sábado, 18 de julho de 2009

LOCALIZAÇÃO DO PATIO DE EVENTOS

No texto abaixo o Sr. Pedro Jr, Empresário do Setor de Turismo e Presidente da Assoc. Comercial de Triunfo manifesta sua opinião sobre a localização do Pátio de Eventos.
O texto nos foi repassado por Carlos Ferraz, editor do Jornal Opinião.

TURISMO DE TRIUNFO - LOCALIZAÇÃO DO PATIO DE EVENTOS

O debate é necessário e argumentos consistentes também. Abaixo listamos porque somos a favor da localização do Pátio de Eventos:
*seria um prolongamento da Pça. Carolino Campos até o Banco do Brasil, pegando um terreno baldio que fica atrás, criando uma área extensa de múltiplo uso que para nós seria suficiente, pois Triunfo não tem perfil para mega eventos ;
*o Castelinho de valor histórico seria preservado;
*cenário especial junto ao centro histórico,Teatro Guarany, Lago João Barbosa,produzindo diferencial de altíssimo impacto, o que agrega valor ao turismo;
*pelas nossas características e o diferencial existente , uma festa como a dos Estudantes,Carnaval e o Natal, por exemplo , com a apresentação da ópera dentro da lagoa , fora deste cenário perderiam todo encanto, beleza e magia;
*fora da cidade, um Pátio de Eventos terminaria sub-utilizado na maioria das festas que continuariam pela tradição, acontecendo na pça. Carolino Campos;
*fora deste local tradicional das festas, esvaziaria o centro, pois as atividades econômicas seriam afetadas;
*fora desse cenário, desmotivaria os visitantes , porque cairia no lugar comum à semelhança de qualquer outra cidade;
*o Pátio de Eventos é prioridade número UM , como equipamento , capaz de somar , se bem localizado;
*para os que defendem uma localização fora da cidade , por conta de estacionamento, justificamos que o mesmo deve ser uma conquista posterior , existindo locais próximos adequados.
Pedro Jr.
Empresário do Setor de Turismo e Presidente da Assoc. Comercial de Triunfo
c/c para Luciana Azevedo

Resposta ao vereador João Batista e esclarecimento aos leitores

Por Denis Gomes

Concordo com o vereador João Batista quando diz “...o Pátio de Eventos representa um marco de Triunfo rumo ao futuro”. Mas quem disse que sou contra ao Pátio de Eventos? Nem eu, nem quem se ateve a uma leitura concentrada do que escrevi. O que discordo é o formato do projeto. Isto não é de agora. O próprio vereador sabe disto, afinal com o mesmo debati uma, duas, três, enfim, repetidas vezes a cerca da localidade do pátio. Ao me ser apresentado pelo ex-prefeito o projeto, cuja planta era diferente desta atual, preservando o Conjunto Castelinho e se estendendo até onde ficava o Banco do Brasil, também questionei a localidade. Mas por que não me manifestei publicamente antes? A resposta é simples:

1º) quando a gente faz parte de uma gestão muitas vezes tem que engolir determinados posicionamentos do primeiro escalão. Não podemos nos voltar contra nosso próprio time. Ou alguém já viu jogador de futebol atacar no sentido do próprio gol? No entanto, ratifico minha insatisfação desde antes com o amontoado proposto para o cais do lago João Barbosa;

2º) o projeto, conforme o próprio vereador, sofreu um desgaste, fruto de uma reprovação popular. Só num abaixo assinado foram coletadas mais de 2000 mil assinaturas reivindicando a não execução da obra naquela localidade. Ao afastar-me da SETTUR em agosto do ano passado vi o projeto dormir, dadas as preocupações eleitoreiras do momento. Ficamos sem o calçamento da rua que tangencia a Praça Carolino Campos e acreditei ficarmos, também, sem o pátio no local.

