Se estivesse vivo, o grande poeta Patativa do Assaré estaria completando hoje 100 anos. E para celebrar o centenário deste que é um dos principais nomes da cultura popular nordestina o nosso blog tem o prazer de presentear seus leitores com fragmentos de versos e pensamentos do imortal Antônio Gonçalves da Silva, vulgo Patativa do Assaré.
“Sertão, argúem te cantô,
Eu sempre tenho cantado
E ainda cantando tô,
Pruquê, meu torrão amado,
Munto te prezo, te quero
E vejo qui os teus mistéro
Ninguém sabe decifrá.
A tua beleza é tanta,
Qui o poeta canta, canta,
E inda fica o qui cantá.”
(De EU E O SERTÃO - Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)
“Eu sou de uma terra que o povo padece
“Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.”“Há dor que mata a pessoa
Sem dó nem piedade.
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.”
“Meus versos é como semente
Que nasce arriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte Das obras da criação”
Patativa nasceu no dia 05 de março de 1909 e nos deixou no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos de idade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário