sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vem aí o 2º Pajeú em Poesia

No dia 06 de Dezembro de 2009 (dom.) Afogados da Ingazeira/PE recebe Cantadores e Declamadores no 2º Pajeú em Poesia. (Clique na imagem para ampliar)
Estamos todos convidados!

“Forró” estilizado e seus inconvenientes

Por Robson Fernando
O chamado “forró” estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.
Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre a sociedade.
Os ouvidos dos nordestinos, ao longo dos últimos anos, vêm sendo sacudidos, desejada ou indesejadamente, por versos de efeito-chiclete como “Chupa, chupa, chupa que é de uva”, “Abre, abre, abre-abre-abre”, “Piri-piri, piri-piri, vamo beber, vamo beber”. Muitos adoram e celebram os prazeres sexuais da juventude que por tanto tempo foram reprimidos pela tradição católica nordestina e liberados pela superação das velhas normas sociais repressivas.
Por outro lado, tantos odeiam o ritmo, por uma série de motivos que fazem dele um veículo de comportamentos libertinos e até nocivos. Vale descrever os pontos mais criticados do FF:
a) Apelo sexual e apologia ao sexo irresponsável
Seja pelas letras de pornografia implícita ou escancarada – em que são exaltadas as delícias do sexo e posições sexuais como sexo oral, abertura de pernas e até a penetração –, pelo figurino sumário das dançarinas, vestidas com “pedaços de pano” que por pouco não deixam de cobrir suas partes íntimas, ou mesmo pelo comportamento dos cantores no palco, o tema pornográfico é muito frequente. É, aliás, um dos pilares temáticos do FF. São corriqueiras também as danças sensuais e os gemidos eróticos de vocalistas femininas.
Também destaca-se a irresponsabilidade da forma como o sexo é abordado no FF, com a falta de dedicação à segurança da camisinha e a cativação de um público adolescente que ainda está aprendendo suas primeiras noções sexuais. Os efeitos esperados da pornografia musical do ritmo são uma maior ferveção juvenil por sexo e um grande aumento da suscetibilidade de adolescentes à maternidade/paternidade indesejada e à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
A sexualidade do FF não seria um problema preocupante se o estilo não tivesse grande parte de uma geração adolescente como público-alvo e não induzisse tantos jovens na flor da idade (entre 13 e 24 anos) ao sexo irresponsável e inconsequente que gera filhos(as) indesejados(as) e propaga patologias.
b) Exaltação à prostituição
Os cabarés “pegam fogo” e jovens homens dirigem caminhonetes cheias de prostitutas – essa é a segunda parte da temática relativa ao erotismo no FF. Não seria intrinsecamente um mal se não incomodasse tantas pessoas que, adotando determinados valores culturais de moral e decência, acabam “obrigadas” a ouvir o que não gostam – apologias ao sexo pago – por causa do alto volume dos carros dos curtidores do estilo, se não cantasse a prostituição de forma a induzir à libertinagem e à irresponsabilidade sexual como é feito na maioria das músicas com esse tema e se não se concentrasse na prostituição feminina.
É, aliás, o fato de haver apenas prostitutas mulheres nas músicas um dos ingredientes da misoginia moral característica do ritmo, a qual transforma moças em brinquedos sexuais, como exposto no próximo ponto.
c) Misoginia moral e machismo
Há uma relação de dominação sexual do homem sobre a mulher em muitas canções do FF: as mulheres são cantadas como nada mais que brinquedinhos de sexo usados pelos “safados”, “gostosões” e “garanhões” nas horas “quentes”. Elas, sendo ou não prostitutas segundo as letras, são concubinas de sexo e eles, seus parceiros, são os comandantes da cama. Tem destaque a música “Lapada na Rachada”, que fez sucesso em 2006, em que a vocalista, entre gemidos, diz “Sou sua cachorrinha”.
Em tempos de avanços na diminuição da desigualdade de gêneros e do regime social do machismo, a reanimação desse comportamento não poderia ser pior e mais interferente, uma vez que atrapalha muito a afirmação da mulher como pessoa independente, sexualmente assertiva, senhora de si mesma e ávida por respeito e reconhecimento de sua dignidade perante os homens.
