quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Festa dos Estudantes e a UTE

Por André Vasconcelos

Mais uma Festa dos Estudantes se passou. Este ano foi a 51ª. O primeiro evento foi realizado em 1942. O leitor pode dizer: "...a matemática não bate". Explico que, em alguns anos a "Festa" não se realizou. Lembranças de outros tempos com a União Triunfense dos Estudantes (UTE) a frente das festividades, planejando as palestras, as competições esportivas entre os estudantes, as gincanas, trazendo para Triunfo espetáculos de teatro e música a exemplo do Tucap e o MPB da Universidade Católica de Pernambuco, a Bamuc de Custódia, o Abolição de Princesa Isabel (PB) e o tradicional baile de encerramento na Sociedade Triunfense de Cultura (na realidade o baile deu início ao evento que passou a ser de rua no ano de 1982). Otoni (grande incentivador) com o seu carro da Pitú saia de Vitória de Santo Antão, passava na Festa Universitária de São José do Egito e estacionava em Triunfo. Esperávamos ansiosamente a sua chegada. E como saber que Otoni estava chegando? O som do carro da Pitú tinha sua música de chegada a qual era ouvida a 02 km da cidade, como também a da partida. Até hoje me lembro da abertura feita por Otoni a cada noite de festa. Primeiro a música da trilha sonora do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. Depois ele anunciava:
"Módulo I de som
Otoni Propaganda
Padrão em publicidade volante
Trabalhamos para Pitú
O aperitivo do Brasil
Classe de nível internacional"
Logo após vinha a música "Segura na mão de Deus". A partir daí a festa rolava solta. Otoni também promovia os comerciantes e donos de bares. No seu som anunciava por exemplo o Bar do Nenéu e seus petiscos: "... a linguiça do Nenéu". Durante a tarde muita ciranda. Algo interessante também era o para-choque do módulo de som que se transformava em palco para as crianças dançarem. Devemos muito a Otoni. Lembro de uma ocasião em que uma banda de baile formada por estudantes da cidade, a NGM- Nova Geração Musical - se apresentava no palco da Festa dos Estudantes. Triunfo aqui e acolá é ingrata com seus filhos. Após um comentário de Otoni elogiando o trabalho da NGM, os filhos da terra começaram a ver a "Banda" com outros olhos e o que era crítica nada amigável transformou-se em tapinha nas costas dos integrantes do conjunto. Aqui fica nossa lembrança, reconhecimento e agradecimento ao trabalho de Otoni. Impossível também não lembrar de Zeto e Bia Marinho, do Grupo Alcano, Banda Bagagio, Pierre e sua Banda Grafite, Super Oara e os Magrocorpos de Dona Bia. Eita, que esses deram o que falar. A Festa dos Estudantes sempre foi de uma diversidade cultural incrível e como não podia deixar de ser trouxe uma banda de rock. Foi uma "revolução". Entre os integrantes da banda estava o triunfense Danilson, o qual era baterista. Isso, salvo engano, foi em 1994. Neste ano, também foi realizada uma bem elaborada campanha publicitária chamada "Vem Triunfar!" Foi um verdadeiro sucesso.
Muita história já se passou nesses anos todos de realização da Festa dos Estudantes pela União Triunfense dos Estudantes (UTE). Banda já desceu do palco debaixo de tapa, a cantora Amelinha não quiz se apresentar enquanto não fosse pago o cachê integralmente, desentendimento com político conhecido (ex-ministro) através das páginas do Jornal do Commercio do Recife, correspondências desaforadas trocadas entre estudantes e secretário do município, calote dado na Sociedade Triunfense de Cultura, ... já aconteceu de tudo com a UTE. Como também a UTE foi a responsável por fazer da Festa dos Estudantes um movimento de resistência cultural não só no interior pernambucano mas reconhecido em todo o Estado. Fez do evento palco de inovações, de fomento a cultura e aos esportes, ao turismo, a cidadania, e a imprensa através de suas publicações. A Festa dos Estudantes cresceu e também devemos saber reconhecer todo o apoio recebido para sua realização. A sua inclusão no "Circuito do Frio" (1999 à 2006) fez o evento ter uma nova dimensão. A sua inclusão no agora "Festival Pernambuco Nação Cultural" traz de volta uma das vocações da "Festa" que é o de ser um espaço de resistência cultural. Falhas existem e devem ser corrigidas. Mas não podemos deixar de reconhecer o que vem sendo feito. Contudo, a poesia, a razão de ser, a essência do evento são os estudantes. A União Triunfense dos Estudantes fundada em 1959, chega aos seus 50 anos precisando renascer das cinzas. A história nos mostra que a UTE é por demais importante para Triunfo. Por isso tudo, volta UTE, volta.

20 ANOS SEM GONZAGÃO

DIÁRIO DE PERNAMBUCO ENTREVISTA O PRODUTOR CULTURAL ANSELMO ALVES, IDEALIZADOR DO MEMORIAL LUIZ GONZAGA
"O povo faz com que ele não morra"
O produtor cultural Anselmo Alves foi o mentor do Memorial Luiz Gonzaga, que hoje é dirigido pela pesquisadora Leda Dias, no Pátio de São Pedro, no centro do Recife. Ferrenho defensor da cultura pernambucana - que considera estar em extinção - sua bandeira é sobretudo pela permanência da escola musical inaugurada por Luiz Gonzaga e seus parceiros. Recentemente, ele conheceu, no município sertanejo de Salgueiro, um jovem de 22 anos que tocava com uma sanfona já sequelada. Anselmo, seguindo o exemplo do próprio mestre Gonzaga, deu ao rapaz um oito-baixos de sua coleção de instrumentos. "Não conhecia até então um só jovem que quisesse aprender o ofício", conta.
DP - Você acha que as homenagens em torno dos vinte anos sem Gonzagão foram suficientes em Pernambuco?
AA- Eu acho que pela grandiosidade de Gonzaga para o Brasil, as comemorações foram poucas. As homenagens são necessárias para que a memória não se perca no tempo. Se São Paulo fez três dias de shows, a gente deveria ter feito sete. Mas Gonzaga sobrevive a tudo isso, o que precisamos é vê-lo com um olhar mais contemporâneo.
DP - Como seria esse olhar?
AA- Que as pessoas estudem mais Gonzaga, que os músicos e compositores façam releituras dessa obra, que estudem sanfona, que tenham cursos de zabumba, de canto. Existe o Memorial, mas quanto mais investirem, melhor. Aí Gonzaga vai sendo redescoberto sem o olhar caricato, sem o olhar da discriminação da elite cultural. Ela nunca compactuou com essa cultura. É tanto que nenhum dos grandes institutos de pesquisa e cultura de Pernambuco guardou a memória de Gonzaga. Quem guardou a memória foi o povo. Hoje o Memorial tem um arquivo maravilhoso graças a um vigilante, Mavio Holanda, que muitas vezes deixou de comprar comida para comprar discos de Luiz Gonzaga. O povo faz que ele não morra e seja cada dia mais cantado e interpretado.
DP - Qual seria o projeto mais importante no sentido de assegurar a permanência da cultura gonzagueana?
AA- De Gonzaga não vai sobrar gibão, nem sanfona. O que vai sobrar é a discografia. O Memorial preserva isso, mas a matriz, o começo de tudo, é a sanfona de oito baixos, que precisa de um curso permanente. Esse instrumento chegou há 200 anos da Europa e quando chegou no Nordeste brasileiro, mudou a afinação, que é única no mundo. Estamos perdendo uma matriz única no mundo. Não existe um só jovem brasileiro que eu conheça, que esteja fazendo curso de oito baixo. No interior de Pernambuco, os prefeitos precisam se interessar mais. Para mim, eles, a maioria, são os grandes vilões na destruição da cultura gonzagueana.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/06/viver15_1.asp
(Michelle de Assumpção)

