TURISMO DE TRIUNFO - LOCALIZAÇÃO DO PATIO DE EVENTOS
O debate é necessário e argumentos consistentes também. Abaixo listamos porque somos a favor da localização do Pátio de Eventos:
De 19/07 à 25/07 Jericó recebe a tradicional Festa de Nossa Senhora Santana.
Desde a quinta-feira (16), a unidade móvel Teatrosesc estacionada no pólo Beto’s Bar tem recebido diversas atrações da Jornada Cultural de Triunfo, uma prévia da Festa dos Estudantes que está acontecendo graças a parceria entre SESC, Prefeitura Municipal de Triunfo, Secretaria de Turismo, Cultura e Desportos e o apoio da ACMT.
Passaram pelo palco do Teatrosesc atrações como Orquestra Isaias Lima, que abriu o evento levando ao público o melhor da música nacional e internacional, também Amininêra deu seu recado ao som dos tambores alfaia antes da última atração da noite de abertura que ficou por conta do Pé de Serra Chiado do Chinelo.
Ontem tivemos o Côco Raízes de Arcoverde, Orquestra Edição extra e Grupo Renascer do Sertão, do distrito de Jericó.
A festa continua hoje (18) com grandes apresentações na noite de encerramento.
O BTB continua recebendo e-mails de várias partes do país enviados por leitores que desejam vir a Triunfo para prestigiar a 51ª Festa dos Estudantes. Mas para isto eles precisam saber com antecedência noticias sobre a programação do evento que deverá ter inicio no próximo sábado.
Segundo informações que conseguimos, só esta semana é que a Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, reuniu-se com representantes do município para debater a grade de programação do evento.
Segundo João Batista Rodrigues, que esteve presente na reunião, só está definido Jorge Ben Jor para o domingo e o restante da programação estará sendo fechado até a segunda-feira.
Alguns artistas locais também já estão sendo procurados pela Fundarpe, mas ainda não está definida a sua participação.
Estaremos garimpando mais noticias sobre a NOSSA FESTA e assim que nos chegar a programação definitiva do evento teremos o prazer de publicá-la.
Desde já nos colocamos à inteira disposição da Fundarpe bem como da Prefeitura Municipal de Triunfo para ajudar na divulgação do evento.
Encerro esta postagem deixando um pequeno lembrete à Fundarpe: TRIUNFO TAMBÉM É PERNAMBUCO!
P.S.: Fomos conferir a agenda do cantor Jorge Ben Jor no seu site: (

A partir desta noite o Teatrosesc enche de música as noites triunfenses, na prévia da 51ª Festa dos Estudantes.
São vários o e-mails que recebemos diariamente com a mesma pergunta: QUAL A PROGRAMAÇÃO DA FESTA DOS ESTUDANTES?
O conjunto arquitetônico Castelinho, situado à Praça Carolino Campos, centro de Triunfo está para ser demolido, deixando o vácuo, a lembrança nas fotografias e a memória que ajuda a reconstruir, ainda, um pedaço do período áureo da história de Triunfo.
A seção Opinião do Diário de Pernambuco de hoje, nos revela um filho do Pajeú saudoso de um sertão mais simples, porém apaixonante, poético. Seguem abaixo as palavras do jornalista Magno Martins.
O Sertão que vivi era melhor
Magno Martins
Jornalista
Aquele sertão em que nasci, brinquei e curti a minha adolescência (ou aborrecência ) só existe, hoje, na minha imaginação, nas doces recordações que nunca morrem. As coisas boas da vida nunca morrem. Como diz Rubem Alves, furam a nossa alma e deixam lá uma cicatriz eterna. Parti da hoje centenária Afogados da Ingazeira há 30 anos, mas a sua imagem continua pendurada em casa como aquele retrato de Drumonnd - que dói e fere de saudade. Não me apaixona o sertão de hoje, mas o de ontem. As notícias não chegavam pela televisão nem pela internet, como hoje. Chegavam pelo rádio e se difundiam no boca a boca. Jornal? Já chegava de tardezinha, mas mesmo assim "seu Amaro Pé de Pato", responsável pela distribuição do mais do que centenário Diario de Pernambuco, saía pelas ruas gritando as manchetes. Não me apaixona um sertão em que o cavalo foi substituído pela moto e já existe até vaquejada puxada por vaqueiros motorizados. Não me apaixona um sertão em que as românticas noites de lua cheia, que encantavam enamorados em serestas, viraram iscas para o mundo das drogas em baladas de um roque de gosto duvidoso ou um forró estilizado de duplo sentido. No Sertão em que fui feliz, os brinquedos eram boi de osso e carro de madeira. Carrinho de plástico, só quando meu pai trazia do Recife. Lembro das longas esperas pelo meu pai na velha estação ferroviária. A saudade dele era grande. Mas não era só isso. A nossa mente ficava povoada pela expectativa de ganhar um carrinho moderno de plástico. Era o verdadeiro encontro com a felicidade.Não me apaixona um sertão em que a criançada não joga mais bola de gude, mas videogame. Que não empina papagaio, que não joga futebol com bola de meia, que não brinca mais de esconde-esconde e tantas outras diversões que, de tão puras, criavam naturalmente uma barreira frente à civilização. A paixão firme e forte continua pelo sertão em que adormeço com o encanto das estrelas do seu céu limpo e infinito. Pelo cheiro do marmeleiro, pelo cantar do sabiá e do galo de campina. Todo sertanejo cheira a bode, dizia Luiz Gonzaga. Trata-se de uma figura de linguagem para caracterizar a sua gente simples e desprovida de vaidade. Luiz Gonzaga tem razão. O bode talvez seja, hoje, o animal que represente com mais propriedade a força do homem sertanejo. No passado, já foi o jumento, animal sagrado, quase em extinção. Que os ventos da modernidade deram um ar diferente ao sertão da centenária Afogados da Ingazeira, não há a menor dúvida. Mas, para mim, estar no sertão, é dormir em rede ao ar livre e acordar com a passarada. É tomar leite de vaca fresquinho no curral de gado vendo o sol raiar. É comer xerém com leite, cuscuz com bode, pão doce com manteiga de garrafa, rapadura nas feiras livres, andar de jumento nas veredas dos sítios, ouvir o canto da acauã, matar preá na boca da noite, tomar banho de chuva na bica, colocar a cadeira na calçada e fuxicar, até o vizinho sentir que a orelha está ardendo. É, enfim, ficar olhando o tempo passar bem devagarzinho, bem preguiçoso.
FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO