
Evento cinematográfico no interior do Estado aprende um pouco mais em sua 2ª edição
TRIUNFO (PE) - A coordenação do 2º Festival de Cinema de Triunfo, encerrado na noite de sexta-feira, trabalhou pesado para que o evento fosse exitoso, mas alguns problemas técnicos nesta edição mostraram que não é possível alcançar o sucesso num festival de cinema sem dois elementos primordiais para um evento desse gênero: bom equipamento de projeção e a participação do público.
Outros aspectos são fundamentais para reluzir o brilho de qualquer festival de cinema, entre eles estão a programação de filmes e a infraestrutura com a logística que irá receber os realizadores. Nesses dois quesitos, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundape), que produz o festival, parece estar no caminho certo para atingir um resultado interessante.
A programação de títulos da primeira para esta segunda edição cresceu a olhos vistos, em quantidade e qualidade, mesmo que quase sem oferecer novidades dentro do longo horizonte de festivais de cinema no Brasil. E a equipe da produção do Festival de Triunfo também merece mérito pela boa prestação de serviço quando prontamente atendiam seus convidados ao serem solicitados.
Entretanto, uma ponta da gangorra não funciona se a outra estiver vazia. E o vazio que não fez o brinquedo funcionar direito foi a precária condição de projeção pela qual sofreram os títulos em competição no Sertão do Pajeú, em particular aqueles em 35mm.
O Governo do Estado tem um sofisticado equipamento de projeção em 35mm e processador de som Dolby DTS (o mesmo usado no circuito dos Multilplex Cinemark) já licitado, com valor em torno de 150 mil Reais, que não pôde ser instalado a tempo no Cineteatro Guarany para o Festival de Triunfo. Sendo assim, outro projetor, com muito tempo de uso, foi utilizado em substituição, mostrando-se incapaz de funcionar já na segunda-feira passada, segundo dia do evento. Com isso, foi transferida a sessão do longa-metragem “Crítico”, de Kleber Mendonça Filho, para três dias depois.
Com o projetor quebrado, um outro, móvel e com menor potência de luminosidade (inadequada) para o tamanho do cineateatro, foi providenciado, adiando em um dia a competitiva de 35mm. Infelizmente, a solução, possível pelo momento, também não foi satisfatória uma vez que os filmes eram prejudicados em sua projeção escura e eventualmente interrompidas para novos ajustes no som a serem feitos.
Como na sessão do premiado “Superbarroco”, de Renata Pinheiro, quinta-feira passada, quando exibia como se o som sofresse a interferência de um helicóptero dentro da sala, ou de um áudio transmitido debaixo d`água, isso quando não estava mudo. Ou ainda na sessão de “Dez Elefantes”, de Eva Randolph, que teve a lâmpada do projetor queimada já nos créditos de abertura.
Na mesma noite, a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, quando lançava o programa Cine Mais Cultura, pediu desculpas pelo “desrespeito ao público”, salientado o processo de aprendizagem pelo qual passava o Festival, e com o qual precisava amadurecer. Um outro personagem nessa história, o realizador, também merecia atenção, uma vez que a razão de sua presença no evento é a de compartilhar seu trabalho da melhor maneira com o público e, para isso, conta com o empenho do festival.
Enviado Especial
Nenhum comentário:
Postar um comentário