PROGRAMAÇÃO DESTA QUINTA-FEIRA (06), NO 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO

Saiba o que será exibido no penúltimo dia do evento:

Quinta-feira – 06/08

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA- METRAGEM DIGITAL

Horário: 16h
Classificação Livre

A Ilha
(2008, Animação, 10 minutos, DF)
A ilha conta a história de Edu, um rapaz em uma grande metrópole. O filme aborda de maneira bem humorada os problemas e dificuldades de se viver em uma cidade grande, onde as aparências enganam e o simples ato de se atravessar uma rua pode ser um problema.

Feito Algodão Doce (2009, Animação, 9 minutos, PE)

Ana Maria é uma menina de dez anos cujo sonho é tocar uma nuvem. Ela é apaixonada pela arte, vê o mundo de uma maneira peculiar e divide com o pai esta visão.

Mostras Competitivas de Curtas-Metragens Digital e 35mm

Horário: 16h30min
Classificação 12 anos

Rainha dos Degredados
(2008, Ficção, 4 minutos, PE)

A partir do poema de Cida Pedrosa, “Rainha dos Degredados” conta uma breve história de relação curiosa de fé.

O Plano do Cachorro (2009, Ficção, 10 minutos, PB)

Cachorros vagam solitários esperando a morte chegar.

Priara Jô – Depois do Ovo, a Guerra (2008, Documentário, 15 minutos, PE)

As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeiras na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.

Quintas Intenções (2008, Ficção, 10 minutos, RJ)

Neco e Vera, amigos da época de faculdade, se reencontram numa livraria e não conseguem dialogar com a mesma naturalidade de antes. À medida que o tempo passa, o espectador percebe que nem sempre o que é dito entre eles, condiz com o que de fato estão pensando.

A Casa dos Mortos (2008, Documentário, 20 minutos, Bahia)

Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários. Bubu é o narrador de sua própria vida, mas também de seu destino de morte.

Superbarroco (2008, Ficção, 17 minutos, PE)

A ornamentação na ruína, o escuro no claro, o silêncio na voz, a imobilidade na ação.

São (2009, Ficção, 15 minutos, PE)

Lúcio descobre uma carta escrita pelo pai pouco antes dele morrer. O conteúdo da carta é tão perturbador que a sua vida conjugal muda. Ele se deixa envolver numa aura de silêncios e vácuos. Uma nostalgia mórbida traz a tona uma percepção doentia do seu relacionamento com Maria Luisa. Tornam-se incomunicáveis, provocando mútuo desencanto. Os dois iniciam um perigoso jogo de poder.

A Distração de Ivan (2009, Ficção, 15 minutos, RJ)

Ivan é um menino de 11 anos. Ele vive com a avó no subúrbio do Rio de Janeiro. Em meio ao seu cotidiano de brincadeiras e brigas com os amigos, ele irá amadurecer.

MOSTRAS COMPETITIVAS DE CURTAS-METRAGENS DIGITAL E 35MM

Horário: 20h
Classificação: 16 anos

Com as Próprias Mãos
(2008, Ficção, 16 minutos, PR), de

Num imenso galpão os instintos animais de auto-preservação e destruição estão colocados frente a frente. Uma mulher inflige as mais diversas torturas a um homem a fim de obter respostas. Contudo as verdades podem ser mais duras do que as dúvidas.

Dez Elefantes (2008, Ficção, 15 minutos, RJ), de

Clara tem oito anos e mora com a mãe e irmão em sua casa no campo. Outro dia as crianças brincavam de pique-esconde. Pequenos incidentes.

Dossiê Rê Bordosa (2008, Animação, 16 minutos, SP),de

Fama? Ego inflado? Espírito de porco? Quais os reais motivos que levaram Angelí a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? Este documentário em animação stop motion investiga este vil crime.

MOSTRA ESPECIAL – HORS CONCOURS

Horário: 20h30min
Classificação: Livre

Geração 65: aquela coisa toda
(2008, Documentário, 90 minutos, PE)

"Geração 65: aquela coisa toda" reconstrói a trajetória desse movimento literário pernambucano, valorizando a palavra e suas possibilidades poéticas. Trata-se de um ilustrado panorama da safra de escritores surgidos na década de 1960, que marcaram definitivamente a cena cultural de Pernambuco, Brasil


Fonte:
www.festivaldecinemadetriunfo.blogspot.com

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CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO

Atenção: O BTB não se responsabiliza por eventuais mudanças na programação divulgada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CENTENÁRIO DE JOÃO PACÍFICO