Quanto a minha divergência política com o atual gestor, não é novidade pra ninguém, mas desta vez advogo em seu favor, pois o mesmo está apenas pegando carona num projeto construído sob os alicerces do orgulho de outrem. No tocante a empresa supostamente fantasma que iniciou a obra é um buraco mais embaixo e fede. Se formos tocar neste assunto traremos à tona um mar de lama que nem a gestão passada e principalmente a atual se sentirá numa posição confortável para tratar o assunto. Esta “brincadeira” deixo pra vocês políticos que devem satisfação a sociedade.
Quando publicamos um artigo sabemos que cada linha escrita será sabatinada, contrariada, aplaudida, repudiada, louvada... Fico feliz em termos provocado a população para o assunto em questão, por tais linhas ter freqüentado pelo menos 04 blogs, ter sido manchete de jornal, de rádio e despertar o raciocínio analítico nos nossos conterrâneos. Fico feliz em ter encontrado neste espaço o vereador João Batista que antes tratou o referido como um veículo de “elitismo”. Sinto pena do seu trato ao nosso Castelinho (quartinhos...), mas só não queira que eu o discrimine; agradeço a ajuda (o melhor local para receber o turista e comemorar é a sala...). Por isto insisto que ali deveria servir de balcão público para atendimento ao turista / receptivo, lojinhas de artesanato. Depois, o sítio do Convento, em sua área abaixo do prédio está localizado em região central da cidade. Descentralização é desculpa fiada. Festa em área aberta é outra coisa. O povo vai mesmo! O Ginásio de Esportes, apesar dos diversos problemas técnicos que apresenta, já recebeu grandes eventos. Só eu promovi dois com casa cheia ali.
Quem me conhece sabe muito bem que cresci dentro da Secretaria de Turismo de Triunfo. Aprendi nos seminários, moldei meus conhecimentos. Não esqueço nunca o Seminário sobre Educação Patrimonial, em 1994, na Escola Stella Maris. Honro orgulhosamente cada idéia trabalhada e as carrego comigo. Defendo, sim, nosso patrimônio tangível e intangível, pois venho desde criança crescendo em meio a eles. Não é justo que uma pessoa que não mostra qualquer compromisso com a cultura, a ponto de defender um cantor de forró estilizado numa jornada cultural, venha se armar de ostracismo e tecer acusações iníquas neste espaço (um blog que trata de cultura), tentando justificar um erro e satisfazer o seu ego (...não vimos qualquer motivação, a não ser pessoal e desprovida de amor à Triunfo...). Os meus argumentos sobre o projeto do Pátio estão muito bem justificados e fundamentados no artigo original. Quem leu e não se vestiu do véu da ignorância para absorvê-los enxergará muito bem o propósito em se defender o que acredito ser o melhor para Triunfo. A opinião é minha. Não sou dono da verdade! Apenas lamento ter que voltar a escrever para rebater as acusações pessoais. Este não é o foco real da questão. Cuidado: políticos têm o costume de querer desviar a atenção das pessoas para alvos diversos do X da questão. Pura artimanha!

Vejam, por exemplo, considerações a cerca do artigo em comunidades no orkut:

*Se o povo tivesse conhecimento do valor histórico,o valor sentimental daqueles que conheceram e conhecem a historia do castelinho e das casas jamais pensariam em destruí-los.O povo tem que entender que a cada patrimônio que é destruído, é também nossa história que esta indo por terra.Como poderemos falar a nossos filhos a nossa história se as provas estão sendo destruídas?Aqui também vai o meu voto de repugnância por tamanha barbaridade;

*Denis, você esta de parabéns por esta luta! Realmente não merece ser destruído um patrimônio histórico, pra uma construção desastrosa desse tipo.... Cadê a área do IPA? Era o local ideal pra o parque, mas os fatos foram superados por outros motivos, que toda população triunfense é testemunha.... Por que não usufruir da área do matadouro? da área abaixo do convento? parabéns mano....;

*Já digo há tempo, onde querem fazer é inviável. Querem abrigar muita gente na festa, por que não aterram o açúde e derrubam o Guarani?Exageros a parte, é uma pena mais um velho casarão que será destruído, depois falam em turismo;

*Gostei da manifestação do Dênis. É interessante observar como as queixas se repetem neste espaço. Estas queixas advém de uma proposta de gestão desqualificada e sem identidade com Triunfo. Está na hora de Triunfo acordar, dá um basta nesta oligarquia (Melo Bonfim) instalada há exatos 20 anos, q aos poucos vem minando a capacidade de pensamento político da nossa população, bitolando o crescimento intelectual e o reconhecimento da idéia de sociedade (cultura local) em nosso povo. As pessoas que compreendem a dimensão desta problemática são várias, mas precisam se organizar e se colocarem politicamente. Esta é a solução para dar ao Triunfo o que ele merece.

E aí, nobre vereador, será que estou reclamando sozinho? Será que o resto do mundo está errado?
É melhor ser um grito de desespero a um silêncio contrariado! Não precisamos colocar os dez dedinhos na calçada da fama para o progresso acontecer.
Vamos pensar mais em Triunfo e deixar de lado o nosso orgulho.

Programação da Festa de Nossa Senhora Santana - Jericó - 19/07 à 25/07

De 19/07 à 25/07 Jericó recebe a tradicional Festa de Nossa Senhora Santana.
Confira a programação:

Dia 19/07
Grupo de Chorinho do Sesc Santo Amaro

Dia 20/07 - Cine Jericó:
Tiro no Pé
Tapete Vermelho

Dia 21/07
Grupo de Xaxado Cabras de Lampião
Só Triscando

Dia 22/07
Grupo de Xaxado Luiz Pedro
Edição Extra

Dia 23/07
Sirano e Sirino
Fulerões do Forro

Dia 24/07
Edu e Maraial
Forasteiros do Forro
Betão

Dia 25/07
Nação Forrozeira
Doge
Balanço de Menina

Realização:
Prefeitura Municipal de Triunfo
Secretaria de Turismo, Cultura e Desportos
SESC

Apoio:
SCHINCARIOL
Governo do Estado de Pernambuco
Secretaria de Turismo do Estado

ESTE BLOG RECOMENDA - TEMPLÁRIOS FAZEM A FESTA NO TEATROSESC

Banda Triunfense encerra a última noite da Jornada Cultural de Triunfo

Desde a quinta-feira (16), a unidade móvel Teatrosesc estacionada no pólo Beto’s Bar tem recebido diversas atrações da Jornada Cultural de Triunfo, uma prévia da Festa dos Estudantes que está acontecendo graças a parceria entre SESC, Prefeitura Municipal de Triunfo, Secretaria de Turismo, Cultura e Desportos e o apoio da ACMT.
Passaram pelo palco do Teatrosesc atrações como Orquestra Isaias Lima, que abriu o evento levando ao público o melhor da música nacional e internacional, também Amininêra deu seu recado ao som dos tambores alfaia antes da última atração da noite de abertura que ficou por conta do Pé de Serra Chiado do Chinelo.
Ontem tivemos o Côco Raízes de Arcoverde, Orquestra Edição extra e Grupo Renascer do Sertão, do distrito de Jericó.
A festa continua hoje (18) com grandes apresentações na noite de encerramento.


Programe-se e compareça:
Dia 18/07 - (inicio das festividades sempre a partir das 20:30)
Grupo de Chorinho do Sesc Santo Amaro
Ray e Banda Alpercata de Rabicho
Templários

51ª FESTA DOS ESTUDANTES AINDA SEM PROGRAMAÇÃO DEFINIDA

Cantor Jorge Ben Jor seria a única definição até agora

O BTB continua recebendo e-mails de várias partes do país enviados por leitores que desejam vir a Triunfo para prestigiar a 51ª Festa dos Estudantes. Mas para isto eles precisam saber com antecedência noticias sobre a programação do evento que deverá ter inicio no próximo sábado.
Segundo informações que conseguimos, só esta semana é que a Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, reuniu-se com representantes do município para debater a grade de programação do evento.
Segundo João Batista Rodrigues, que esteve presente na reunião, só está definido Jorge Ben Jor para o domingo e o restante da programação estará sendo fechado até a segunda-feira.
Alguns artistas locais também já estão sendo procurados pela Fundarpe, mas ainda não está definida a sua participação.
Estaremos garimpando mais noticias sobre a NOSSA FESTA e assim que nos chegar a programação definitiva do evento teremos o prazer de publicá-la.
Desde já nos colocamos à inteira disposição da Fundarpe bem como da Prefeitura Municipal de Triunfo para ajudar na divulgação do evento.
Encerro esta postagem deixando um pequeno lembrete à Fundarpe: TRIUNFO TAMBÉM É PERNAMBUCO!

P.S.: Fomos conferir a agenda do cantor Jorge Ben Jor no seu site: (http://www.jorgeben.com.br), mas até o fechamento deste post não vimos nenhum show agendado para Triunfo.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PÁTIO DE EVENTOS DE TRIUNFO

E-mail enviado ao BTB por João Batista Rodrigues

Neste momento em que a administração pública do Município de Triunfo se prepara (finalmente) para iniciar as obras do Pátio de eventos da nossa cidade de forma organizada, com projeto arquitetônico invejável e através de ampla negociação com os diversos setores da sociedade, inclusive com os proprietários dos imóveis da área, tenho visto criticas infundadas, descabidas, próprias de motivações pessoais e desprovidas do interesse público colocadas à tona até por pessoas sérias, que mancham o seu histórico e sua seriedade pela motivação menor de extravasar a raiva contra a pessoa do atual Gestor Municipal com o qual possuem problemas de ordem pessoal.
O pátio de eventos de Triunfo representa um marco de Triunfo, rumo ao futuro, como um grande centro de eventos e de lazer. O projeto concebido pelo Arquiteto Triunfense Luiz Telles, foi cuidadosamente elaborado, respeitadas as nossas tradições, a inclinação arquitetônica de Triunfo e a perfeita integração com o nosso principal cartão postal: o cine Teatro Guarany.
O autor das críticas tem todo o direito de fazê-las, no entanto é estranho que somente agora, quando a nova administração está tratando a obra com seriedade, tenha tornado suas preocupações públicas. Quando a administração anterior iniciou a obra, sem o devido projeto arquitetônico, com uma empresa supostamente fantasma, resultando na destruição de parte do calçamento do passeio do açude, não se ouviu esta voz (pelo menos não publicamente), que agora se levanta contraria ao projeto.
Os argumentos apresentados são falhos, descabidos e desprovidos de qualquer mérito. O projeto do pátio de eventos, apresentado pelo Vereador João Batista Rodrigues na Câmara Municipal e concebido pelo arquiteto Luiz Telles é de fato a melhor opção para a nossa cidade, pelos argumentos a seguir apresentados:
1 – O melhor local, em área anexa à Praça Carolino Campos, o nosso cartão postal. A cidade é a nossa casa, o melhor local para receber e comemorar é a sala. As experiências para se fazer eventos em local diverso da Praça Carolino Campos fracassaram. A quadra tem palco, tem um tamanho enorme e as festas ali geralmente não dão certo, nem as gratuitas já realizadas. O nosso local de encontro é praça tendo o Guarany e o nosso lago como vizinhos. Não tem local melhor em nenhuma cidade deste Estado. Se for construído em outro local, será dinheiro jogado fora, e com o tempo os eventos irão retornar à Carolino Campos, pois a praça é do povo e é ali que gostamos de comemorar.

