Por André Vasconcelos
Publicado recentemente no blog, e-mail enviado pelo radialista (integrante do governo municipal) Thyago André, no qual ele diz "... parece que o assunto Paixão de Cristo está dando “pano pra manga”! Teve postagem falando que ia fechar o assunto mas..." como o blog é democrático e aberto a discutir temas ligados a cultura triunfense, foram postados os e-mails enviados pelos srs. Denis Gomes e o próprio Thyago André.
Como ele escreveu que ficou "atento observando todos os comentários e refletindo sobre tudo o que era postado", digo que fico feliz em saber da atenção de um membro do governo municipal em pelo menos ler alguma sugestão.
"A intenção da produção do evento... não voltar com as apresentações de antigamente e nem utilizar da positiva imagem que ela tinha para promover a deste ano."
Talvez eu tenha entendido erroneamente as palavras dos gestores, quando em e-mail para este mesmo blog expuseram o seguinte:
"a reativação deste espetáculo de importância imaterial é sinônimo de orgulho para todos os triunfenses, visa à obtenção dos seguintes objetivos:
retomar a tradição da paixão de Cristo em Triunfo, que é realizada desde 1977;
devolver aos 40 artistas locais a possibilidade de atuar na Paixão de Cristo."
retomar a tradição da paixão de Cristo em Triunfo, que é realizada desde 1977;
devolver aos 40 artistas locais a possibilidade de atuar na Paixão de Cristo."
"O que foi usado na divulgação, é que não estava sendo apresentada o espetáculo há 4 anos e entraria no quinto, porque a organização não tinha nenhum interesse na volta." Acredito eu, que a "organização" a que ele se refere seja a própria Secretaria, pois vários dos integrantes do Grupo de Teatro Amador de Triunfo (GTAT) com quem tive a oportunidade de conversar tinham interesse na volta do espetáculo. Tanto tinham que ficaram felizes quando souberam do aprovação do projeto pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE).
"Poucos foram aqueles que chegaram antes e opinaram". Eu fui um deles. Encontrei o secretário Evanildo Fonseca no Cine-Theatro Guarany, quando da decoração para o Carnaval e o perguntei a respeito da Paixão de Cristo. Foi quando ele me falou da sua intenção para um projeto de encenação voltado para o centro da cidade e eu o questionei com relação ao GTAT. Logo após o resultado do edital promovido pela FUNDARPE, postei críticas aqui no blog. O secretário então me telefonou, perguntando se eu poderia ir a prefeitura para uma conversa e prontamente aceitei. Nessa conversa ele me explicou suas intenções. Agradeci e reconheço a deferência a minha pessoa, porém lhe respondi que esse tipo de atitude ele não deveria ter somente comigo e sim com toda classe artística e militante da cultura no município de Triunfo. Ressaltei a importância de se ter um melhor diálogo. Que de todos com quem conversei a resposta foi de querer contribuir, bastava para isso ele dar espaço, deixar os outros ajudarem. Triunfo é município rico culturalmente e carente de recursos financeiros. Sabemos mais do que ninguém da dificuldade de se fazer algo sem dispor de meios. Isso só é possível com união entre iniciativa privada, poder público e classe artística. Muito boa está sendo a ajuda da FUNDARPE, veja-se o caso do Carnaval e da Semana Santa. Ele reconheceu que houveram problemas de comunicação e ficou de rever o caso.
"Como foi a Secretaria de Turismo, que desenvolveu o projeto ela tinha a liberdade de escolher o formato." Nisso concordamos. A responsabilidade em não investir os recursos financeiros disponibilizados pela FUNDARPE num grupo triunfense é toda da SETUR.
"Erra-se quando se fala que a encenação foi “comprada” por Triunfo." Ora, o espetáculo, sua concepção, é do Balé Cultural de Pernambuco. Se quem contratasse o espetáculo tivesse sido o município de Custódia por exemplo, lá eles teriam se apresentado e tido contribuição de algum artista local. Foi Triunfo, como poderia ter sido qualquer outra cidade. Em algo concordou comigo quando em outra postagem destaquei que deveria vir a cidade sendo mais um espetáculo a fazer parte do evento Semana Santa em Triunfo. Como disse em outra postagem o espetáculo foi belo e um sucesso. Equivocada foi a maneira como tudo foi conduzido. Porém, estamos atravessando um momento positivo em que a sociedade cultural triunfense e estadual está ativa, caminhando, levando nossas riquezas através do nosso Pernambuco, na estrada. Muitas vezes de maneira filantrópica.
Apesar das discordâncias, o blog de maneira alguma deixou de divulgar o evento e postar os e-mails enviados pelos gestores municipais e de qualquer outra pessoa. Reconheço porém, que já passou da hora de encerrar o assunto. Termina virando uma lavagem de roupa suja em público e esse não é o intuito do blog. Sendo eu apenas um colaborador convidado pelo amigo Lucivaldo Ferreira, creio e acho que assim também ele pensa, o blog veio para somar, contribuir. A discussão respeitosa faz parte. Por isso, faço publicamente o apelo que fiz pessoalmente ao Secretário Evanildo Fonseca e sua equipe: abram um canal de diálogo com toda a classe que milita na cultura triunfense. Todos com quem conversei querem ajudar, contribuir. Está faltando espaço. O poder público trabalha em prol das demandas do povo, não o contrário. Como sugeri anteriormente, que tal fazer uma avaliação aberta da Semana Santa a exemplo do que o Sesc faz com o Natal Triunfo? Com relação a alguma mágoa que tenha ficado deixemos de olhar todo o tempo pelo retrovisor. Caravana da Saudade, Emancipação Política, Festas Juninas estão chegando. Continuo acreditando nas boas intenções e planos da equipe que está gerindo a secretaria municipal responsável pelo fomento a cultura em nosso município. O bom senso irá prevalecer. Somos todos triunfenses que com toda certeza amam essa cidade. A partir do momento em que houver o diálogo e gestão participativa, as medidas tomadas serão de iniciativa popular; então estaremos todos juntos, inclusive nos erros, pois com eles também aprendemos.
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