"Um fiozinho d' água desviou de um riacho
Veio vindo serra abaixo e passou no meu pomar
Encontrou uma pedra, ficou sua companheira
Brincaram de cachoeira e aqui ficaram pra morar.
E hoje da janela eu contemplo a cachoeirinha
Que ficou minha vizinha desde que a vi nascer
Seu murmúrio doce é um verdadeiro canto
É quem me serve de acalanto para eu adormecer."
João Batista da Silva, nos idos de 30, quando convivia com os astros do rádio, ganhou o apelido de Pacífico, ajustado à serenidade do interiorano, que evitava qualquer situação encrencada. Nascido na fazenda Cascalho, em Cordeirópolis (SP) em 05/08/1909, neto de escravos, filho de mãe alforriada e de pai maquinista de trem, estava predestinado a uma vida de aventuras, alegrias e provações.
Personagem lendário da música caipira, faleceu aos 89 anos em 30 de dezembro de 1998, como a maioria dos "NOSSOS CAIPIRAS", esquecido pela mídia e pelo mercado. Sabe-se a princípio que deixou 256 músicas gravadas, 36 com Raul Torres, seu principal parceiro. Até o fim de sua vida manteve o hábito de compor batucando na mesa da cozinha, com uma folha de papel e um lápis na mão. Estima-se que pelo menos duas dezenas de músicas ficaram inéditas.
Nunca aprendeu música, mas ao criar três canções pro filme Cabocla Tereza, João surpreendeu a todos os músicos. Cantava as notas com precisão para que eles escrevessem as partituras.
Sua carreira foi longa e fértil. Nas prateleiras do quartinho onde guardava suas coisas, velhos LPs e CDs mostravam o quanto foi reverenciado por artistas como Tião Carreiro, Carreirinho, Moreno e Moreninho, Cascatinha e Inhana, Rolando Boldrin, Inezita Barroso, Nelson Gonçalves, Sérgio Reis e tantos outros artistas.
A vida de Pacífico é a clássica história do menino pobre da região rural paulista que enveredou pelos caminhos da música e foi lutar pela sobrevivência na cidade grande. Garoto mudou-se para Limeira e aos 10 anos para Campinas. Mas quando chegou a São Paulo, sozinho, aos 15 anos, com uma sacola de roupas velhas e uma cartinha de recomendação para trabalhar numa fábrica de tecidos, queria apenas casa e comida.
Sua sorte começou a mudar quando trocou o emprego que mal dava o que comer por um emprego de lavador de pratos do vagão-restaurante de um trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Através de um conhecido nesse emprego, chegou com uma carta de recomendação aos bastidores da Rádio Record, procurando pelo grande Paraguassu, em 1933. Levava consigo sua embolada "Seu João Nogueira" para apresentar na rádio. Depois de recusado inicialmente por um dos "cantores de ouro" da época, foi recebido por Raul Torres. Ainda assim Raul o desprezou de imediato, dizendo não ter tempo a perder. Sem desistir, finalmente, num outro dia, conseguiu que Raul Torres passasse os olhos pela letra e o ouvisse cantar. Pra sua surpresa, anunciou que a gravaria, na Odeon, já assinando parceria. Nascia aí um dos casamentos mais produtivos da música popular.
Nos anos seguintes, com a música "Chico Mulato", lançou a poesia declamada, antecedendo a música. A idéia encantou Torres, mas causou estranheza na gravadora. Os técnicos insistiam que com a parte declamada a música não caberia no 78 rpm. Os autores não arredaram o pé de mantê-la como estava e o homem foi à fábrica pedir que se reduzisse a distância entre os sulcos para que "Chico Mulato" coubesse no disco. Foi só começar a tocar nas rádios, Mr. Evans (diretor da RCA-Victor) chamou imediatamente João Pacífico para que fizesse mais músicas do mesmo tipo. Estava criada a partir daí a fórmula batizada de "toada-histórica". O maior sucesso da parceria viria na mesma fórmula, com "Cabocla Tereza" em 1940.
O retorno financeiro poderia ter sido melhor, no passado, se tivesse enfrentado os microfones, mas ele não quis se aventurar por estes caminhos.
Com instrução que parou no primário, é surpreendente, na sua obra, a qualidade de construção poética, que atraiu elogios de Manuel Bandeira e de Guilherme de Almeida. Boldrin o considera o "Noel Rosa da música caipira, um mestre", e chorou sua morte como a do último representante do gênero.
FONTE:
Extraído do Livro "Música Caipira da Roça ao Rodeio", de Rosa Nepomuceno

Um pouco de João Pacífico

MOURÃO DA PORTEIRA

Lá no mourão esquerdo da porteira
Onde encontrei vancê pra despedir
Tem uma lembrança minha, derradeira
É um versinho que eu lhe escrevi

Vancê, eu sei, passa esbarrando nele
E a porteira bate pra avisar
Vancê não sabe que sinal é aquele
E nem sequer se alembra de olhar

E aqui tão longe eu pego na viola
Aquele verso começo a cantar
Uma saudade é dor que não consola
Quanto mais dói a gente quer lembrar

No dia que doer seu coração
De uma "sodade" que eu tanto senti
Vancê, chorando, passará no mourão
E lê o verso que eu nele escrevi

TAPERA CAÍDA

Cabocla, se ocê soubesse
Quanto meu peito padece
Sofrendo tanta maldade
Vancê, eu sei, num se ria,
Mostrando tanta alegria,
Vendo eu chorar de sodade.

Essa sodade marvada,
Que fez no peito morada,
Depois que ocê me deixou,
Como tapera caída
Que foi p'os mato invadida
Depois que os dono mudou.
Vancê num sente saudade,
Ri de felicidade,
Tem outro amor, tem prazer.
Mas vancê, eu sei, de contente,
Tem inveja dessa gente
Que não sabe o que é sofrer.

Cabocla se ocê soubesse
Quanto meu peito padece,
O que já passei na vida,
Vancê roçava esse mato
Que invadiu só de ingrato
Essa tapera caída.

Mas eu comparo a saudade
Com essa grama tiririca,
As foia verde se arranca,
Mas a raiz sempre fica.
E o coração é morada,
Sem morador não tem vida.
Vorte a reconstruir
Esta tapera caída

AMOR E CIÊNCIA

Meu amigo: Só falo um idioma,
Sequer eu tenho diplomas,
Jamais fui colegial.
Não invejo cientistas com estudo profundo,
Querendo inventar novo mundo,
Um mundo artificial.

Não invejo engenheiros e arquitetos
Fazendo tantos projetos,
Mais que fez o criador.
Quero ver toda essa sumidade
Inventar outra felicidade,
Igual a minha estória de amor.

Meu amor! Tão fácil foi de inventar,
Com um sorriso, um olhar
Tenho o meu mundo feliz
Sem diplomas construí modesto ninho,
Cientista fui de carinhos
Tudo pra ela eu fiz.

E você, falando cinco idiomas
Tem nas paredes diplomas,
És bacharel, és doutor!
Não condeno, mas vou dizer com franqueza,
Que vale tanta nobreza.
E um coração sem amor?

PERTO DO CORAÇÃO

Eu quando pego a viola
E sinto roçar no peito.
Eu canto até de outro jeito
Pra minha mágoa esquecer.
Eu tenho guardado nela
Com jeito e muito carinho.
Aquele seu retratinho
Que faz lembrar de você.

A viola sabe que o peito
É onde o amor faz seu ninho.
Viola é feito de pinho
Mas ela tem coração.
Por isso todo caboclo
Que tem amor tem viola.
Esse meu pinho consola
A minha grande paixão.

Por sua causa cabocla
Nas horas que estou sozinho.
Eu passo a mão no meu pinho
Faço o peito soluçá.
Olhando o seu retrato
Eu canto a minha canção.
Que é perto do coração
Onde você sempre está.

Triunfo/PE - FESTIVAL DE CINEMA CHEGA AO SEU QUARTO DIA

Confira a programação desta quarta-feira (05), no 2º Festival de Cinema de Triunfo.

