jornal Da Besta Fubana.

Foto retirada de:
http://www.luizberto.com/?cat=5

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Carro de boi ganha festival em Flores

SERTÃO // Frota do município, a 394 quilômetros do Recife, chega a cerca de três mil veículos distribuídos pela área rural
Sebastião Araújo // Especial para o Diário de Pernambuco
Não adianta criticar nem achar que o secular veículo está fora de moda em tempos de globalização. Pensar que, em pleno século 21 eles lembram uma realidade típica do Brasil Império é não querer reconhecer que, sem a força e valor útil do carro de boi o cotidiano dos sertanejos não seria o mesmo. Em Flores, a 394 quilômetros do Recife, o primitivo veículo não somente gera uma frota de aproximadamente uns três mil, como pode ser visto no concurso que reúne dezenas deles, no próximo dia 24, a partir das 16h. O evento é promovido pela Secretaria de Turismo, Cultura e Eventos. Oriundos de diversos cantos do município, os carros estarão concentrados no pátio existente ao lado da antiga estação ferroviária de onde seguirão em cortejo até a praça Dr Santana Filho, no Centro. Diante da comissão julgadora serão avaliados pela originalidade e decoração. Haverá premiação em dinheiro para os três primeiros colocados.Ao longo das estradinhas, em direção aos vários sítios e distritos de Flores, dá para ver diante de casas simples, perdidas no meio do mato, um ou dois carros de bois. "Nem a moto conseguiu tomar o lugar dele", analisa a pesquisadora Diana Rodrigues, de Triunfo, estudiosa dos hábitos e costumes dos sertanejos. Apesar dos avanços nos meios de transportes, o carro de boi continua tendo o uso garantido para transportar pessoas e cargas no meio rural. "No início do século passado, meu avô José de Antonino fazia o transporte de produtos fabricados na casa de farinha da família", relembra Diana Rodrigues. "Até hoje, as pessoas ainda o usam como meio de transporte diverso". Em Flores, a utilidade do carro de boi vai mais além. No rigoroso inverno do ano passado, ajudou no transporte dos moradores do distrito de Fátima, que ficaram ilhados. "Somente ele conseguiu vencer a água e a lama servindo para desatolar os carros e, inclusive, transportar os alunos às escolas", recorda o administrador de empresas Luiz Campos Júnior, que acompanhou de perto o trabalho dos carreiros no socorro aos atingidos pela cheia do Rio Pajeú e de riacho em várias áreas do município.Ajuda - Rústico e simbólico do meio rural brasileiro, o carro de boi faz parte do dia a dia da agricultora Josefa Alves de Carvalho, 52, moradora da comunidade Saco do Romão, distante doze quilômetros do centro de Flores. Transporta água, lenha, capim, milho e feijão plantados na roça da família. "A gente usa o carro grande para carregar as coisas da roça e o pequeno para passear", comenta a camponesa.
Sentada no banco do pequeno carro de boi, ao lado da nora Maria Andréa de Carvalho Silva, 26, Josefa aproveita o domingo pela manhã para dirigir-se à casa dos parentes. Os bois recebem um tratamento especial do filho de Josefa, José de Carvalho Silva, 23. "Faço tudo para que eles não sofram, dando, principalmente, uma boa alimentação", diz. Ele também utiliza o tradicional veículo para arar a terra. "Só pega na enxada quem quer, pois o carro de boi faz tudo", garante. O também agricultor Luiz Eduardo da Silva, 58, afirma que nãoconseguiria viver sem os benefícios do carro de boi. "Ele nos ajuda na época de seca, servindo para transportar água de lugares distantes. No inverno, também nos socorre, enfrentando a lama nas estradas", revela.Na comunidade Riacho dos Henriques, os carreiros contam com a oficina do agricultor José Carlos Vieira, 45, o Neno. Na profissão há cerca de 20 anos, ele tem uma clientela fixa de uns 15 clientes que o procuram principalmente para serviços de manutenção dos carros. Os consertos e preços são os mais variados possíveis, indo da troca de um eixo à substituição de chedas. Na região, Neno é um dos poucos que também fabricam o carro de boi, que custa em torno de R$ 1 mil. "Há muito tempo que larguei a enxada pela oficina e não tenho do que me queixar", gaba-se o mecânico.
Importância na história e na cultura

