Por Lucivaldo Ferreira
Ainda não entendemos como é que a Fundarpe que tanto prega a descentralização de suas ações levando cultura do Cais ao Sertão, nos presenteia com tanta burocracia.
Artistas reclamam que para receber o tão suado cachê são exigidos tantos documentos que muitos têm até vontade de desistir, ou melhor, se soubessem que a coisa era tão complicada talvez fosse melhor nem ter tocado.
Mas tudo bem. As documentações exigidas foram devidamente enviadas, porém repostadas com telefonemas dizendo que as mesmas estariam erradas.
O pior aconteceu com a banda triunfense Ambrozino Martins que tendo enviado a sua documentação ainda no período da festa, com aviso de recebimento (AR), teve a triste notícia de que sua papelada não havia chegado até a Fundarpe. Culpa dos Correios? Não, pois o canhoto do (AR) chegou aos meninos (devidamente assinado por quem recebeu o envelope lá na Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco). E então, onde foi parar a documentação da banda? Taí um grande mistério!
Pedimos licença ao Mestre Rauzito, para parafreseá-lo, pois em Pernambuco tá assim: “Tem que ser selado, registrado, carimbado, Avaliado, rotulado se quiser voar”, caso contrário “não vai a lugar nenhum”.
Para ninguém dizer que estamos por fora ou inventando, vejam só o que foi publicado hoje(29), no Diário de Pernambuco:
Diario Urbano
Edição de terça-feira, 29 de setembro de 2009
Luce Pereira // luce.pereira@diariodepernambuco.com.br
Cachezinho // Havia uma personagem de Jô Soares, nos tempos áureos do humorista na televisão, que, mal comparando, pode ser usado para entender o raciocínio da presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo. No quadro, Jô era um pobre às voltas com a obrigação de pagar Imposto de Renda. Já a Fundarpe, para liberar um cachezinho de nada para artistas pobres no Sertão do Pajeú, exige deles, desde junho, nota fiscal de pessoa jurídica.
Oxente! // Os grupos de bacamarteiros e bandas de pífano se apresentaram na etapa Triunfo do Festival Pernambuco Nação Cultural, uma das tentativas da Fundarpe de levar à frente a proposta de interiorização da cultura e de, consequentemente, desburocratizar o acesso a ela. Aí mesmo é que os músicos não entendem a exigência, traduzida com um sonoro "oxente!".
Está lá no DIÁRIO DE PERNAMBUCO, é só clicar e conferir!
Para não terminar a postagem com este gostinho amargo na boca deixamos aos leitores do BTB, uma recordação lá dos anos 80. Alguns podem até dizer o que o vídeo não tem nenhuma relação com o texto acima, mas cada um que ouça com atenção e tire suas conclusões.
Boa viagem!
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