Quarta-feira – 05/08

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA- METRAGEM DIGITAL

Horário: 16h
Classificação Livre

Sweet Karolynne
(2009, Documentário, 15 minutos, PB)
Os bons tempos nunca foram tão bons.

Téo e Sua Turma em: o menino que não gostava de tomar banho
(2009, Animação, 10 minutos, PE)

Teo é um garotinho que não gosta de tomar banho. Apesar da grande resistência do filho, dona Carmem, redobra esforços para que ele mantenha bons hábitos de higiene. Em vão. O menino sempre inventa artimanhas para escapar dos banhos. A situação se complica quando os colegas de escola começam a estranhar os costumes nada higiênicos do garoto

MOSTRAS COMPETITIVAS DE CURTAS-METRAGENS DIGITAL E 35MM

Horário: 16h30min
Classificação 12 anos

Eiffel
(2008, Documentário, 3 minutos, PE)

50 anos após o filme "Os Incompreendidos" ser lançado no Festival de Cannes, o clássico de François Truffaut é aproveitado como referência em Eiffel que mostra imagens atuais da cidade do Recife para fazer uma crônica político-cinematográfica, tendo como foco um dos novos "monumentos" da capital pernambucana.

O Guardador (2007, Documentário, 8 minutos, PB)

Um funcionário de um laboratório de anatomia e algumas histórias pra contar.
Linha de Fogo (2008, Documentário, 18 minutos, BA)
Documentário sobre o maior incêndio no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Bahia.

O Troco (2008, Ficção, 11 minutos, SP)

Uma atendente de telemarketing tenta fazer um casal de clientes adquirirem mais um produto de sua empresa.

DOC. 8 (2007, Documentário, 20 minutos, RS)

Relatos sobre a produção cinematográfica na bitola Super-8 em Porto Alegre. Carlos Gerbase, Cristiano Zanella, Giba Assis Brasil, Gustavo Spolidoro, Glênio Povoas e Luiz Carlos Lacerda discutem a produção superoitística ontem e hoje.

Restos de Antônio (2009, Ficção, 14 minutos, RJ)

Creusa recebe a ligação de uma patroa que pede o favor de atender um amigo que precisa de uma faxineira para substituir diarista doente. Para Creusa era mais um abençoado dia de trabalho, para Paulo, um inconveniente e mau humorado dia de faxina. Creuza encontra tudo sujo e bagunçado, sem se dar conta, acaba por faxinar a casa e também a vida de Paulo.

Menino Aranha (2008, Documentário, 13 minutos, SP)

A história de uma lenda urbana real que aconteceu em Recife/PE, no fim da década de 90.

A Vida é Curta (2008, Ficção, 20 minutos, PE)

Um homem decide ir à cidade grande para reconquistar o amor de sua vida. Mas, ele só tem 15 minutos para isso.

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGA-METRAGEM 35MM

Horário: 20h
Classificação Livre

KFZ – 1348
(2008, Documentário, 81 minutos, PE)

Em 1965, um fusca é vendido em São Paulo. Quarenta anos depois, o fusca vai parar num ferro-velho de Recife, com placa KFZ - 1348. O documentário apresenta histórias deste veículo através de seus oito donos, cuja trajetória oferece um retrato do Brasil.
Atenção: O BTB não se responsabiliza por eventuais mudanças na programação divulgada.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO – PROGRAMAÇÃO DESTA TERÇA (04)

O 2º Festival de Cinema de Triunfo chega ao seu terceiro dia. Confira a programação desta terça-feira (04) :

TERÇA-FEIRA – 04/08

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA- METRAGEM DIGITAL

Horário: 16h
Classificação Livre


O Jumento do Lua Estrela (2007, Ficção, 16 minutos, PE)

Luiz Estrela é um menino que sonha ser um famoso sanfoneiro. Ao completar 10 anos se decepciona com o pai quando ganha um presente inesperado.

Calango! (2007, Animação, 10 minutos, DF)

Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição, mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação, humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira.

MOSTRAS COMPETITIVAS DE CURTAS-METRAGENS DIGITAL E 35MM

Horário: 16h30min
Classificação 12 anos

Enfim Dois
(2009, Ficção, 7 minutos, SP)

A história se passa dentro do apartamento do casal, especificamente na sala de TV. Depois de terminar um programa qualquer monótono de TV, o marido levanta para sair e dar uma voltar, porém sua esposa o questiona desta saída repentina. Aí então começa uma série de perguntas e respostas.

Na Terra das Monções (2009, Ficção, 10 minutos, SP)

No Brasil do Século XVIII um monçoeiro, homem encarregado de conduzir expedições por regiões desconhecidas em busca de ouro, tem o último jantar com sua filha antes de sua partida. Uma noite impregnada de mistérios e revelações.

Instrumento Detector de Alguma Coisa (2007, Documentário, 10 minutos, PB)

No mundo todo já está disseminado.

Mãe (2008, Ficção, 15 minutos, RJ)

"Mãe" é uma comédia de humor negro Ela é uma chefona do crime organizado. Sua irmã Silvia aparece com marcas de violência no rosto, causadas pelo seu marido policial. As duas decidem, então, executar um plano de vingança e Silvia segue com os capangas para o apartamento da amante do seu marido. Apesar do tema, o filme não apresenta cenas de violência e os métodos usados pelos capangas da Mãe são cômicos e curiosos.

Ave Sangria – Sons de Gaitas, Violões e Pés (2008, Documentário, 20 minutos, PE)

Eles queriam combater a repressão. Chocaram o público com o rock pesado em uma época bastante avessa à livre criatividade. Estes eram os integrantes da banda Ave Sangria, ex- Tamarineira Village, que escandalizou o Recife na década de 70.

Esboço para Fotografia (2008, Ficção, 15 minutos, SP)

“Quando eu tinha seis anos, eu vi um homem bem velho andando devagar. Nesse dia, eu fiquei pensando o que aconteceria se eu ficasse velho muito rápido, quase sem perceber."

Nossos Ursos Camaradas (2009, Documentário, 12 minutos, PE)

Documentário/Ficção dedicado às troças de ursos do carnaval do Recife. Numa crítica bem-humorada, o filme trata da simbologia relacionada ao animal, às origens da brincadeira, os desfiles das agremiações e ao imaginário popular em torno do tema.

Os Filmes Que Não Fiz (2008, Ficção, 16 minutos, MG)

Nos moldes de documentários em que os diretores de cinema famosos falam de seus filmes, com o respaldo de comentários de grandes atores Hollywoodianos sobre seu talento e genialidade, “Os Filmes Que Não Fiz” mostra de forma divertida e cínica a filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhuma filmografia de diretor sem filmes.