2 – Patrimônio arquitetônico: O projeto foi concebido respeitando o nosso patrimônio, inspirado no Cine Teatro Guarany. O Castelinho será preservado no que ele tem de mais relevante e bonito. Os quartinhos da cacimba são hoje utilizados por terceiros, encontram-se feios, sem qualquer preservação. As casas do local há muito foram descaracterizadas totalmente, exibindo “novas” construções sem nenhuma preocupação arquitetônica. A foto anexa demonstra que o projeto é muito mais bonito (valorizando o Cine Teatro Guarany e o nosso Lago João Barbosa) do que a paisagem e as construções hoje existentes.

3 – Não haverá qualquer prejuízo aos proprietários da área, diferentemente da administração anterior a Prefeitura negociou diretamente com estes, já tendo chegado a um acordo sobre a venda dos imóveis, sem a necessidade de intervenção judicial.

4 – O Projeto ira viabilizar a abertura de uma nova rua, por trás do antigo Banco do Brasil, que sairá na Pe. Ibiapina (Rua da Caridade) melhorando o trânsito e abrindo novas perspectivas para a cidade. A viabilidade financeira desta obra, somente foi possível, dada a sua inclusão no pátio de eventos.

5 – A legislação O plano Diretor do Município de Triunfo, aprovado com o respaldo da população por intermédio de varias audiências públicas, determina que o pátio de eventos da cidade será localizado preferencialmente em área continua a praça Carolino Campos.

Democraticamente a obra já foi discutida na Câmara Municipal, a Prefeitura está convocando a população para apresentação do Projeto, que também será analisado pelo Conselho Municipal do Plano Diretor e sendo realizada de forma séria, tendo começo, meio e fim.
Por tudo isto, não vimos qualquer motivação, a não ser pessoal e desprovida de amor à Triunfo, que possa se contrapor a implantação do melhor, mais bonito e luxuoso pátio de eventos do Estado de Pernambuco que irá orgulhar a todos nós Triunfenses que amamos esta terra.

VEJA A SEGUIR COMO É HOJE E COMO FICARÁ A ÀREA COM O PROJETO:

COMO É HOJE:

COMO FICARÁ:

quinta-feira, 16 de julho de 2009

COMEÇA HOJE A PRÉVIA DA 51ª FESTA DOS ESTUDANTES

A unidade móvel do Teatrosesc está com uma programação especial a partir de hoje, em Triunfo.

A partir desta noite o Teatrosesc enche de música as noites triunfenses, na prévia da 51ª Festa dos Estudantes.
Entre as atrações teremos a centenária BANDA ISAIAS LIMA, que abre a noite de hoje. Logo após apreciar um show com muita pernambucanidade de AMININÊRA.
O evento será também abrilhantado com o Pé de Serra SÓ TRISCANDO e CÔCO RAÍZES DE ARCOVERDE, além da ORQUESTRA EDIÇÃO EXTRA.
O evento terá inicio sempre a partir das 20h e vai até o sábado, quando se apresenta a banda triunfense TEMPLÁRIOS e o CHORINHO DE SANTO AMARO.
A unidade móvel do Teatrosesc está estacionada ao lado da base do teleférico, no pólo Beto´s Bar.
Vamos participar! Este blog recomenda!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O brasileiro e o Orkut *

* Artigo do publicitário Marcelo Santos extraído do Diário de Pernambuco.

