As ações desenvolvidas pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), nos dois últimos anos, serão apresentadas pela presidente da instituição, Luciana Azevedo, em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Alepe. A data ainda será definida. No encontro, a presidente da Fundarpe também explicará as ideias centrais e o funcionamento do Projeto Nação Cultural. A informação foi divulgada, pela presidente da Comissão de Educação, deputada Teresa Leitão (PT). Luciana Azevedo falará sobre a Lei Federal nº 9.649, de 27 de maio de 1998, que normatiza a sustentação e manutenção de Patrimônios Imateriais do Estado.
Fonte: Diário Oficial - Pernambuco - Recife,PE,Brazil
Recebi esta manhã o boletim do Jornal da Besta Fubana, o qual trazia este belíssimo poema musicado de Juraildes Da Cruz, intitulado "meninos", cantado por Xangai e um coral de crianças. Esta canção traz em si tanta simplicidade e beleza que ao ouvi-la foi impossível conter as lágrimas. Clique no play e emocione-se também! De: Juaildes da Cruz, Cantado por Xangai - MENINOS
Acompanhe com a letra:
MENINOS De Juraildes da Cruz
Vou pro campo No campo tem flores As flores tem mel Mas a noitinha estrelas no céu, no céu, no céu
O céu, da boca da onça é escuro Não cometa, não cometa Não cometa furos Pimenta malagueta não é pimentão, tão, tão, tão
Vou pro campo Acampar no mato No mato tem pato, gato, carrapato Canto de cachoeira
Dentro dágua Pedrinhas redondas Quem não sabe nadar Não caia nessa onda Pois a cachoeira é funda É afunda
Não sou tanajura mas eu crio asas, Com os vagalumes eu quero voar, voar, voar O céu estrelado hoje é minha casa Fica mais bonita quando tem luar, luar, luar Quero acordar com os passarinhos Cantar uma canção com o sabiá
Dizem que verrugas são estrelas Que a gente aponta
Que a gente conta Antes de dormir, dormir, dormir
Eu tenho contado Mas não tem nascido Isso é estória de nariz comprido Deixe de mentir, mentir, mentir..
Os sete anões pequeninos Sete corações de meninos e a alma leve, leve, leve São folhas e flores ao vento O sorriso e o sentimento da Branca de Neve, neve, neve...
Não sou tanajura mas eu crio asas, Com os vagalumes eu quero voar, voar, voar O céu estrelado hoje é minha casa Fica mais bonita quando tem luar, luar, luar Quero acordar com os passarinhos Cantar uma cançãocom o sabiá
O Brasil comemora neste sábado, 14 de março, o Dia Nacional da Poesia, que propositalmente coincide com a comemoração do nascimento do escritor baiano Castro Alves, o Cecéu (1847-1871), um dos principais poetas do Romantismo. Triunfo é terra de poesias e poetas, embora os holofotes estejam na maioria das vezes voltados para uma minoria destes. O Boom parabeniza a todos pelo seu dia, mas gostaríamos de lembrar os poetas do lado “B”, aqueles que não são lembrados nos recitais e saraus, aqueles que declamam seus versos nas mesas dos bares e bancos de praça, aqueles que ousam não rimar flor com cor, aqueles que distoam da “poesia oficial triunfense”. Nossos sinceros aplausos para Zé Kitut (in memoriam), Emanuel, Maestro Toinho, Elis Almeida, Bruna Silva, João Diniz, Lucivaldo Ferreira, Kleuber da Nóbrega, Cristóvão Montalvão, Emerson Siqueira, Hélder Makenzie, Ângela Maria e todos aqueles que contribuem gratuitamente com as cores de suas rimas ou com os brancos dos seus versos no grande poema épico chamado Oásis do Sertão.
A vara capitalista conspira contra o sistema esquerdista não-governamental. Sistematicamente analisa o sistema contrariando as idéias; paradoxo do capital.
A vara capitalista lambusa suas caras e nádegas na lama retangular chamada real. Aproveita a sombra da futilidade para dissimular suas merdas pronunciadas e seu orgão, pulsante nau.
A vara capitalista. Vara comercial.
Digam-nos! Qual o trajeto dessa nau imunda que comporta nosso capital? Qual a cor deste suor inválido transformado em verde-queimado?
Desejar só quem me deseja Aqui ou em qualquer lugar. O desejo é como um escudo A chuva não vai molhar, O vento não vai levar, Com as ondas não vai voltar.