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGA-METRAGEM 35MM

Horário 20h
Classificação Livre

O Grão
(2007, Ficção, 88 minutos, CE)

A velha Perpétua, sentindo a presença da morte, resolve preparar Zeca, o seu querido neto, para a separação que se aproxima, contando-lhe a história de um rei e uma rainha, muito ricos e poderosos, que perderam seu único filho e que querem trazê-lo de volta à vida. Enquanto Perpétua conta a história, Damião e Josefa trabalham para sustentar a família e preparar o casamento da filha Fátima. Ao final, a história contada por Perpétua e o destino daquela família se cruzam.

Fonte:
www.festivaldecinemadetriunfo.blogspot.com

CLIQUE E
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO

Atenção: O BTB não se responsabiliza por eventuais mudanças na programação divulgada.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO - 02 a 07 de Agosto

Saiba o que será exibido nesta segunda-feira no Cine Teatro Guarany.

A entrada é gratuita, por ordem de chegada e os ingressos são distribuídos na bilheteria do Cine Teatro com uma hora de antecedência.
Confira a programação deste segundo dia do evento:

SEGUNDA-FEIRA – 03/08

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM DIGITAL

Horário: 16h
Classificação Livre

Rua das Tulipas (2007, Animação, 9 minutos, DF), de Alê Camargo

Um grande inventor acostumado a criar soluções para todos os moradores de sua rua, a Rua das Tulipas, após ver a felicidade de todos seus vizinhos descobriu que ainda faltava a felicidade de uma pessoa.

SomoS SomoS (2006, Animação, 7 minutos, PE), de André Pyrrho e Paulo Leonardo

SomoS SomoS é uma livre adaptação surreal de uma antiga fábula pouco conhecida hoje em dia que narra estranhos acontecimentos na vida de moradores da Zona da Mata de Pernambuco.

Bartô ( 2006, Animação, 7 minutos, GO), de Luiz BoTosso e Thiago Veiga

Animação que narra a revolta de um bode chamado Bartô que, após ter finalmente encontrado uma árvore que lhe ofereça sombra, se hostiliza com um lenhador que parece decidido a cortá-la. O bode nada pode contra o lenhador e seu machado, mas a árvore, em uma sequência de atos heróicos, consegue se safar das investidas assassinas do malfeitor.

MOSTRAS COMPETITIVAS DE CURTAS-METRAGENS DIGITAL E 35MM

Horário: 16h30min
Classificação 12 anos

Depois do Jantar
(2009, Ficção, 8 minutos, PE), de Alba Azevedo e Nana Viana

Pedro sai para caminhar à noite, depois do jantar e é surpreendido por um ladrão. Na tentativa de negociar o roubo, surge uma conversa inusitada. Roteiro adaptado da crônica Depois do Jantar, de Carlos Drummond de Andrade.

A Vermelha Luz do Bandido (2008, Documentário, 17 minutos, SP), de Pedro Jorge

Documentário – Radialístico – Científico - Experimental de Cinema que busca o tributo ao filme O Bandido da Luz Vermelha de Rogério Sganzerla, além de refletir sobre a indústria cinematográfica brasileira.

Maridos, Amantes e Pisantes (2008, Ficção, 12 minutos, RJ), de Angelo Defanti

Um quarto. Um marido, um amante. Dois pisantes. Ah! E uma esposa... E uma equipe de filmagem.

Tebei (2008, Documentário, 20 minutos, PE), de Gustavo Vilar, Hamilton Costa Filho, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo

Gravado nas cidades de Tacaratu e Recife, o Tebei é um documentário sobre o Coco de Tebei, seus integrantes e suas tradições culturais. O vídeo retrata o dia a dia da Comunidade Olho D'Água do Bruno, formada pro agricultores e tecelões, que mantém a tradição de dançar coco para aplainar o chão de barro de uma casa em construção. Com mais de 50 anos de existência, este tipo de coco só é cantado e dançado, em todo o estado de Pernambuco, por esta pequena comunidade do Sertão de Itaparica.

La Dolorosa (2008, Ficção, 12 minutos, SP)

A noiva, o noivo, o padrinho de casamento e uma paixão que destrói coisas belas. Um sonho molhado que aos poucos se transforma em um pesadelo. “La Dolorosa” é o segundo episódio da trilogia do sonho cuja função é resgatar o lirismo do cinema.

A Maldita (2007, Documentário, 20 minutos, RJ)

Em 1982 entra no ar, em Niterói, a Rádio Fluminense, a Maldita, que com irreverência, ousadia e criatividade, rompe com os padronizados mercados de música estrangeira e dá início a chamada geração rock 80.

Confessionário (2009, Documentário, 15 minutos, PE)

O missionário católico Silvano Sabatini relembra sua chegada à área Raposa Serra dio Solm em Roraima, nos anos 50.

Silêncio e Sombras (2008, Animação, 9 minutos, RS)

Quem cavalga tão tarde pela noite e pelo vento?

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGA-METRAGEM 35MM

Horário: 20h
Classificação 12 anos

Crítico
(2008, Documentário, 76 minutos, PE)

70 críticos e cineastas discutem o cinema a partir do sempre interessante conflito que existe entre o artista e o observador, o criador e o crítico. Entre 1998 e 2007, Kleber Mendonça Filho registrou depoimentos sobre esta relação no Brasil, Estados Unidos e Europa, a partir da sua experiência como crítico. Com depoimentos reveladores de criadores como Gus Van Sant, Tom Tykwer, Eduardo Coutinho, Curtis Hanson, Carlos Reichenbach, Walter Salles e Carlos Saura.

Fonte: www.festivaldecinemadetriunfo.blogspot.com


CLIQUE E CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO

LANÇAMENTO DE ROMANCE MARCA DIA DA CULTURA EM SERRA TALHADA/PE

Carlos Silva lança seu primeiro romance de bolso no marco zero de Serra Talhada, na próxima quinta (6), a partir das 20h.