Uma das explicações que podemos ter para essa necessidade do brasileiro de forte relacionamento e pelo gosto maior por redes sociais é justamente a falta de prática da leitura. No Brasil, apenas 4,5% da população lê jornais. O povo brasileiro é um dos principais usuários do Orkut. Hoje, isso deve-se a nossa cultura de massa ainda muito baseada na "oralidade". Não é a toa que o próprio presidente da República diz que opta por ser informado através de conversas, do que pela leitura de jornais. É o típico representante de uma parcela significativa do povo brasileiro. O Brasil, gostemos ou não, ainda é um país oral. Quem já se alfabetizou lê pouco. Quando lê, pouco escreve. E, quando escreve, pouco circula o que escreveu. Se isso acontece na classe média, imagine em outros segmentos? É muito comum nas estações, trens e ônibus da Europa, as pessoas iniciarem o dia lendo as manchetes e notícias. As sociedades baseadas neste tipo de cultura escrita, tendem a conseguir as informações que querem sem a necessidade de conversar com o outro. Criam, de certa forma, uma cultura independente dos relacionamentos. Se você está em uma encruzilhada na estrada cheia de placas e não tem o hábito de ler, certamente precisará conversar com alguém para saber que caminho tomar. Já aqueles que sabem, passarão por lá sem necessidade de nenhum tipo de contato humano. Em resumo, o Brasil, apesar de todas as campanhas de alfabetização, ainda pode ser considerado um país oral. A maioria da sua população, ao invés de se informar através de livros ou jornais, prefere conversar, ouvir rádio, televisão e novelas. É um fato. No Japão, 65% dos japoneses leem jornal, na Noruega 62,3%, na Alemanha 30%, na Eslovênia 25%, nos Estados Unidos 24,9%. No Brasil temos 4,5% e perdemos para El Salvador (5,8%), Costa Rica (4,9%) e Chile (4,9%). Fonte: Blog do JJ - Publicidade & Marketing.
Note ainda que o brasileiro é o povo que fica mais tempo online no mundo, passa em média, 21 horas e 20 minutos navegando na internet por mês. Seria interessante uma pesquisa para comparar o tempo que o brasileiro fica online com a sua atividade em rede. Nós ficamos mais tempo fazendo exatamente o quê ? Olhando o perfil dos outros no Orkut? Agendando os eventos, baladas e festas da semana? Vendo fotos e bisbilhotando a vida alheia? Enviando e-mails de piadas e sexo? Seria isso? Esta cultura oral é uma explicação, talvez, porque tem tanta gente perguntando nas ruas sobre uma informação, quando ela está numa placa acima das nossas cabeças! A internet com sua capacidade de troca de informações rápidas e instantâneas, trás de volta essa cultura oral. É um pouco, aliás, o que diz o filósofo Piérre Lévy, quando defende que a facilidade encontrada na Internet, faz com que as pessoas deixem cada vez mais de ler, criando-se então, a cultura inútil, baseada nas fofocas, padrões dos galãs de novelas e personagens dos reality shows. No caso do Brasil, isso é facilitado pelo ambiente oral, pois o país ainda não passou para valer, de forma massificada pelo caminho do livro. Assim, a interação - que é a grande marca das culturas orais - se expande na rede, principalmente, em países menos letrados. Some-se aí o clima tropical, a miscigenação, entre outros fatores culturais particulares brasileiros e tem-se uma explicação mais plausível para o uso desenfreado do Orkut. Nosso desafio, porém, é transformar esse ambiente interativo de fofocas em educação e projetos inclusivos socialmente, talvez um dos nossos grandes desafios enquanto nação rumo à rede digital.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Marcelo Santos // Publicitário e Diretor da Bandeirantes Mídia Exterior marcelo@bandeirantesonline.com.br

2ª Festival de Cinema de Triunfo acontece entre os dias 2 e 7 de agosto

Maratona do audiovisual conta com exibições de longas e curtas metragens 35 mm, e digitais. Entre os destaques estão Nossos Ursos Camaradas, do cineasta Fernando Spencer.

Entre os dias 2 e 7 de agosto, a cidade de Triunfo, Sertão do Estado, recebe o 2º Festival de Cinema, uma maratona audiovisual em pleno Sertão pernambucano. O projeto, organizado pela Fundarpe, em parceria com a Prefeitura, irá levar ao histórico Cine Teatro Guarany o melhor da produção audiovisual nacional, distribuindo um total de R$ 26 mil em prêmios. Integrado ao Festival Pernambuco Nação Cultural, o Festival de Cinema tem como objetivo promover a interiorização da política pública de cultura, fomentando a formação de novas platéias.
Aliando belezas naturais, casario centenário e um friozinho peculiar a uma programação intensa, o Festival de Cinema de Triunfo tem como objetivo promover a interiorização da política pública de cultura, fomentando a formação de novas plateias. Seguindo essa proposta, durante o Festival, serão exibidas 47 produções (14 a mais que a edição de 2008), de 11 estados brasileiros, como Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraíba.
Em cinco dias de programação, o público poderá conferir gratuitamente longas-metragens 35 mm, curtas 35 mm e curtas digitais. Entre os destaques estão Nossos ursos Camaradas, produção de Fernando Spencer, Patrimônio Vivo de Pernambuco; Eiffel, do cineasta e crítico Luiz Joaquim; Crítico, do jornalista Kleber Mendonça Filho; além de KFZ – 1348, de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso.
Para a edição de 2009, foram efetuadas 146 inscrições, nas três categorias. Pernambuco se destacou com o maior número de inscritos: 74 propostas, de municípios como Afogados da Ingazeira, Garanhuns, Itapetim, Pesqueira, Serra Talhada e Triunfo.As produções serão analisadas por um júri popular, formado por moradores e jovens integrantes de programas sociais do Governo; e outro júri oficial. Os mais votados serão agraciados com o Troféu Careta, que leva o nome de personagens tradicionais do Carnaval da cidade.
Os prêmios nas duas comissões serão de R$ 7 mil (melhor longa 35mm), R$ 3,5 mil (melhor curta 35mm) e R$ 2,5 mil (melhor curta digital). Os inscritos ainda poderão concorrer em categorias específicas, que não contarão com premiação em dinheiro. São elas: Fotografia, Trilha Sonora, Melhor Direção, Produção, Direção de Arte, Som, Roteiro, Ator e Atriz. O Careta ainda será concedido a nomes importantes do cinema local e nacional, como o montador Severino Dadá, o cineasta Rosemberg Cariry e o ator Tuca Andrada. O festival também disponibilizará premiação especial, concedida pelo júri popular para o Melhor curta-metragem para a infância, além de sessão, às 16h, para produções voltadas a esse público específico.
CINE MAIS CULTURA - Em 2008, o Festival de Cinema de Triunfo já demonstrou seu caráter de formação, pela criação da Federação de Cineclubes do Estado. Esse ano o evento sediará o lançamento do Cine Mais Cultura, uma parceria do Governo Federal com o Governo de Pernambuco. A ação vai eleger 60 entidades sem fins lucrativos para receberem equipamentos de exibição e filmes, a fim de manter sessões semanais em vários pontos do estado, em locais selecionados via edital.
BLOG - Para se manter atualizado sobre as novidades do 2º Festival de Cinema de Triunfo os interessados podem acessar o blog do festival. No blog é possível encontrar toda a programação dos filmes que serão exibidos, assim como as sinopses, e ainda, a história da cidade de Triunfo e os pontos turísticos mais visitados. Vale conferir.

Gentilmente copiado de: http://www.fundarpe.pe.gov.br/2-festival-de-cinema-de-triunfo-acontece-entre-os-dias-2-e-7-de-agosto

terça-feira, 14 de julho de 2009

51ª FESTA DOS ESTUDANTES – CADÊ PROGRAMAÇÃO?

Evento acontece daqui a 11 dias e até agora a programação é um grande mistério...

São vários o e-mails que recebemos diariamente com a mesma pergunta: QUAL A PROGRAMAÇÃO DA FESTA DOS ESTUDANTES?
Infelizmente é uma pergunta para a qual não temos resposta até o momento. Mas hoje ao final da tarde, precisamente às 16:31, enquanto garimpava noticias para o blog entusiasmei-me com o seguinte link no site da Fundarpe:
Triunfo recebe a 51ª Festa de Estudante. Até que enfim! (pensei), saiu a programação.
Mas foi grande a minha decepção ao ler a matéria que não trazia nada sobre a grade de apresentações da festa, nada além do óbvio, nada além daquela conversa manjada de que a programação pretende valorizar as tradições e os artistas locais, coisa que sabemos jamais acontecer. A exemplo do que houve no carnaval...
Li atentamente toda a matéria em busca de alguma pista sobre a grade e aí veio minha alegria no seguinte trecho: “... Toda a programação do evento, além da cobertura completa poderão ser conferidas no portal Pernambuco Nação Cultural (www.nacaocultural.pe.gov.br), a maior rede cultural de conteúdo colaborativo do Estado...”
Imediatamente acessei o site citado e, adivinhem... Nada de programação para Triunfo. Tudo que encontrei foi: FIG, FIG, FIG...
Esperamos que este ano não aconteça como em todos os outros onde a programação só chega quando a festa já está em andamento.
O blog BOOM, TRIUNFO, BOOM! terá o enorme prazer em divulgar a programação da 51ª Festa dos Estudantes assim que esta programação passe a existir.