O machismo do FF também é uma investida contra a dignificação feminina porque ajuda a manter uma cultura discriminatória, em que o homem que “pega” muitas mulheres é o “garanhão”, o “gostosão” e a mulher que se relaciona com muitos rapazes é vista como “cachorra”, “vagabunda” e outras desqualidades mais, e fomenta o desejo sociocultural do homem de se afirmar como dominante sexual, deixando em última análise uma situação macrossocial mais suscetível à ocorrência de estupros.
d) Incentivo à infidelidade, banalização da traição conjugal, desvalorização do amor
Muitas bandas descrevem como fundamentos temáticos do ritmo “cachaça, mulher e gaia”. A última nada menos é do que o “chifre”, a traição conjugal. O amor fiel, o romance e o namoro respeitoso foram escanteados na cultura juvenil que o FF ajudou a erguer no Nordeste.
As letras que falam como é “bom” trair o(a) parceiro(a) vêm influenciando significativamente o comportamento amoroso dos jovens. Não há pesquisas sociais largamente disponíveis sobre o assunto, mas alguém que convive com admiradores desse estilo musical constatará que é quase generalizado que o curtidor de FF tenha tido uma ou mais relações amorosas paralelas ao seu namoro, ainda que breves.
Poderia ser apenas uma mudança inofensiva de costume social em que a dedicação a uma única pessoa fosse substituída pela divisão consentida do indivíduo entre o namoro principal e relações conjugais efêmeras paralelas. Mas isso não parece ter acontecido, uma vez que muitos dos relacionamentos em que traições foram descobertas desintegram-se em conflitos, na degradação dos sentimentos mútuos e no rompimento definitivo entre os companheiros.
e) Apologia ao alcoolismo
O alcoolismo social tornou-se ainda mais forte entre a juventude nordestina com a ascensão do FF nas rádios e palcos da região. A própria embriaguez é cantada como algo “bacana”, como sendo “o máximo”. Beber cerveja ou cachaça até cair é praticamente uma ordem dada por muitas canções, com destaque para as músicas “Piri-piri, vamo beber, vamo beber” e “Beber, cair e levantar”, que fizeram sucesso em 2007 e 2008.
As consequências esperadas para a exaltação do consumo imoderado e irresponsável de bebidas alcoólicas são as piores possíveis, incluindo-se o estímulo ao aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motoristas bêbados e da violência doméstica cometida por homens ou mulheres nessa condição.
f) Parceria com vaquejadas
Canções exaltando a cultura das vaquejadas, eventos ditos “esportivos” que lançam mão da crueldade contra animais (bois e cavalos) para acontecer, são mais raras no FF, mas há uma parceria fiel entre bandas desse estilo e tais atividades. Atualmente, no cronograma de qualquer vaquejada, há shows com a presença desse ritmo. É uma aliança em que os ataques à moralidade somam-se às agressões contra bichos. Saem ganhando as bandas (e seus empresários), que obtêm muito dinheiro no faturamento dos shows e nos patrocínios; as indústrias de bebidas alcoólicas; os donos de bares e os organizadores de vaquejadas. Saem perdendo os namoros, noivados e casamentos; as famílias que sofrem – muitas vezes com perda de vidas – com acidentes de trânsito ou violências domésticas; os valores do amor, do respeito conjugal e da fidelidade; as mulheres e sua dignidade; e os animais.
Pergunta-se muito: o que se pode fazer para parar as consequências do avanço do Falso Forró sobre a juventude nordestina? Como será possível curar as feridas socioculturais infligidas? Como se conseguirá implementar, depois de anos de domínio desse ritmo nos rádios e na cabeça dos jovens, uma cultura de respeito, responsabilidade e consciência? O tempo vai dizer como essas perguntas serão respondidas.
Por enquanto, muito pouco ainda vem sendo feito para coibir os abusos do FF, destacando-se a iniciativa da Prefeitura de Caruaru de proibi-lo nas festas juninas de 2009 e liberar apenas forró pé-de-serra e o forró estilizado mais tradicional, com letras moderadas. A discussão de novas ações de hoje em diante é muito necessária entre sociólogos, educadores, músicos, jovens e outras categorias interessadas na correção dos problemas que o ritmo aqui abordado vem causando.
Fonte: Blog do Crato

GATO POR LEBRE!