O incansável artista Carlos Silva (Foto), que além de ator, escritor e diretor, da Cia. Teatral CDPST, é também poeta e romancista, titular da cadeira 27 na Academia Serra-talhadense de Letras, faz no dia 06 de agosto dentro da programação do Dia Municipal da Cultura (05/08) o lançamento de seu primeiro romance de Bolso com o título: “SUA VOZ”; o livro narra o amor que surge entre o homem e a mulher, a atração, o instinto, o desejo, o querer, a vontade de estar junto, de tê-lo para si, de pertencer ao outro; o carinho, o afeto, a estima, o apreço, a afeição, o respeito, o abraço, o beijo, o juntar-se, o acasalamento, o desejo de se tornar um sendo dois, de unir-se em laços tão fortes que só a morte é capaz de destruir.
O evento se dará a partir das 20h no marco zero da cidade a Concha Acústica e terá performance poética do próprio autor e do ator Gilberto Gomes, além de musica ao vivo, enquanto o romancista autografa o exemplar adquirido pelos presentes. “Este trabalho está pronto desde 2003, mas só agora me foi possível editar; não é mais um livro de poesia como os dois anteriores, é uma história de amor com um final surpreendente”. Afirma o escritor.
A obra traz uma outra novidade para o município, à inserção de outra modalidade artística; que são as gravuras do artista plástico Jorge Costa que assina ainda a capa do livro. “Foi um trabalho diferenciado, pois precisei ler os textos várias vezes em alguns capítulos, em outros a inspiração veio no instante em que lia a narrativa; a minha obra se completa na de Carlos e a dele na minha, é um trabalho a dois”. Diz o ilustrador contente em ver a obra sendo publicada. O mesmo criou as gravuras em 2008, depois que o autor lhe mostrou o texto e aí veio a ideia de ilustrar cada capitulo com um desenho o torna a leitura mais atrativa e agradável.
Para Adalva Cordeiro sua confreira na ASL e autora da introdução desta obra literária ora editada por Carlos Silva, o romance "SUA VOZ" é uma bela história de amor, permeada de sonhos, paixões, conquistas e desilusões e acrescenta: "é uma porta que se abre para todos que desejam adentrar-se pelo caminho da cultura e do saber". Ela firma ainda: “ele é um jovem privilegiado pela capacidade intelectual que possui, e conclui: parabéns, amigo. Vá em frente..."
O livro em seus 11 capítulos e suas 90 páginas retrata a indivisível relação entre os seres humanos deixando claro que haja o que houver, toda pessoa, mesmo que não viva “junto” terá seu encontro com o amor. Seja pelo seu olhar, pelo seu cheiro, pelo seu toque, pelo seu gesto, pelo seu passo, pela sua atitude, pela sua dança, pela sua graça, pela sua atenção, pela sua força, pela sua raça, pelo seu abraço, pelo seu beijo... pela sua VOZ...

domingo, 2 de agosto de 2009

Aniversário de Encantamento de Luiz Gonzaga

Foi nesta data, em 1989, que o Rei do Baião partiu para outra vida. Mas ele não nos deixou. Sua obra está aí, mais viva do que nunca para perpetuar seu nome e da arte nordestina. Que sua memória seja reverenciada com mais carinho e respeito, que resgatem o Parque Aza Branca, que não usem o nome forró para propagar música de má qualidade, cheia de pornografia, incitação a bebedeira e desvalorização da mulher. Viva o Nordeste, viva Gonzaga!

Segue abaixo, biografia extraída do site do Memorial Luiz Gonzaga.

CRONOLOGIA DA VIDA DE LUIZ GONZAGA
1912

Dia 13 de dezembro, sexta-feira. Nasce LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, na Fazenda Caiçara, em Exu, situada junto a Serra do Araripe, Pernambuco. Segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos, o Mestre Januário, sanfoneiro de 8 baixos afamado na região, e Ana Batista de Jesus, conhecida por Santana.

1920

O filho do Mestre Januário recebe seu primeiro cachê ao tocar substituindo o sanfoneiro em festa tradicional na fazenda: 20$000 (vinte mil réis). Ainda adolescente, torna-se conhecido em boa parte das regiões vizinhas.

1926

Aos treze anos, Luiz Gonzaga compra sua primeira sanfona, na cidade de Ouricuri, graças ao empréstimo concedido pelo coronel Manoel Ayres de Alencar: um 8 Baixos, Koch, marca veado, igual ao do Mestre Januário, ao preço de 120 mil réis. Quando saldou sua dívida, anunciou ao coronel Ayres que não iria mais trabalhar com ele, pois a partir de então, seria sanfoneiro profissional.

1929

Participa de um grupo de escoteiros e conhece Nazarena, por quem se apaixona e com quem namora às escondidas. Rejeitado pelo pai da moça, de família importante, aproveita o dia da feira e vai tirar satisfações da desfeita armado com uma faquinha, após uns goles de cana. Leva uma surra de Santana e foge de casa para o Crato, no Ceará, onde vende sua sanfoninha de 8 baixos.

1930

Luiz Gonzaga aumenta sua idade para sentar praça no Exército, na cidade de Fortaleza. Com o advento da Revolução de 30 segue em missão militar pelo Brasil como soldado Nascimento. Mestre Januário consegue reaver a sanfona vendida no Crato por 80 mil réis, através de um amigo, o Sr. José Lindolfo.

1931

Após o término do tempo legal de serviço militar, o soldado Nascimento escolhe continuar servindo no Exército, instituição que representou o papel de uma grande e importante escola. Nas horas vagas acompanhava, pelos programas de rádio, os sucessos musicais da época.

1933

Por não conhecer a escala musical, é reprovado num concurso para músico numa unidade do exército, em Minas Gerais. Vira tambor-corneteiro e ganha o apelido de "bico de aço".

1936

Gonzaga aprende a tocar sanfona de 120 baixos em Minas Gerais, com um soldado de polícia chamado Domingos Ambrósio. Para treinar, adquire uma sanfona de 48 baixos e aproveita as folgas da caserna para tocar em festas.

1938

Gonzaga é ludibriado por um caixeiro-viajante, a quem paga 500 mil réis em prestações mensais para adquirir uma sanfona branca, Honner, de 80 baixos. Foge do quartel, em Ouro Fino (MG), para ir buscar a sanfona em São Paulo. Lá chegando, descobre que não vendiam sanfona no endereço que o caixeiro lhe dera. Ao retornar ao hotel onde se hospedara, acaba comprando uma sanfona igualzinha à que tinha ido buscar, pelo valor das prestações que faltavam pagar, 700 mil réis, e que ele havia arrecadado com a venda da sanfona de 48 baixos.

1939

Luiz Gonzaga dá baixa das Forças Armadas, impulsionado por um decreto que proibia para os soldados um engajamento superior a dez anos no Exército. Desembarca no Rio com bilhetes comprados para Recife, de navio, e Exu, de trem. Enquanto aguardava a chegada do navio que o levaria ao Recife, resolve conhecer o Mangue, o bairro boêmio vizinho. E lá, com sua sanfona Honner branca, faz sucesso tocando valsas, tangos, choros, foxtrotes e outros ritmos da época. Através de um músico amigo, o baiano Xavier Pinheiro, casado com uma portuguesa, Gonzaga vai morar no morro de São Carlos, à época tranqüilo reduto português no Rio.

1940

Luiz Gonzaga modifica o seu repertório, pressionado por estudantes cearenses, e consegue tirar nota máxima no programa Calouros em desfile, de Ary Barroso, na Rádio Tupi, executando a música Vira e Mexe, um "xamego" (chorinho) lá do seu pé-de-serra. Pouco tempo depois vai trabalhar com Zé do Norte no programa A hora sertaneja, na Rádio Transmissora. Chega ao Rio seu irmão José Januário Gonzaga, fugindo da seca devastadora e trazendo um pedido de ajuda por parte de Santana. Zé Gonzaga passa a morar com o irmão.

1941

5 de março. Data da primeira participação de Luiz Gonzaga numa gravação da Victor, atuando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário França, na "cena cômica" A viagem de Genésio. Seu talento chama a atenção de Ernesto Augusto Matos, chefe do setor de vendas da Victor. E no dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal, e exclusivo da Victor, quatro músicas que são lançadas em dois 78 rotações. É publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom. Ainda em 41, Gonzaga grava mais dois 78 rotações. O sucesso havia chegado, e Gonzaga já era chamado como "o maior sanfoneiro do nordeste, e até do Brasil".

1944

O apelido "Lua", invenção de Dino 7 Cordas pelo rosto arredondado de Gonzaga, é divulgado pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional.

1945

11 de abril. Luiz Gonzaga grava o 25º disco de sua carreira como sanfoneiro, e o primeiro como cantor, com as músicas Dança Mariquinha, mazurca de sua autoria com letra de Miguel Lima, e Impertinente, polca também de sua autoria, instrumental. Mas a afirmação como intérprete só chega com o 31º disco, lançado em novembro, pelo sucesso estrondoso da mazurca Cortando o pano, uma parceria com Miguel Lima e Jeová Portella. Em 22 de setembro nasce Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, Gonzaguinha, fruto de um relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Desejoso de encontrar o parceiro certo para expressar sua musicalidade sertaneja, Luiz Gonzaga procura o cearense Lauro Maia. Este apresenta-lhe o cunhado, também cearense, advogado e poeta, Humberto Teixeira. Era o mês de agosto. Esse primeiro encontro rendeu a primeira parceria, No meu pé de serra, xote que só seria gravado em novembro do ano seguinte.

1946

No mês de outubro o conjunto Quatro Ases e um Coringa, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, a música Baião, sucesso em todo país. Depois de receber a visita de Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos ausente. No retorno para o Rio, passa pela primeira vez no Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zédantas, estudante de medicina, músico por vocação, apaixonado pela cultura nordestina.

1947

Luiz Gonzaga grava em março o 78 rpm que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada Asa Branca, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestino. A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística, - embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se 'como cangaceiro' nos seus programas - assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional. Num domingo de julho, Gonzaga conhece na Rádio Nacional, a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece, e Gonzaga pensa em casar.

1948

No dia 16 de junho Luiz Gonzaga e Helena casam-se no Rio de Janeiro, e passam a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi.

1949

Aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém, interrompem a viagem quando estavam no Crato, por causa das desavenças e mortes entre os Sampaio e os Alencar. A grande violência que marcava a disputa entre os clãs rivais ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 49.

1950

Em janeiro, o médico formando Zédantas chega ao Rio, a fim de prestar residência no Hospital dos Servidores, para alegria de Gonzaga, que vai esperá -lo na plataforma da estação de trem. Nesse ano, Luiz Gonzaga lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zédantas que se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música A dança da moda, parceria com Zédantas que retratava a febre nacional pelo baião.

1951

Luiz Gonzaga já era o consagrado 'Rei do Baião', e o advogado Humberto Teixeira o 'Doutor do Baião'! Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo. Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro. Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zédantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo. Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião. Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite. Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria.

1952

Outubro de 1952, data do 71º disco da carreira de Gonzaga, o último 78 rpm com Humberto Teixeira, músicas já lançadas em anos anteriores. Hervê Cordovil é apresentado à Gonzaga por Carmélia Alves, e tornam-se parceiros.

1953

Catamilho é afastado por Gonzaga do seu conjunto, e Zequinha o acompanha. Gonzaga contrata Jurai Nunes, o Cacau, para tocar zabumba, e Oswaldo Nunes Pereira, o Xaxado para o triângulo. Mais tarde, por causa de sua baixa estatura, Xaxado seria apelidado de Salário Mínimo.

1954

Luiz Gonzaga conhece Neném, mais tarde Dominguinhos, aos 14 anos, na cidade de Garanhuns. Nesse mesmo ano seu primo, o vaqueiro Raimundo Jacó, é assassinado na região do Araripe.

1955

Luiz Gonzaga apresenta o trio formado por Marinês, Abdias e Chiquinho, que ficou conhecido como Patrulha de Choque Luiz Gonzaga.

1956

Marinês é coroada Rainha do Xaxado na Rádio Mayrink Veiga. A cantora japonesa Keiko Ikuta grava as músicas Baião de Dois e Paraíba.

1960

11 de junho: morre Santana, vitimada pela doença de Chagas, no Rio de Janeiro. 05 de novembro: Januário, aos 71 anos, casa-se com Maria Raimunda de Jesus, 32 anos, no Exu. Gonzaga participa, gratuitamente, da campanha de Jânio Quadros à Presidência da República.

1961

Gonzaguinha vai morar com o pai em Cocotá, Rio de Janeiro. Luiz Gonzaga torna-se maçom, e sofre outro acidente de carro que lhe desfigura o lado direito do rosto, ferindo gravemente o seu olho.

1962

11 de março: morre Zédantas, aos 41 anos. Luiz Gonzaga conhece João Silva.

1963

Luiz Gonzaga teve sua sanfona Universal, preta, roubada. Antenógenes Silva, seu amigo e afinador, lhe empresta uma sanfona branca. A partir de então, adota a cor branca para suas sanfonas, e a inscrição "É do povo" em todos os seus instrumentos. Luiz Gonzaga conhece o poeta cearense Patativa do Assaré.

1964

Gonzaga compra terrenos em Exu, onde irá construir o Parque Aza Branca.

1968

Carlos Imperial, apresentador de programas de rádio e televisão, espalha o boato de que The Beatles gravara a toada Asa Branca. Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo, advogada, numa festa junina em Caruaru.

1971

A Missa do Vaqueiro é celebrada pela primeira vez, em memória de Raimundo Jacó. Desde então passa a ser anualmente celebrada, tornando-se evento tradicional em Pernambuco.

1972

Gonzaga apresenta o espetáculo Luiz Gonzaga volta para curtir, no Teatro Tereza Rachel, no Rio, produzido por Capinam, para uma platéia formada maciçamente por estudantes. Nesse ano, rompe o contrato de 32 anos com a RCA.

1973

Gonzaga é levado para a EMI-Odeon por Fernando Lobo, onde permanece por dois anos. Recebe o título de Cidadão Paulista, e inicia a reforma dos imóveis que havia comprado na entrada da cidade de Exu.

1975

Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida.

1976

Luiz Gonzaga assina novamente contrato com a RCA Victor.

1978

11 de junho: morre o Mestre Januário.

1979

No mês de outubro morre Humberto Teixeira.