Patrimônio arquitetônico de Triunfo está ameaçado

Por Denis Gomes
O conjunto arquitetônico Castelinho, situado à Praça Carolino Campos, centro de Triunfo está para ser demolido, deixando o vácuo, a lembrança nas fotografias e a memória que ajuda a reconstruir, ainda, um pedaço do período áureo da história de Triunfo.
A proposta do polêmico pátio de eventos de Triunfo é contraditória desde o princípio. Moradores das residências que também deverão ter o mesmo destino do Castelinho lutam desde sempre pela preservação do seu imóvel, que não tem indenização financeira que cubra os prejuízos históricos e sentimentais de quem viveu toda uma vida na localidade ou viu o suor dos seus pais levantarem paredes para abrigar a prole. A verdade é que é muito fácil tachar de casebre o patrimônio alheio, sem antes se colocar no lugar de quem humildemente lutou para adquirir um pequeno, porém essencial patrimônio. Ser avaliado pela opinião pública, sem dados técnicos ou pareceres legais chega a ser motivo de chacota e levanta suspeitas infundadas que levam a verdadeiras desconfianças que dão nos nervos de quem vive em um determinado lugar desde que nasceu. A questão é valorativa, é espiritual!
O fato vai mais além quando observamos a amplitude da exposição a que nosso lago João Barbosa Sitônio fica, caso este projeto seja ali concluído. Deveríamos lutar para afastar os eventos do lago e não convergirmos para ele. Ou você nunca parou para observar a quantidade de lixo que é depositada naquele cartão postal quando acontece cada evento, sem falar no óleo que escorre das barracas e nas confusões que, vez por outra, levam um agredido para dentro do lago.
Desde que o projeto foi elaborado, ainda na gestão anterior, fui contra a localização do pátio por várias razões, quais sejam: proximidade exagerada ao lago, o que contribui para sua poluição; desrespeito ao espírito do povo com a demolição desnecessária de residências, seguida pelo êxodo de famílias ali fixadas há décadas; violação do plano diretor, uma vez que com a demolição do Conjunto Arquitetônico Castelinho abrem-se precedentes para demolir quaisquer estruturas físicas do nosso município desregradamente, por motivos aleatórios e sem compromisso (O exemplo tem que começar pela própria administração.); eliminação de mais uma via, complicando o que já é caótico, ou seja, o trânsito de Triunfo (Abrir artérias é arrumar mais problema; se for pra abrir que abra, mas sem consonância com este projeto.); existência de uma outra localidade central na cidade, apropriada em todos os sentidos e aspectos para a construção de um grande centro de lazer: Sítio do Convento São Boaventura.
Sempre insisti na proposta daquele local. A Avenida Frei Fernando é grande tanto em comprimento quanto em largura, o que facilitaria o estacionamento de veículos; a propriedade dá e sobra para um grande centro de lazer, ao contrário do que está sendo proposto: pequeno, apertado num momento de grande concentração massiva; a localização é central e seria mais uma opção a ser desfrutada, desafogando o cais do Lago João Barbosa; ajudaria o combate à poluição do lago, já que deslocaria os eventos para outro local, além de retirá-los de uma área residencial.
Infelizmente, teimam, desde o princípio, alegando que nenhuma cidade tem um pátio de evento à beira de um lago. Não que estivéssemos correndo do lago, todavia é melhor tê-lo preservado todos os dias, sendo mais um elemento a somar-se ao conjunto de uma grande proposta que como o próprio nome (evento) já revela é eventual. Deixemos o lago para os pedalinhos e para competições esportivas.
A população tem que abrir os olhos, tem que se manifestar, não pode seguir ao pé da letra o nosso hino nacional (Deitado eternamente em berço esplendido...). Já basta o presente de grego que os moradores da José Veríssimo receberam (Ficou bonito, mas complicou a vida deles e a nossa enquanto condutores.), a fossa séptica (era pra ser) construída numa baixa, as margens de um riacho que leva as águas do açude de Dona Sara e do lago João Barbosa até o Poço Dantas, digo Barragem do Dantas (Outra tragédia: detonaram a pedra que ficava dentro do poço e fizeram dali uma barragem, cheia de lama, sem beleza alguma e muita poluição.) e de lá até os poços e cachoeiras do Grito, uma das nossas mais preciosas reservas ecológicas, hoje, porém, contaminado. “Como é que se constrói uma fossa numa baixa? Será que não existe chuva neste lugar? Resultado: chuva demais, infiltração de dejetos no solo e transbordos de excrementos fecais correnteza abaixo. Santa sapiência!” Agora é a vez do Conjunto Arquitetônico Castelinho.
Quem mora em Triunfo ou vem até aqui pode identificar a nítida intenção de colocar por terra um belo trabalho de décadas (quase secular), retrato de arte triunfense, que está sendo banalizado. Ali não deveria funcionar banheiro público (em outra época chegou a funcionar dentro, até mesmo, do Cine Theatro Guarany – nosso cartão-postal maior), também não deveria funcionar oficina ou borracharia como já foi ou escritório. Cobram tanto um balcão de informações turísticas na cidade. Por que não ali? Espaço, charme e localização privilegiada tem. Que tal uma(s) lojinha(s) de artesanato (presentes na planta do pátio, inclusive)? Gente boa produzindo artes dos caretas tem aos montes; falta catalogação, reconhecimento, estrutura e apoio moral, sobretudo. O fato é que bater de testa com o 1º escalão de uma administração é muito complicado. Claro! Paga-se para defender as suas idéias. Tentei fazer isto quando fui gestor, mas os recursos foram escassos, ínfimos; a gente se sente fraco até, mas se a população se unir será a força não de um, mas de uma coletividade.
Observaram como desde o início do texto tenho-me referido ao prédio? Conjunto Arquitetônico Castelinho. É ele que querem demolir, preservando apenas a torre, como se fosse somente ela o prédio. Colocar abaixo o restante do imóvel é o mesmo que arrancar dentes da boca de uma pessoa e deixá-la com a arcada dentária imperfeita. Por isto, o coitadinho está tão mal tratado: sujo, com lodo pelas paredes, pintura mal acabada, cheirando mal, preto com a sua beleza ofuscada. Já pensou se ele fosse restaurado e servisse aos propósitos acima descritos, aparecesse durante as festas de Triunfo, caso o pátio fosse construído em outro local?
Não devemos aceitar a demolição do Conjunto Arquitetônico Castelinho, nem no todo, nem em parte. É um pedaço da vida do município, da sua história que irrecuperavelmente cairia por terra. A proposta do pátio naquele local deve ser revista. Colocar um palco a frente da Primeira Igreja Batista de Triunfo é também uma violação do exercício da fé e da prática religiosa alheia. Como pregar e ouvir a palavra de Deus, como orar em conjunto ou cantar sendo interrompido por instrumentos durante passagens de som que acontecem costumeiramente em todos os grandes eventos vespertinamente e segue até por volta das 22 horas quando as festividades são iniciadas, de fato? É preciso pensar no coletivo e não no bem-estar de uns em detrimento de outros. O contrário é injustiça social.
Estarei enviando esta correspondência para Luciana Azevedo – presidenta da FUNDARPE – bem como para Luciana Santos, arquiteta da FUNDARPE, que ajudou em todo o trabalho de reconstrução do telhado da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, bem como provocando todos os blogs e demais veículos possíveis de comunicação para que outras pessoas (cidadão triunfenses, inclusive, independentes) também se sintam motivadas a agir de igual maneira, a fim de bradarmos, ao invés de sermos omissos ou silenciosamente contrariados.
É preciso termos consciência dos nossos deveres e deles fazermos nossos muros de pedras (como os do Castelinho), mas, ora, não tendo consciência dos nossos deveres, nossas muralhas de pedra ruirão!