Nos primeiros tempos da colonização, além de manter em movimento a indústria açucareira da roça ao engenho, do engenho às cidades, o carro de boi mobilizava a maior parte do transporte terrestre durante os séculos 16 e 17. Transportava materiais de construção para o interior e voltava para o litoral carregado com pau-brasil e produtos agrícolas produzidos nas lavouras interioranas. No Brasil colonial, além dos fretes, o carro de boi conduzia famílias de um povoado para outro. Uma realidade que se estendeu até os dias atuais em várias regiões do interior do país.Mesmo com o aparecimento de tropas de burros, num determinado período da história, depois com o uso dos cavalos para puxar carros e carroças, o carro de boi não perdeu espaço. Automóveis e motos também não o fizeram perder a primazia no meio rural. Introduzido pelos colonizadores portugueses, ele sofreu algumas mudanças na fabricação. A mais notada foi a substituição da roda de madeira com aro de ferro, o que dava o som estridente, chamado de canto oulamento, por pneus. Apesar de não ser mais o cantador de outrora, ainda continua fazendo parte da nossa cultura popular.
Fonte: Diário de Pernambuco
Texto: Sebastião Araújo

Fundarpe divulga selecionados para o 2° Festival de Cinema de Triunfo

Os trabalhos selecionados para o segundo Festival de Cinema de Triunfo, que acontece no Sertão do Pajeú entre os dias dois e sete de agosto, já foram divulgados.

Quarenta e sete produções, de 11 estados diferentes, entre longas-metragens 35 mm, curtas 35 mm e curtas digitais, vão participar da mostra competitiva organizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). E é o Cineteatro Guarany que irá abrigar o melhor da produção audiovisual nacional, distribuindo um total de R$ 26 mil em prêmios para os melhores trabalhos.
Ao todo, foram efetuadas 146 inscrições, nas três categorias: Curta-Metragem 35mm (26); Curta-Metragem Digital (116); longa-metragem 35mm (4). A seleção dos filmes foi composta por Cynthia Falcão, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas, seccional Pernambuco; Cátia Oliveira, assessora do Ministério da Cultura N/NE, além de uma representação da Coordenadoria de Cinema, Vídeo e Fotografia da Fundarpe.
O estado que mais inscreveu projetos foi Pernambuco (74 propostas), com destaque para produções vindas das cidades Afogados da Ingazeira, Garanhuns, Itapetim, Pesqueira, Serra Talhada e Triunfo, localizadas no interior do Estado. Os outros estados também apresentaram material: Alagoas (duas propostas), Bahia (5), Ceará (4), Distrito Federal (6), Espírito Santo (5), Goiás (1), Minas Gerais (2), Paraíba (8), Paraná (2), Rio Grande do Sul (7), Rio de Janeiro (15) e São Paulo (15). Para garantir a presença de, pelo menos, um representante dos trabalhos inscritos no Festival, a Fundarpe disponibilizará transporte, hospedagem e alimentação durante o evento para apenas uma pessoa de cada filme ou vídeo.
Premiação – Os filmes e vídeos exibidos durante o Festival de Cinema de Triunfo serão analisados por um júri popular e outro oficial que concederão o Troféu Careta (nome dos personagens característicos durante Carnaval da cidade) às melhores produções. A premiação para ambas as comissões é de R$ 7 (melhor longa 35mm), R$ 3,5 mil (melhor curta 35mm) e R$ 2,5 mil (melhor curta digital). Os inscritos ainda concorrerão em outras categorias específicas, mas que não contam com premiação em dinheiro. São elas: Fotografia, Trilha Sonora, Melhor Direção, Produção, Direção de Arte, Som, Roteiro, Ator, Atriz. A comissão será composta por três a cinco jurados.

Selecionados

Curta-metragem 35mm: 16 selecionados

A distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Mello (RJ)
A maldita, de Tettê Mattos (RJ)
A vida é curta, de Leo Falcão (PE)
Com as próprias mãos, de Aly Muritiba (PR)
Confessionário, de Leonardo Sette (PE)
Dez Elefantes, de Eva Randolph (RJ)
Dossiê Rê Bordosa, de Cesar Cabral (SP)
Esboço para fotografia, de Bruno Carneiro (SP)
La dolorosa, de Odilon Rocha (SP)
Menino aranha, de Mariana Lacerda (SP)
Nossos ursos camaradas, de Fernando Spencer (PE)
Os filmes que não fiz, de Gilberto Scarpa (MG)
Restos de Antônio, de Mariska Michalick (RJ)
São, de Pedro Severien (PE)
Silêncios e sombras, de Murilo Hauser (PR)
Superbarroco, de Renata Pinheiro (PE)

