sábado, 21 de fevereiro de 2009

E VIVA O ZÉ PEREIRA QUE A NINGUÉM FAZ MAL!

Está marcada para as 21 horas deste sábado a tão esperada saída do Tradicional Bloco do Zé Pereira, que como sempre promete arrastar uma multidão de foliões ao som do Frevo de Ladeira da Orquestra Isaias Lima.
A concentração é a partir das 18h, no Pólo Isaias Lima (Beto’s Bar).
Mas, afinal, quem é essa figura tão homenageada no sábado que antecede os três dias do reinado de momo?
Qual a origem do Zé Pereira?
Existem várias versões, mas todas as fontes apontam para o Rio De Janeiro onde um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes revolucionou os festejos do entrudo (três dias de jogos e festas portuguesas que antecedem a Quaresma), introduzindo no Brasil o hábito português de animar a folia carnavalesca ao som de bumbos, zabumbas e tambores, anarquicamente tocados pelas ruas.
Segundo o historiador Vieira Fazenda, o Zé Pereira conquistou sua fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os famosos versos ao som da zabumba:



“E viva o Zé-Pereira
Pois que a ninguém faz mal.
Viva a bebedeira
dos dias de Carnaval!
Zim balalá, zim balalá
E viva o Carnaval"



A peça não passava de uma paródia de "Les Pompiers de Nanterre", encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras", ainda tão presentes nos blocos e escolas de samba.
Os versos da comédia de Vasques são até hoje entoados pelas ruas do Brasil.


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