O desejo não é ausente Ele é sim inconsequente Vem rápido como um trovão, Mas é fácil de prever. Sei que ele vai acontecer Quando me acelera o coração.
O desejo é teu sorriso Que mais parece um paraíso Sempre a me alegrar. O desejo é a paixão Que nas noites de sedução Brilha forte como o luar.
O desejo não precisa bater, Não carece se esconder, Já nasce dentro do peito. No desejo ninguém tem culpa, No desejo não tem desculpas, Ele é simples e perfeito.
O desejo é fulminante, O desejo vem no instante Em que cruzo com seu olhar. Minha boca fica seca, Dá uma tontura na cabeça, Eu nem sei como explicar.
Mais não consigo me conter, Não me canso de dizer: Sempre vou te desejar E vou muito mais além, Pois meu desejo sempre vem Com a vontade de te amar.
O SENHOR DAS LADEIRAS
De Kleuber da Nóbrega
Amanhece, hoje é dia de festa, Eu escuto o chocalho a balançar. O senhor das ladeiras vem dançando Com seu relho na mão a estalar.
As crianças com medo se escondem, Os adultos na porta a admirar É o senhor das ladeiras que de longe Metem medo e também sabem encantar.
Cada um vem mostrar sua beleza. O segredo é ninguém lha conhecer. O careta é cultura, é riqueza Que Triunfo não deixa se perder.
Tabuletas contando nossa história, Uma máscara seu rosto a esconder, O chapéu enfeitado é sua glória. O careta é bonito de se ver.
Ele vem com seus trajes tão brilhantes Suas roupas não tem coisa igual. O careta é a presença mais marcante, É o dono do nosso carnaval.
Quem quiser conhecer nosso careta Vem aqui pro oásis do sertão Vem brincar com o dono das ladeiras O melhor carnaval da região.
Aconteceu hoje, às 18h, a aula final do curso de música da Banda Isaias Lima. A Escola de Música da BANDA ISAIAS LIMA nasceu com o objetivo de dar continuidade ao trabalho de iniciação musical desenvolvido durante muitos anos pelo saudoso Maestro José Madureira. É também objetivo da escola de música manter viva a história deste patrimônio triunfense através da constante renovação do seu quadro de músicos. A escolinha de música, como é carinhosamente chamada pelos membros da banda, já revelou dezenas de talentos e hoje concluiu mais uma temporada de preparação dos jovens triunfenses que estão há um ano assistindo as aulas ministradas pelo Maestro Lucivaldo Ferreira. São 11 novos músicos prontos a contribuir com a continuação de uma história que já dura 119 anos. Segundo a Diretoria da banda, as inscrições para a nova turma de música serão abertas no final do mês de maio. O BOOM, TRIUNFO, deseja muito sucesso para os novos integrantes da Banda Isaias Lima.
A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) deverá implantar em breve as "Estações Culturais", visando trabalhar uma política cultural nas 12 RD's (regiões de desenvolvimento) do Estado. O modelo de planejamento territorializado pressupõe uma rede de equipamentos responsáveis pelo desenvolvimento da Política Pública de Cultura e com esse objetivo foram selecionados treze edifícios de valor histórico, arquitetônico ou artístico, a partir de seu reconhecimento e estruturação. Essas estações estarão integradas formando uma rede em todo o Estado através da Estação Central Cultural Tacaruna focando assim o fomento, difusão, formação, preservação, conexão e fruição das diversas linguagens e segmentos culturais em Pernambuco. Na RD Sertão do Pajeú, a qual abrange os 17 municípios dessa região, o edifício escolhido para estação cultural foi o Cine-Theatro Guarany de Triunfo.