Curta metragem digital: 28 selecionados

A casa dos mortos, de Débora Diniz (DF)
A ilha, de Alê Camargo (DF)
A vermelha luz do bandido, de Pedro Jorge (SP
Ave Sangria – Sons de gaita, violões e pés, de Rayana Uchoa, Rebeca Venice e Thiago Barros (PE)
Bartô, de Luiz Botosso e Thiago Veiga (GO)
Calango, de Alê Camargo (DF)
Depois do jantar, de Alba Azevedo e Nana Viana (PE)
DOC. 8, de Christian Schneider (RS)
Eiffel, de Luiz Joaquim (PE)
Enfim dois, de Thiago Vieira (SP)

Da Redação Do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/viver/nota.aspmateria=20090616115604

terça-feira, 16 de junho de 2009

DIVULGADAS ATRAÇÕES DA 19ª EDIÇÃO DO FIG COM 30 DIAS DE ANTECEDÊNCIA

Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) acontecerá entre os dias 16 e 25 de julho
A lista de artistas que se apresentarão na Praça Guadalajara, palco principal da 19ª edição do FIG foi apresentada ontem, durante entrevista coletiva à imprensa, no Museu do Estado de Pernambuco, pela presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe), Luciana Azevedo.
Este ano a organização do evento contou também com a participação dos moradores de Garanhuns.
O homenageado deste ano será o músico Toinho Alves, um dos fundadores da banda Quinteto Violado.
O palco da Esplanada Guadalaraja receberá entre outros: Maria Rita, Lenine, Rita Lee, Nação Zumbi, Odair José, Wanderléa, Mundo Livre S/A, O Rappa e Zeca Pagodinho.


Confira:

16/07 – Quinta-feira
- Quinteto Violado
- Maria Rita

17/07 – Sexta-feira
- Lenine

18/07 – Sábado
- Rita Lee

19/07 – Domingo
- Morais Moreira

20/07 – Segunda-feira
- Odair José

21/07 – Terça-feira
- Wanderléia

22/07 – Quarta-feira
(A confirmar)

23/07 – Quinta-feira
- Nação Zumbi

24/07 – Sexta-feira
- O Rappa

25/07 – Sábado
- Zeca Pagodinho

Segundo o site do festival as demais atrações estão em processo de seleção e serão divulgadas em breve.

U.T.E. – TENTATIVA FRUSTRADA

Por Denis Gomes

Depois de muito tempo afastado das postagens, devido aos afazeres laborais e acadêmicos, venho, mais uma vez, valer-me deste democrático espaço para expor alguns pontos de vista a cerca de algumas questões da nossa querida cidade e região.
“Quando escrevo para o Boom parece até que os meus dias ficam um pouco menos fastidiosos.” Vem a razão, depois, justificar o que escrevo e a satisfação quando sei que não penso de determinada forma sozinho. Acredito que esta também seja a sensação de todo blogueiro, inclusive do que é responsável por este. Mas, é preciso coragem!
Pois bem, vamos ao que me fez escrever.
No início deste semestre, resolvi contactar algumas pessoas com o intuito de erguermos a bandeira para a reestruturação da U.T.E. – União Triunfense dos Estudantes. Sabia eu que não seria uma tarefa fácil, afinal a associação estudantil tem débitos de muitos anos (provavelmente de 2001 ou 2002 para cá), sua diretoria legal está dissolvida, constando ainda na receita federal e no cartório a que fora eleita em 1998 e, o pior de tudo, há a necessidade de uma retomada de crédito perante a sociedade, até mesmo por uma questão histórica.
Houve uma adesão à intenção, a princípio pequena, mas houve. Confirmamos, neste rápido instante, o que a história nos mostrava desde o suntuoso projeto de Cadoca: o Circuito do Frio, que reuniu cinco cidades pernambucanas de clima frio, nesta época do ano, e que já possuíam tradição festiva. Foi uma sacada genial para uma roteirização turística, mas uma praga cultural. O Circuito do Frio ergueu-se como um grande “Leviatã” e engoliu toda a poesia e tradição de anos praticadas nestas cidades (Garanhuns, Triunfo, Gravatá, Pesqueira, Taquaritinga). Deva-se a isto o fato de o projeto der sido extinto, mas ter deixado sua marca tão categoricamente esmagadora; ou seus amigos de outras cidades nunca lhe questionaram: “qual será a data do Circuito do Frio?” (Sim, porque até o calendário de cada festa teve que ser adaptado ao monstro Leviatã.”), “já tem a programação do Circuito do Frio?”; ou você nunca viu uma comunidade no Orkut chamada Circuito do Frio em Triunfo? Some-se a isto a acomodação dos reais promotores do evento, ou seja, dos estudantes que de produtores passaram a ser meramente turistas ou brincantes. Em suma, perdemos a essência do evento e distorcemo-nos sem perceber e um circuito anual encarregou-se de eliminar, quase que por completa, a real proposta de uma história cinqüentenária”.
E se, por acaso, o governo do Estado decidir não mais fazer a festa, quem assumirá os seus ônus? Quem irá tomar a frente e gerenciará todo o processo? Hoje, com a proporção turística que Triunfo tem tomado, a clientela (não é só o público festeiro) é muito mais exigente e será que o empresariado local e a prefeitura municipal estão preparados para suportar mais esta? E os reais promotores do evento, ou seja, os estudantes onde foram parar em toda esta história? Lembremo-nos que em 2007, quando do primeiro ano da gestão do atual governador, só tivemos a festa graças à intervenção súbita e as pressões por parte da prefeitura local junto ao Estado e a ajuda do SESC.
Eu quero chamar a atenção, mais uma vez, para um ponto crucial de todo este arrazoado: a reestruturação da U.T.E. Infelizmente, uma minoria de estudantes universitários da nossa cidade, “formadores de opinião, produtores de ciência” sensibilizou-se com a nobre causa, deixando a cargo de uma maioria de secundaristas (não que estes sejam menos importantes) os rumos decisórios da história. As desculpas viraram clichês: “é o meu curso, é o meu estágio, é o meu trabalho, eu não tenho tempo...” Passamos a nos reunir semanalmente nas instalações da Escola Nova Geração Triunfense, fizemos alguns levantamentos de débitos da associação e traçamos algumas metas a serem perseguidas. Foi eleita uma diretoria interina, já que pelo estatuto existe todo um trâmite a ser seguido até a oficialização da estrutura jurídica da União Triunfense dos Estudantes e resolvemos tornar público, com num grande grito, que estudantes de Triunfo estavam empenhados na luta pela ascensão da nossa tão importante U.T.E., agora, infelizmente, mais mítica e famigerada do que real.
Dentro do nosso cronograma de atividades para este ano estavam: apoio às comemorações dos 70 anos da histórica Stella Maris, Momento da Consciência Negra 2009, apoio à Caravana da Saudade, Festival de Teatro, participação nas discussões e elaborações dos eventos Festa dos Estudantes e Natal Triunpho, além de um Cuca Legal (Passa ou Repassa) envolvendo duas escolas da rede pública da nossa cidade.
A idéia do Cuca Legal era pra já, pra fazer zoada, pra provocar estardalhaço, mostrar que a U.T.E. está aí com um firme propósito a ser trabalhado, além de angariar recursos para começarmos a pagar as dívidas da associação estudantil. A princípio as duas equipes sugeridas no projeto foram Escolas Monsenhor Luiz Sampaio e Alfredo de Carvalho, por serem as duas escolas públicas que contam com ensino médio e possuem a maior rede discente do nosso município. Fomos bem recebidos pelas diretoras de ambas escolas, mas apesar da boa recepção a distorção da nossa proposta pela direção e professores (não sei se todos) da escola Alfredo de Carvalho, ao atribuírem uma conotação política a nossa real intenção contribuiu de forma gritante para a frustração dos nossos trabalhos. Mostrou, também, total desconhecimento das clausulas que regem o estatuto da U.T.E., algo que deveria ser apresentado aos alunos e trabalhado no coletivo escolar, a fim de minimizar as arestas entre o que se pensa e o que é ou deve ser de verdade e responsabilizar-se solidariamente pela história do nosso município enquanto educadores e educandos e não atribuir culpabilidade a terceiros por lapsos de memória, desonestidade, ingratidão ou má fé.
É mister saber:

Art. 3º, inciso I – É fim da U.T.E. incentivar o espírito de responsabilidade, a moralização dos costumes, o respeito mútuo e a conduta irrepreensível diante de suas obrigações, quer com a própria classe estudantil, quer com a sociedade em geral;
Art. 26, inciso I – Compete a U.T.E. trabalhar pelo congraçamento efetivo dos estudantes triunfenses, promovendo atividades sociais e recreativas;
Art. 27, inciso II – organizar concursos culturais entre a classe estudantil e a população em geral;
ART. 1º, PARÁGRAFO ÚNICO – É DEFESO A U.T.E. PARTICIPAR DE QUAISQUER ATIVIDADES QUE IMPLIQUEM TOMADA DE POSIÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIA OU RELIGIOSA.

Portanto, foi de uma extrema infelicidade a conotação espirituosamente atribuída ao que precisa de ajuda para se reerguer, num momento em que a nossa sociedade está carente, já que passamos por profundas mudanças sociais e necessitamos de inculcar nos espíritos pueris e joviais da nossa gente mais idéias: modernas, dinâmicas, construtivistas e não anacrônicas, pessoais e conservadoras. “O palanque já caiu por terra faz tempo!” Não vamos, então, discriminar quem estende a mão para ajudar, sabe como fazer e pode contribuir para modificar. É preciso reconhecer outros méritos, outros valores, outros pontos de partida que não seja o viés político, afinal esta não é a nossa intenção, não foi, nem sobretudo é a minha particular, enquanto cidadão triunfense independente, apesar dos muitos amigos que fiz no meio político e fora dele. Devemos usar a régua dos lesbos para medir com justiça aquilo que queremos dizer e não provocar injustiças e causar desagrados.
A U.T.E. deve ser respeitada pelo menos pela sua contribuição já dada a história da nossa cidade; ela está nos pilares da Festa dos Estudantes e representa muito bem os anseios e aspirações de nossa juventude a seu tempo. Não ceifemos isto! Vamos contribuir.
Deixo para o meu amigo André Vasconcelos, um dos donos do maior acervo histórico cultural de Triunfo com fontes verídicas e não românticas, a tarefa de posteriormente postar aqui o histórico da U.T.E. e da tradicional Festa dos Estudantes. Aproveito para parabenizar a Escola Alfredo de Carvalho pela passagem dos seus 80 anos construindo um legado que tem transcendido gerações, sem ofuscar o saudosismo dos 70 anos da bela história do Stella Maris e torcendo para que possamos estreitar bons laços em nome do bom senso e do construtivismo sócio-educativo-cultural.

"BOOM, TRIUNFO, BOOM!", GANHA COMUNIDADE NO ORKUT

No mês em que completa um ano, o blog "Boom, Triunfo, Boom!" ganha uma comunidade com o objetivo de reunir todos os seus leitores.
Visite, participe e divulgue a nossa comunidade!

Para participar é só clicar no link: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90456918

80 ANOS DE CONQUISTAS! - PARABÉNS ESCOLA ALFREDO DE CARVALHO

O BTB parabeniza a Escola Alfredo de Carvalho pela passagem dos seus 80 anos de dedicação à nobre causa de educar.
Parabéns a todos que fazem esta escola que tanto nos enche de orgulho!

SAIBA QUEM FOI ALFREDO DE CARVALHO:


Alfredo de Carvalho nasceu no Recife, a 27 de junho de 1870.
Teve por pseudônimo literário: Robuf,P.Pacífico,Giliot,Heraldus,Alf.Carv.,A. de Carvalho, Filóclio, Nimorandura e Aldecar.Era filho do negociante Tomás de Carvalho e D. Maria Júlia Cristiane de Carvalho. Alfredo de Carvalho fez seus estudos no Recife. Seguiu para Hamburgo, Alemanha, aos 13 anos de idade a fim de cursar o estudo preparatório. Ingressou no curso de engenharia civil em Carlshure, concluindo-o nos Estados Unidos,em 1894,na escola politécnica de Filadélfia. Regressou ao Recife para prestar serviço militar. Cursando depois a Escola Militar do Ceará, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde participou da revolta da fortaleza Santa Cruz,como militar.Depois deu baixa e regressou a Filadélfia. Após exercer a função de engenheiro ajudante da estrada de ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, Alfredo de Carvalho mudou-se para Pernambuco como engenheiro de primeira classe da estrada de ferro central do Estado. Por concurso no Recife, obteve o primeiro lugar para a cadeira de mineralogia, geologia e metereologia do ginásio do Estado. Nesta época escrevia para o Diário de Pernambuco. Por questões políticas, o concurso foi anulado. Em 1897, Alfredo de Carvalho viajou para o Amazonas, realizando estudos de topografia. Bastante enfermo regressou ao Recife, seguindo depois para a Europa. Em 1899 já estava de regresso, fixando residência na cidade de Santos, São Paulo. Em São Paulo, foi redator do jornal “Cidade de Santos” a convite de Martim Francisco. Pelo falecimento de sua genitora,regressou ao Recife onde se casou com D. Maria Luísa Siqueira de Carvalho, que lhe deu oito filhos.Em Pernambuco,de 1901 a 1908,foi fiscal das usinas de açúcar subvencionadas pelo Estado.Continuou ainda desempenhando a função de engenheiro .De grande espírito turístico ,entre 1905 e 1906,viajou por toda a Europa. Em 1907, em companhia de Jonh Branher, Alfredo de Carvalho realizou excursão científica no interior da Bahia, subindo o São Francisco até a cidade de Barra do Rio Grande. Foi patrono nº 33 da academia Pernambucana de Letras. Em 1913, Alfredo de Carvalho escreveu “Memória Justificativa” da petição que apresentou para a criação da Biblioteca Exótica-Brasileira. Foi conceituado colaborador da Academia Pernambucana de Letras,Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco,Jornal do Commercio,Diário de Pernambuco,A província,Jornal do Recife e Almanaque de Pernambuco.Foi crítico literário no jornal do Recife,com as seções “Livros Novos” e “Polibiblion”,bastante lidas.Ainda era correspondente do jornal “O Estado de São Paulo”.Sua obra poético continua esparsa. Com o falecimento de Joaquim Nabuco, Alfredo Candidatou-se à vaga na Academia Brasileira de Letras, mas logo desistiu. Alfredo de Carvalho faleceu no Recife, a 23 de junho de 1916, vítima de congestão cerebral.