Por Flávio Leandro
Está acontecendo no Nordeste uma grande inversão de valores no seu maior patrimônio musical, o forró. Estão vendendo gato por lebre e nós, forrozeiros e forrozeiras, temos uma grande parcela de culpa nisso tudo. Tem um ditado que diz “quando onça sai pra beber água, veado faz a festa”. É verdade! Quando Gonzaga faleceu em 1989 o forró ficou sem um guia. A música popular nordestina ficou com uma grande lacuna. Em vez de nos unirmos, cada um foi fazer sua música de forma isolada. Um dizendo que é rei disso, outro falando que é príncipe daquilo. No início dos anos 90 começou um movimento musical no Ceará inicialmente batizado por Oxente Music. Começou franzino, raquítico, sem vez, nem voz! Em virtude de nossa falta de vigília os inversores começaram a vender o oxente como forró. Deu no que deu. A maior injustiça cometida à musica nordestina. A mídia, os críticos e os forrozeiros pra diferenciar uma pegada da outra batizaram nosso forró como pé-de-serra, tentando criar uma selo de qualidade. Outro grande erro. Nivelamos por baixo. O Pé-de-serra é uma subdivisão do forró. É, na verdade, uma alusão geográfica ao local onde se está tocando o forró. Da mesma forma, forró universitário, forró de pé-de-calçada, forró de latada, etc. O que nós temos que bradar aos quatro cantos do mundo é que tocamos FORRÓ, somente FORRÓ! Como é que somos donos do milharal e vamos nos contentar somente com a pamonha? Eu digo sempre que o forró é um grande pote apoiado no tripé: SANFONA, ZABUMBA, TRIÂNGULO. Qualquer um desses elementos que tirarmos o pote cai! Portanto, dá pra perceber nitidamente que o que essas bandas tocam não é forró, pois não usam zabumba e nem triângulo e os projetos de sanfoneiros que tocam, na verdade, são tecladistas com um acordeon grudado no peito. A grande maioria não sabe tocar nos baixos. Usam a mão esquerda somente pra movimentar o fole. São uns “foleiros”! .... O forró tem dois momentos distintos. Um com Gonzaga e outro sem ele! Quando o velho lua partiu deixou um carro bonito, possante, com o tanque cheio, revisado, etc. Esse carro eu chamo de forró! Gonzaga deixou a chave deste belo veículo para motoristas habilitados conduzirem. Por descuido dos forrozeiros de plantão esse precioso automóvel foi roubado e está sendo dirigido por pessoas desabilitadas. No momento, estamos correndo atrás dos assaltantes! ...As duas coisas que mais me irritam nessas bandas é a questão delas chamarem o que tocam de forró e a pornografia escancarada! No mais, tiramos alguns proveitos que podem ser destacados. O principal deles é a desvinculação do mercado fonográfico do eixo Rio-São Paulo. Hoje, praticamente tudo que se grava é prensado e distribuído a partir do Nordeste. Nomes pomposos como SONY, WEA, etc., perderam campo para selos simplórios como, DN MUSIC, SOM ZOOM, POLYDISC, etc.Portanto, em se tratando de geração de divisas, emprego e renda elas deram uma sacudida palpável na economia nordestina. Só que o preço que estamos pagando é alto demais.
Acho que tem como um pai de família ganhar seu suado dinheirinho fazendo o que presta!
Fonte: http://flavioleandro.mus.br/novo/?q=node/35