Fonte: Informativo da Fundarpe - Plano de Gestão - Consolidando uma Política Pública de Cultura (Governo de Pernambuco)
Considero feliz a iniciativa da Fundarpe de se voltar também para o interior de Pernambuco. O Pajeú precisa mais do que nunca de um espaço para discussão a respeito do nosso cenário cultural e a Estação Cultural vai se constituir em ambiente de experimentos, de propostas, de vanguarda, aberto, de diálogo entre os pajeuzeiros. Acredito que vai ser um espaço destinado a agregar e que irá se transformar no primeiro pontapé de um movimento no Pajeú que vá além da troca de idéias e se converta em ações. É por demais conhecida a atividade cultural no Pajeú no que diz respeito à diversidade e qualidade. Na minha humilde opinião é preciso mais união. Os artesãos, músicos, artistas cênicos, poetas, escritores, os que estão inseridos na cultura popular e folclore, necessitam interagir, trocar idéias, questionar, buscar soluções para dificuldades que por vezes são comuns a todos. O diálogo entre a classe cultural poderá resultar em propostas, estratégias e ações que favoreçam o fomento e a preservação da cultura da região. Precisamos acreditar. O Pajeú é um só e somos todos filhos da mesma terra. Nossa união é que vai fazer a diferença. Já basta de tanto isolamento entre as cidades. Como já escrevi em outro artigo aqui no blog, vamos usar um dos caminhos que temos, pois como já ouvi uma vez “...não existe cultura sem comunidade, sem povo organizado”. Portanto, bem-vinda e abençoada seja a Estação Cultural e que essa ação fortaleça o elo entre os que fazem a Nação Pajeuzeira.
O Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira foi criado para recuperar e consolidar a memória musical brasileira. O idealizador do projeto é o musicólogo baiano Ricardo Cravo Albin, um dos maiores pesquisadores da Música Popular Brasileira. Cravo Albin é também fundador do Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), sociedade sem fins lucrativos, que promove e incentiva atividades culturais. A versão eletrônica do dicionário existe desde 2001 e conta atualmente com mais de 7.000 verbetes. O Dicionário Cravo Albin recebe o apoio e o inventivo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa, também no Rio de Janeiro. Este blog recomenda! Vale a pena conferir.
A retreta da Banda Isaias Lima, que iria acontecer no sábado (14) foi adiada para o domingo (15/03), a partir das 20h na Praça Carolino Campos. Na ocasião estarão sendo expostos os novos instrumentos adquiridos pela banda através de projeto enviado à Funarte em 2008.
MANÉ CABELIN – Jessier Quirino Vídeo muito engraçado sobre poema do Mestre Jessier Quirino. O compadre dá uma bronca no Mane Cabelin, só porque ele inventou de se engraçar com uma dançarina de axé e gastar tudo o que tinha só pra montar um trio elétrico para ela.
A Artepe – Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco agrega grupos e companhias teatrais das quatro regiões do estado de Pernambuco: Metropolitana, Mata, agreste e Sertão. Fundada em Janeiro de 2003 como resposta às inquietações de atores e produtores que se uniram em torno de um ideal: Viabilizar a produção teatral pernambucana incrementando a cena local. A Artepe realizou em janeiro deste ano o seu 2º congresso, onde elegeu a sua nova diretoria para o triênio 2009/2011. A diplomação dos novos diretores aconteceu na cidade de Serra Talhada por ocasião da IX Mostra de Teatro daquela cidade. A nova diretoria da Artepe é presidida pelo Ator, Diretor, Iluminador e Produtor Teatral Izaltino Caetano. Faz parte também desta nova diretoria o ator triunfense Lúcio Fábio o qual assume o cargo de secretário. Confira a relação de diretores eleitos por unanimidade e empossados para o triênio 2009/2011:
Diretoria Executiva Presidente - Izaltino Caetano (Foco III do Coliseu - Olinda) Vice-Presidente - Clébio Marques (Refletores Produções - Recife) Secretário - Lúcio Fábio (Foco III do Coliseu - Olinda) Primeiro Tesoureiro - Fábio André (Consultoria de Ações Culturais - Limoeiro) Segundo Tesoureiro - Cleonice Maria (Fundação Cultural Cabras de Lampião - Serra Talhada)
Conselho Fiscal 1º Membro - Genivaldo Francisco (Fazendo Arte Produções - Recife) 2º Membro - Albanita Ramos (Grupo Teatral Ariano Suassuna - Igarassu) 3º Membro - Gilvan Mota (Nova Arte Produções - Palmares) 1º Suplente - Paula Alves (Cia. Ifhá-Rhadá de Art Negra - Olinda) 2º Suplente - Ivaldo Cunha Filho (Marketing Eventos Culturais Ltda. - Paulista) 3º Suplente - Alexsandro Silva (Cia. Expressart de Teatro - Recife)
Contatos: Artepe - Associação de Realizadores de Teatro Pernambuco Rua do Riachuelo, 189 – sala 1308, Boa Vista – Recife/PE. CEP: 50050-400 Fones: (81) 3224-1692/ 9237-0745/ 8782-6804 E-mail: artepe2004@bol.com.br
Se você gosta de música instrumental e gosta de pesquisar sobre as origens da nossa música, uma boa dica é o site Músicos do Brasil: Uma Enciclopédia Instrumental, que está disponível desde o início de fevereiro. No site estão reunidos centenas de verbetes sobre os principais instrumentistas que passaram pelos estúdios e palcos brasileiros. Além dos nomes consagrados você encontrará também centenas de músicos que tiveram papel importante na melhor música produzida no país desde o início das gravações até a atualidade. O site foi criado e desenvolvido por Maria Luiza Kfouri, pesquisadora de música brasileira que desde 2005 mantém o site Discos do Brasil - Uma Discografia Brasileira, e por Fernando Barcellos Ximenes, que escreveu todos os textos sobre os músicos já falecidos. Vale a pena dar uma conferida!