domingo, 12 de julho de 2009

Magno Martins e o Sertão de ontem.

A seção Opinião do Diário de Pernambuco de hoje, nos revela um filho do Pajeú saudoso de um sertão mais simples, porém apaixonante, poético. Seguem abaixo as palavras do jornalista Magno Martins.

O Sertão que vivi era melhor

Magno Martins

Jornalista

magno@blogdomagno.com.br

Aquele sertão em que nasci, brinquei e curti a minha adolescência (ou aborrecência ) só existe, hoje, na minha imaginação, nas doces recordações que nunca morrem. As coisas boas da vida nunca morrem. Como diz Rubem Alves, furam a nossa alma e deixam lá uma cicatriz eterna. Parti da hoje centenária Afogados da Ingazeira há 30 anos, mas a sua imagem continua pendurada em casa como aquele retrato de Drumonnd - que dói e fere de saudade. Não me apaixona o sertão de hoje, mas o de ontem. As notícias não chegavam pela televisão nem pela internet, como hoje. Chegavam pelo rádio e se difundiam no boca a boca. Jornal? Já chegava de tardezinha, mas mesmo assim "seu Amaro Pé de Pato", responsável pela distribuição do mais do que centenário Diario de Pernambuco, saía pelas ruas gritando as manchetes. Não me apaixona um sertão em que o cavalo foi substituído pela moto e já existe até vaquejada puxada por vaqueiros motorizados. Não me apaixona um sertão em que as românticas noites de lua cheia, que encantavam enamorados em serestas, viraram iscas para o mundo das drogas em baladas de um roque de gosto duvidoso ou um forró estilizado de duplo sentido. No Sertão em que fui feliz, os brinquedos eram boi de osso e carro de madeira. Carrinho de plástico, só quando meu pai trazia do Recife. Lembro das longas esperas pelo meu pai na velha estação ferroviária. A saudade dele era grande. Mas não era só isso. A nossa mente ficava povoada pela expectativa de ganhar um carrinho moderno de plástico. Era o verdadeiro encontro com a felicidade.Não me apaixona um sertão em que a criançada não joga mais bola de gude, mas videogame. Que não empina papagaio, que não joga futebol com bola de meia, que não brinca mais de esconde-esconde e tantas outras diversões que, de tão puras, criavam naturalmente uma barreira frente à civilização. A paixão firme e forte continua pelo sertão em que adormeço com o encanto das estrelas do seu céu limpo e infinito. Pelo cheiro do marmeleiro, pelo cantar do sabiá e do galo de campina. Todo sertanejo cheira a bode, dizia Luiz Gonzaga. Trata-se de uma figura de linguagem para caracterizar a sua gente simples e desprovida de vaidade. Luiz Gonzaga tem razão. O bode talvez seja, hoje, o animal que represente com mais propriedade a força do homem sertanejo. No passado, já foi o jumento, animal sagrado, quase em extinção. Que os ventos da modernidade deram um ar diferente ao sertão da centenária Afogados da Ingazeira, não há a menor dúvida. Mas, para mim, estar no sertão, é dormir em rede ao ar livre e acordar com a passarada. É tomar leite de vaca fresquinho no curral de gado vendo o sol raiar. É comer xerém com leite, cuscuz com bode, pão doce com manteiga de garrafa, rapadura nas feiras livres, andar de jumento nas veredas dos sítios, ouvir o canto da acauã, matar preá na boca da noite, tomar banho de chuva na bica, colocar a cadeira na calçada e fuxicar, até o vizinho sentir que a orelha está ardendo. É, enfim, ficar olhando o tempo passar bem devagarzinho, bem preguiçoso.

FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/12/opiniao.asp