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Altos cachês

Copiado do Blog do Jamildo.
Jonathan Lopes, leitor do blog do jornalista Jamildo Melo, relata sua indignação com os altos cachês pagos as "bandas" de forró falsificado.
Caro Jamildo,
Neste momento de crise mundial, onde o desemprego toma conta do País e falta dinheiro para o governo investir em SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO, fiquei revoltado com a farra que está sendo feita com o dinheiro público, pelo secretário Silvio Costa Filho, do governo Eduardo Campos. Sob o pretexto dos festejos natalinos, a Empetur gastou, por exemplo, no municipio de JUCATI o exorbitante valor de R$ 197.000,00 para contratar a Banda Calypso e Brasas do Forro. Bom, há de se considerar que a Banda Calypso encontra-se no auge de sua carreira e poderá elevar o seu cachê. Agora, observe, já no municipio de IPUBI, gastou-se R$ 187.000,00 para contratar a Banda Forró do Muído e Tropicália. Nunca ouvi falar na minha vida. Em SERINHAEN, novamente R$ 187.000,00 com a Banda Forró Playboy, Mulheres Perdidas e Bagagio, provavelmente a Banda Forró Playboy deve ser uma homenagem ao SECRETARIO PLAYBOY. Em PALMEIRINA, mais R$ 197.000,00, em Belém do Maria R$ 187.000,00 e por ai vai... Não importa quem vai tocar os valores variam entre R$ 187.000,00 e 197.000,00, provavelmente a tabela da reeleição imposta o erário público. Segue em anexo a publicação realizada no diario oficial do estado para você divulgar. Enquanto isso a FUNDARPE paga aos artistas pernambucanos, tais como ED CARLO R$ 15.000,00; ALMIR ROUCHE R$ 25.000,00, PATUSCO R$ 25.000,00, MARROM BRASILEIRO R$ 13.000,00, ORQUESTRA POPULAR DA BOMBA DO HEMETÉRIO R$ 25.000,00. QUE DIFERENÇA!!!!!!!!!!
JONATHAN LOPES
Ameaça de CPI - Depois das denúncias de suspeita de superfaturamento em patrocínios na Secretaria de Turismo estadual, a oposição na Assembleia deve tentar colher assinaturas para pedir a instalação da CPI das Festas.
Fonte: Blog do Magno (25/11/2009)
http://www.blogdomagno.com.br/

DEU NO JC ONLINE

Artistas locais negam cachês. Empetur será investigada

Publicado em 26.11.2009, às 10h15
Por José Telles Do Jornal do Commercio


A denúncia da oposição ao governo do Estado, sobre supostos cachês superfaturados para bandas e cantores em eventos públicos acontecidos entre o final de 2008 e início deste ano, levou artistas locais a negarem os dados fornecidos pela Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), ligada à secretaria de Turismo. E a oposição, ontem, reforçou a suspeita com uma visita ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, enquanto o governo – garantindo transparência – também foi ao TCE solicitar uma auditoria especial parta investigar o “suposto superfaturamento” apontado pela oposição na empresa.
No meio artístico, as reações partiram do cantor e compositor Silvério Pessoa e do empresário da Spok Frevo Orquestra, Wellington Lima. Ambos disseram que receberam valor bem abaixo do divulgado.
Silvério se disse indignado e perplexo. Em meio à relação de nomes e respectivos cachês que teriam sido superfaturados, consta que ele recebeu R$ 76 mil por uma apresentação em Paulista, no Grande Recife: “Luto muito para ganhar um cachê deste. Meu cachê fica entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. Não sei onde foram arranjar esta quantia”, comentou o músico, que se disse tranquilo em relação ao assunto: “Minha contabilidade está à disposição de quem quiser conferir o que recebo”.
Já sua mulher, e produtora Karina Hoover, da Casa de Farinha Produções, foi mais incisiva. Em nota, ela disse: “Silvério é um artista que mora no Recife e sempre trabalhou de forma independente com a sua música e sua carreira, dentro de uma realidade de mercado e possibilidades, trabalhando com cachês que giram em torno de R$ 12 mil a R$ 15 mil, de acordo com o show a ser apresentado”, diz o texto, completando que nunca o artista recebeu o valor divulgado de R$ 76 mil.
Karina garantiu que, para esse show em Paulista, eles foram contratados pela empresa produtora do evento que pagou o cachê de R$ 15 mil, referente a Silvério e equipe, ficando sob responsabilidade desta produtora a emissão da nota geral e despesas com recolhimento dos impostos devidos. “Nunca recebemos um valor de R$ 76 mil para um show de Silvério Pessoa, o que pode ser observado em outras tantas contratações de um show dele feitas pelo governo, através da Fundarpe (FIG 2009) e Prefeitura do Recife (Carnaval e São João 2009)”, protesta Karina.
Para ela o artista já tem dificuldades em fechar shows, e ainda surgem problemas como este: “A empresa vai ter agora que mostrar um recibo nosso neste valor, que nunca passamos para ninguém. Então a gente quer que eles nos mostrem onde está a diferença e para quem ela foi”.
A Spok Frevo aparece na lista da Empetur como tendo recebido R$ 100 mil por duas apresentações, uma em Itamaracá, em 24 de janeiro deste ano, e outra na praia de Ponta de Pedras, em Goiana, em 20 de dezembro de 2008. O empresário Wellington Lima informou que o cachê do grupo é de R$ 20 mil, chegando a R$ 25 mil no período carnavalesco.