“Ele estuda a sua terra e inquire dela,sob todos os seus aspectos ,a sua história,a sua vida espiritual,a sua crônica,a sua paisagem.Tem ele um interessante estudo em seu livro “Estudos Pernambucanos”.Sendo um dos raros brasileiros que sabem o holandês,o Sr. Alfredo de Carvalho deu-se particularmente ao estudo do período holandês da história do Brasil,e a sua contribuição para o conhecimento dele já é avultado e estimável.” José Veríssimo.

Fonte: http://escolas.educacao.pe.gov.br/layout.php?portal=7393&p=historia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SECRETARIA DE TURISMO, CULTURA E DESPORTOS DE TRIUNFO/PE DIVULGA A PROGRAMAÇÃO DO SÃO JOÃO 2009

O tema da festa deste ano será: Nos Passos de Gonzagão, Vivendo um Novo São João.


Confira a Programação do São João 2009

Nos Passos de Gonzagão, Vivendo um Novo São João

Dia 21/06 - Domingo

21h - Swing Federal
23h - Irmãos Vilarim
01h 30 - Capim Com Mel

Dia 22/06 - Segunda-Feira

21h - Balanço de Menina
23h - João Bandeira
02h - Bira Marcolino

Dia 23/06 - Terça-Feira

19h - Zé do Brejo e Banda
21h - Só triscando
23h - Niedson Lua
01h - Forro do Mato

Dia 24/06 - Quarta-Feira

21h - Chiado do Chinelo
23h - Nico Batista

Dia 27/06 - Sábado

21h - Chamego de Mulher
23h - César e Daniel
01h - Sandrino Ferraz

Dia 28/06 - Domingo

20h - Fulerões do Forró
22h - Edy Dantas
00h - Banda da Loirinha
02h - Cowboys do Nordeste

Durante todo o dia Forró-Pé-de-Serra pelas ruas da cidade, Quadrilhas Matutas.

Organização: Prefeitura Municipal de Triunfo
Secretaria de Turismo, Cultura e Desportos
Apoio: Governo do EstadoSecretaria de Turismo do Estado
Dep. Inocêncio Oliveira

domingo, 14 de junho de 2009

BOOM, TRIUNFO, BOOM ! - UM ANO DE RESISTÊNCIA

Somos gratos a Deus pela graça de podermos celebrar o nosso primeiro aniversário.
O “Boom, Triunfo, Boom!” só tem a agradecer a todos vocês leitores e colaboradores que têm nos ajudado a ser este espaço de divulgação da arte e da cultura triunfense.
Quando iniciei o blog no dia 14 de junho de 2008, jamais pensei que tomaria a proporção que tem hoje.
Quero aproveitar para agradecer a indispensável força do parceiro André Vasconcelos, que não tem medido esforços para tornar este trabalho cada vez mais reconhecido, e que tem abastecido nosso “BOOM” com suas postagens sempre de altíssimo nível.
Agradecemos também a confiança que vários artistas triunfenses têm depositado em nosso trabalho.
Continuaremos na luta, exaltando as belezas da nossa cultura e denunciando toda e qualquer ingerência cometida por quem quer que seja.
Obrigado, Triunfo!