Dobrados celebram conquistas da centenária Banda Isaias Lima!No próximo sábado (14/03) a Praça Carolino Campos será o palco onde Banda Isaias Lima irá celebrar sua mais recente conquista, a aquisição de novos instrumentos conseguidos por sua diretoria junto a Funarte, através do Projeto Bandas. Durante a retreta estarão sendo exibidos os novos instrumentos que com certeza só vem a colaborar com a continuidade deste trabalho tão importante desenvolvido pela Isaias Lima, que é o resgate e a preservação da identidade musical do povo triunfense.
Serviço: Retreta da Banda Isaias Lima Dia: Sábado,14 de março Hora: 19:30h Local: Praça Carolino Campos
Perdoem-me os críticos pela redundância do titulo, mas peguei o que estava mais próximo. Hoje acordei com uma questão coçando no juízo, daí decidi dividir com vocês minhas suspeitas a respeito de que venha a ser o artista. O artista é aquela figura que resolveu pular o muro, fugir, romper o cerco, pensar, andar. O artista é aquele menino que um dia ousou fazer diferente, abandonou os atalhos e lançou-se a correr pela estrada mais esburacada, escura e coberta de espinhos. Tudo isto para buscar frutas das quais muitos decerto provarão, menos ele. Ser artista é começar sozinho entre os lobos que um dia certamente irão cobrar dele o apoio que jamais fora dado. Ser artista é crescer do anonimato (e ai de quem ousar dele sair, sob pena de ser excomungado pelos que se dizem artistas), e entregar-se aos bajuladores, predadores e escravocratas que sem pena haverão de sugar seu sangue até o último acorde, o último passo, a última pincelada. Sugarão sua alma e mastigarão seu corpo até que perca o sabor ou até que a eles sejam oferecidos acepipes da última moda, muito mais apetitosos. Enfim, ser artista é saber de tudo isto e ainda assim sorrir para o público. Gente! Acabo de descobrir que sou artista!
Toda alma é feminina, não importa seu invólucro, se de homem ou de mulher. Toda alma é feminina, portanto misteriosa como toda mulher. E se é mistério é divino, é o inalcançável ao alcance dos mortais, pobres mortais que buscam almas que os torne vivos. Todo mistério é feminino, portanto mágico, doce, um buscar eterno pela mortalidade. É feminino o principio de tudo quanto é novo, de tudo que se faz, porquanto tudo que se faz é para agradar a alma (que é feminina), não importa se a minha pobre alma feminina de homem ou a alma da menina, da anciã, da ânsia de liberdade, das verdades que se ocultam no olho, na pele, nas fases da alma. Sim toda e qualquer alma é feminina, mesmo a dos mais temíveis vilões. Se não, como explicar tantas canções? Tão altos edifícios? Tantos artifícios para impressionar tantas possíveis almas gêmeas? Toda alma é mistério, e alma de mulher é duas vezes feminina, portanto duas vezes misteriosa e não há quem decifre o mistério dentro do mistério, pois toda mulher é segredo mesmo que desnuda, mesmo que gritando ao vento tudo que ela foi, é, ou sonha ser. E é este mistério, este jamais revelar-se que nos fascina. É esta força que nos domina sem armas, que nos pune e nos absolve, que nos faz sentir mais vida, pois não há vida sem alma e toda alma é feminina.
Imagem: O nascimento de Vênus - Botticelli, Alessandro di Mariani di Vanni Filipepi (1485)