1980

Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II na capital cearense. Inicia, em parceria com Gonzaguinha, a turnê do show Vida do Viajante, que percorre várias cidades brasileiras, estendendo-se até o ano seguinte, quando é lançado o álbum duplo da gravação do show, ao vivo.

1982

Luiz Gonzaga viaja para Paris, onde se apresenta na casa de espetáculos Bobino, na noite de 16 de maio, a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. A partir desse ano, Luiz Gonzaga passa a assinar como Gonzagão quase todos os seus disco, forma como havia sido chamado por ocasião de sua turnê com Gonzaguinha.

1984

Gonzaga recebe o primeiro disco de Ouro com o LP Danado de Bom, no qual tinha João Silva por principal parceiro, e que receberia um segundo Disco de Ouro em seguida. João Silva seria seu grande parceiro, a partir de então. Morre Jackson do Pandeiro. Gonzaga recebe o Prêmio Shell.

1985

Gonzaga recebe o prêmio Nipper de Ouro, homenagem internacional da RCA a um artista de seu quadro. Luiz Gonzaga recebe dois discos de ouro para o LP Sanfoneiro Macho.

1986

Luiz Gonzaga participa do festival de música brasileira na França, Couleurs Brésil, evento que inaugura o programa dos anos Brasil-França 86-88. O Rei do Baião apresentou-se na Grande Halle de La Villette no show de encerramento, junto com outros artistas brasileiros, para um público aproximado de 15 mil pessoas. O LP Forró de Cabo a Rabo, deu a Luiz Gonzaga dois discos de ouro e um de platina.

1988

Em junho pede o desquite, separa-se de Helena, e assume o relacionamento com Edelzuíta Rabelo. Neste ano também desliga-se definitivamente da RCA.

1989

Luiz Gonzaga grava pela Copacabana Records seus últimos discos. 21 de junho: é internado no Hospital Santa Joana, no Recife.

02 de agosto: morre Luiz Gonzaga, aos 76 anos de idade.

FONTE: Memorial Luiz Gonzaga

http://www.recife.pe.gov.br/mlg/gui/Index.php

COMEÇA HOJE (02/08), O 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO

Durante seis dias a corte do sertão recebe mostras competitiva e especial no segundo ano do festival

Localizada no Sertão do Pajeú, Triunfo recebe de 2 a 7 de agosto, a 2ª edição do Festival de Cinema do município com 51 produções, de 11 estados brasileiros, os quais participam das mostras competitiva e especial.
O Cine Teatro Guarany recebe a partir deste domingo (02) uma verdadeira maratona audiovisual, com o melhor do cinema nacional independente. O Festival, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com apoio da prefeitura irá distribuir mais de R$ 26 mil em prêmios.
As produções serão analisadas por duas comissões, de onde sairão os premiados que receberão o Troféu Careta além dos seguintes prêmio em dinheiro: R$ 7 mil (melhor longa 35mm), R$ 3,5 mil (melhor curta 35mm) e R$ 2,5 mil (melhor curta digital). Os inscritos ainda poderão concorrer em categorias específicas, que não contarão com premiação em dinheiro. São elas: Fotografia, Trilha Sonora, Melhor Direção, Produção, Direção de Arte, Som, Roteiro, Ator e Atriz.
Receberão também o Troféu Careta alguns nomes importantes do cinema local e nacional: o montador Severino Dadá, o cineasta Rosemberg Cariry e o ator Tuca Andrada.
O festival também disponibilizará premiação especial, concedida pelo júri popular, para o Melhor curta-metragem para a infância, além de sessão especial, sempre às 16h, para produções voltadas a esse público específico.
Além da mostra competitiva, o 2° Festival de Cinema de Triunfo apresenta uma mostra especial, com quatro filmes: Alumia (PE), de Andréa Ferraz e Carol Vergolino, filme que fala sobre questões básicas da filosofia ocidental: casamento e filhos; luz e escuridão; céu e inferno; vida e morte; Corisco e Dadá (CE), de Rosemberg Cariry, contando a história de amor desses dois personagens; o documentário de Luci Alcântara, Geração 65: aquela coisa toda (PE), que reconstrói a trajetória desse movimento literário pernambucano; além de Da Fotodocecópia à Água que Move a Vespa, de Mariana D'Emery e Raphaela Spencer.
Durante o Festival o púbico poderá participar também de oficinas de audiovisual qua acontecem a partir desta segunda-feira (03) até o dia 7 der agosto (vide serviço).
Os dois cursos serão realizados das 9h às 13h, no Centro Pastoral Diocesano Stella Maris, Sítio Horta, Centro. As inscrições podem ser feitas no Cine Teatro Guarany, Praça Carolino Campos, Centro, das 8h das 12h e das 14h às 17h, até o dia 3 de agosto, ou pelo e-mail
festivaldecinemadetriunfo@gmail.com, com o título INSCRIÇÕES OFICINAS, contendo dados pessoais. Mais informações pelo telefone (81) 3184.3074.

Serviço:

2º Festival de Cinema de Triunfo - De 02 a 07 de agosto
No Cine Teatro Guarany, Praça Carolino Campos – Triunfo/PE

02/08 – Domingo

19h – Cerimônia de Abertura Oficial do Festival
MOSTRA ESPECIAL – hours concours
20h – Classificação 14 anos
Corisco e Dadá (1996, 96 min,CE), de Rosemberg Cariry

OFICINAS:
Local: Centro Pastoral Diocesano Stella Maris, Sítio Horta, Centro
De 03 a 07 de agosto, das 09h às 13h


- Caçando Locações, ministrada pelo premiado diretor de fotografia Flávio Ferreira.

A idéia da oficina é aprimorar o olhar fotográfico, em busca de locais apropriados para filmagens. No curso, com carga horária de 20h/aula, os alunos terão aulas teóricas e práticas. A proposta é iniciar um banco de dados sobre o município de Triunfo, para utilização por produtores, assim incentivando a atividade audiovisual da região.




- Cine Anima, ministrada pelo Coordenador do Ponto de Cultura Cinema de Animação do programa Cultura Viva, Lula Gonzaga

Nesta oficina os participantes entrarão em contato com equipamentos cinematográficos, participando de todo o processo de confecção de desenhos, cenários e seqüências de animações.

Inscrições no Cine Teatro Guarany, Praça Carolino Campos, Centro, das 8h das 12h e das 14h às 17h, até o dia 3 de agosto. É possível também realizar inscrição pelo e-mail
festivaldecinemadetriunfo@gmail.com, com o título INSCRIÇÕES OFICINAS, contendo dados pessoais. Mais informações pelo telefone (81) 3184.3074.


CLIQUE E
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 2º FESTIVAL DE CINEMA DE TRIUNFO


Fonte:
www.fundarpe.pe.gov.br