Fonte:
JC Online

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ATENÇÃO!

Fundarpe divulga mudanças no edital dos Pontos de Cultura

Prazo de inscrição foi ampliado e a entidades da Região Metropolitana do Recife e da Mata Norte poderão concorrer ao edital


Da Redação do pe360graus.com

A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) divulgou, nesta terça-feira (24), duas mudanças no edital dos Pontos de Cultura. As inscrições que encerrariam na quinta-feira (26) foram prorrogadas e entidades de outras duas regiões do estado também poderão concorrer.
O novo prazo para o fim das inscrições ainda não foi definido, mas deve ser divulgado até a próxima sexta-feira (27) no Diário Oficial do Estado, de acordo com a assessoria da Fundarpe.
Com as mudanças, também poderão concorrer entidades da Região Metropolitana do Recife e da Mata Norte, regiões que antes não eram atendidas pelo edital deste ano. Com isso, a Fundarpe vai receber projetos de todas as cidades de Pernambuco.
Apesar da ampliação, vai permanecer em 40 o número de entidades com projetos culturais que serão selecionadas. Cada novo Ponto de Cultura receberá um repasse de R$ 180 mil, em três parcelas anuais, para manutenção e registro dos trabalhos que vêm sendo realizados na localidade.
Serão destinados R$ 7,2 milhões para o fomento e desenvolvimento de atividades de todas as entidades selecionadas. Poderão concorrer ao edital pessoas jurídicas ou organizações tituladas como Organizações Não Governamentais. Outras informações podem ser obtidas pelo site da Fundarpe (www.fundarpe.pe.gov.br).

Copiado de:
pe360graus

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Análise do III - Momento da Consciência

Por Denis Gomes

Foi tudo muito bonito. A boa vontade, o espírito de cooperação e a dedicação fizeram o III – Momento da Consciência Negra em Triunfo acontecer.
Desde a última 5ª feira até ontem (dom) estivemos no teatro, nas ruas da cidade, nas praças e no sítio Águas Claras, onde existe uma comunidade remanescente quilombola.
Tudo aconteceu conforme a programação prometida pelo grupo Ambrosino Martins – promotor do evento. Com muita raça Paulo Henrique, Lelo, Tony, Serginho, Cristiano, Igor, Airlan, Élder, enfim, esta galera 10 abraçou a causa e marcou a passagem do Dia Nacional da Consciência Negra no nosso município, contando com a colaboração dos grupos culturais Lótus, Expressart, Só Triscando, Maracatu Nação Serra Grande do Pajeú, Projeto Tonhão, @mininera, Radiola Serra Alta, DJ Serginho Figura, Coco da Águas Claras e Cutilada que se apresentaram gratuitamente. Concorreram, ainda, para a realização do evento os artistas populares Seu Zé Bernardo e Manoel Baião que através de um desafio de improviso e batendo o pandeiro conduziram ao clímax o nosso momento do domingo lá em Águas Claras.
Convém lembrarmos e agradecermos, também, aos incentivadores culturais e patrocinadores do evento: Josivan Geraldo, Paulo Ítalo, Centro Sabiá, Triunfo Construções, Engenho São Pedro, Elizabete (gerente da agência BB de Triunfo), Lar Sta. Elizabeth, Seu Landa e FUNDARPE. O apoio destas pessoas e empresas foi fundamental para a montagem da estrutura que nos permitiu a concretização do evento. A vocês nosso muito obrigado e parabéns pela disponibilidade!
Agradecemos, também, a Marcos Daniel, Lucivaldo Ferreira, Cesarnildo Santos, Wagner Lopes e Cristiano Montalvão que aceitaram o convite e expuseram seus pensamentos na Mesa Redonda, a qual foi assistida por dezenas de alunos das redes pública e privada do nosso município.
Valeu a pena! Tudo aconteceu de forma pacata, disciplinada, bem organizada e agregou valores sócio, educativos e culturais. Foi um momento de diversão, aprendizado e reflexão.
Quero destacar o dia de ontem, quando aconteceu a conexão com o sítio Águas Claras. Que dia maravilhoso! Imaginem vocês o mungunzá, a carne de galinha, o angu e a cachaça nos alimentando para pisarmos o coco naquela tarde domingueira. A poeira subiu e deu charme à festa. Foi emocionante assistir ao grupo de coco daquela comunidade. Como eles pisam com peculiaridade e propriedade. Quanto charme! As interferências dos moradores dali ratificaram o entrosamento e a disponibilidade de todos em contribuir para o crescimento deste evento que mostrou, mais do que nunca, que veio pra ficar e tem compromisso com nossos valores. Que show de improviso nos deram Seu Zé Bernardo e Zé Baião! Quanta elegância dos dançarinos (as) do Expressart e quanta fantasia nas calungas e no palhaço do Lótus e Percussão. Valeu estar lá!
Registramos, com pesar, a falta de consideração dos gestores de cultura do município que não atenderam ao nosso convite, que foi oficializado. Apesar disto, não se verificou a presença de nenhum membro da Secretaria de Cultura em nenhum momento do evento. Também não contribuíram enviando uma equipe para a limpeza do Guarany ou, sequer, divulgaram, conforme solicitado, no carro de som. Lamentamos, também, a vergonha que sentimos diante dos nossos visitantes que compareceram à Noite Negra Alternativa, na Praça José Veríssimo Júnior. Os banheiros estavam mais fétidos que nunca. Ouviam-se os comentários que lembravam os banheiros dos terminais rodoviários. Para agravar ainda mais a situação, quando Nildo Mocotó fechou o seu bar, fechou também os dois banheiros. Não deu outra: uréia nas portas dos boxes da praça. Culpa de quem? A Secretaria de Administração sabia que iria acontecer o evento, mas não atendeu aos pedidos da organizadora.
Bom, contudo exposto, chegamos ao término desta edição com a certeza do dever cumprido e a convicção de que temos a responsabilidade como cidadãos de comparecer, apoiar, respeitar e promover a cultura que ladeia a educação. Só assim melhoraremos o mundo, a começar pelo pedacinho onde habitamos. Berrar contra a segregação política faz parte deste processo. Parabéns, mais uma vez, aos guerreiros abnegados do Ambrosino Martins e a comunidade remanescente quilombola de Águas Claras.

Estamos, desde já, firmes e dispostos a lutar pelo evento do próximo ano.

Valeu!

Sim, valeu, Denis! Nós fazemos a nossa REVOLUÇÃO!
O BTB assina embaixo!

Imagem: Maracatu Serra Grande do Pajeú ( Reprodução - Blog do Imperador )

domingo, 22 de novembro de 2009

O Brasil perde Jorapimo, ícone da cultura e da beleza Pantaneira

MORRE EM CAMPO GRANDE O ARTISTA PLÁSTICO JORAPIMO, DE CÂNCER
Jorapimo estava internado no Hospital Universitário e faleceu às 6h40 de hoje


Silvia FriasEntre em contato

O Pantanal foi a grande inspiração da obra de Jorapimo

Faleceu hoje de manhã no Hospital Universitário o artista plático José Ramão Pinto de Moraes, 72 anos, conhecido como Jorapimo. Há três anos lutava contra câncer de bexiga, fazendo o tratamento em Campo Grande. Há uma semana foi internado no HU e faleceu hoje, às 640. O corpo de Jorapimo será velado na Pax Real do Brasil, em Campo Grande e, posteriormente, será transladado para Corumbá, onde será sepultado no cemitério municipal, no bairro Cervejaria. O artista plástico deixa esposa, Lenir e a filha única, Simone. José Ramão Pinto de Moraes, mais conhecido como Jorapimo, nasceu em Corumbá em 1937 e começou a pintar na década de 1950. Fascinado pelo universo criado pelos mestres Gauguin, Cézanne, Van Gogh, Lasar Segall, Anita Malfatti e Cândido Portinari, Jorapimo abraçou o expressionismo que, entre outras possibilidades, busca "deformar" a figura para ressaltar o sentimento. Para dar forma às suas obras, o artista utiliza a técnica da espátula. O Pantanal foi sua grande inspiração. Jorapimo retrata a natureza e o homem que nela vive.O corumbaense já participou de diversas mostras coletivas e individuais em Campo Grande, Corumbá, Cuiabá, São Paulo, Rio Claro, Campinas e Vitória. Suas obras já foram expostas também no Japão, Alemanha, Estados Unidos, Paraguai, Bolívia e Uruguai.

Copiado de: De TV MORENA

22 de Novembro – DIA DO MÚSICO

Hoje é o dia de Santa Cecília, a padroeira dos músicos, por isso no dia 22 de novembro comemoramos o dia do músico e da música.

O BTB jamais poderia deixar passar em branco esta data, já que o blog é editado por dois músicos: André Vasconcelos e Lucivaldo Ferreira.
Arranjadores, compositores, pesquisadores, regentes, intérpretes, instrumentistas... Não importa em qual área desta arte você atue, você foi escolhido para traduzir a linguagem de Deus aos homens.
Creio que nada nos aproxima tanto do nosso pai celeste quanto a música, por isso somos especiais, embora tão desvalorizados.
Nossos sinceros parabéns a todos os músicos do mundo, sobretudo aos músicos pajeuzeiros, e especialmente àqueles que vêm mantendo sofrivelmente as tradições do repente, do aboio, das filarmônicas e demais tradições esquecidas pelos governozinhos fascistas do nosso sertão querido.

Um pouco da História da nossa padroeira
Santa Cecília

Santa Cecília viveu no século III e pertencia a uma das famílias maistradicionais de Roma. Assim que atingiu a maturidade, seus pais a prometeramem casamento para um jovem chamado Valeriano, também membro da altasociedade local.
Mesmo contra sua vontade, Cecília aceitou a decisão de seus pais, mas pediuque o rapaz se convertesse ao Cristianismo e respeitasse o seu voto decastidade, concedido a Deus. Valeriano, então, foi catequisado e batizadopelo Papa Urbano e, após o casamento, seu irmão Tibúrcio também tornou-secristão.
Nesta época, por ordem do alcade Almachius, era proibido o sepultamento decristãos em Roma, mas Valeriano e Tibúrcio, desobedecendo as leis vigentesna época, dedicaram-se a sepultar todos os cadáveres de cristãos queencontravam. Ambos acabaram sendo presos e levados diante do alcaide, quelhes garantiu a liberdade caso adorassem o Deus Júpiter. Eles, porém,disseram que adorariam somente o verdadeiro Deus e seu filho Jesus Cristo.Pela recusa, foram cruelmente torturados e condenados a morte, sendo os doisdecapitados na localidade de Pagus Tropius, nas proximidades de Roma.
Cecília foi presa quando enterrava os corpos do marido e do cunhado. Levadaa julgamento, também negou-se a adorar outro Deus, e disse preferir a mortea ter que renegar o Cristianismo. Assim sendo, foi condenada a morte porasfixia, em uma câmara de banho turco totalmente fechada. Ao ser colocada nacâmara, começou a cantar incessantemente músicas de louvor a Deus - por estemotivo e pelo dom de ouvir músicas vindas dos céus, ficou consagrada comopadroeira dos músicos.
Passadas várias horas, Almachius ficou furioso, pois Cecília não morria econtinuava a cantar. Ordenou, então, que a mesma fosse degolada, masinexplicavelmente o soldado não conseguiu cortar sua cabeça, sendo queCecília somente viria a morrer três dias depois, devido aos ferimentos nopescoço. Ela foi enterrada no cemitério de São Calistus, mas o Papa PaschalI ordenou que suas relíquias fossem levadas para a cidade de Trastevere, naItália, onde hoje se encontra a catedral de Santa Cecília.
Pouco antes de sua morte, Cecília pediu ao papa Urbano que transformasse suabela casa em um templo de orações, que todos os seus bens fossem doados aospobres. Atualmente, na Europa, Santa Cecília é a santa que possui o maiornúmero de igrejas e capelas, dentre todos os santos da Igreja Católica.

Fonte: Blog Canção Nova


ORAÇÃO DO MÚSICO
Por : Adriano Tarouco


Deus Todo- Poderoso, que nos destes a vida,
os sons da natureza, o dom do ritmo,do compasso e da afinação das notas musicais,dai-me a graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento,a fim de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons.
Permite , Senhor, que os sons por mim emitidos sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados, de curar doentes e de animar os deprimidos e sejam brilhantes como as estrelas e suaves como o veludo.
Permite , Senhor, que todo ser que ouvir o som do meu instrumento sinta-se bem e pressinta a Vossa presença.
Amém .

Copiado de: Adriano Tarouco
Imagem: Reprodução