quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E-MAIL RECEBIDO

Por incrível que pareça, só vim ler hoje a postagem RETROEXPECTATIVA 2010.
Se eu bem tiver entendido ou fazendo o meu juízo particular tenho como todo ser humano tem, quando chega um novo ano, grande expectativa, mas tenho também temor do RETROcesso e coloco um pé meu na frente e outro bem atrás.
Desejo que tenhamos aprendido com os debates que transcenderam as linhas deste “folhetim virtual” e foram parar nas praças, escolas, igrejas e bares. Espero que falem menos, que materializem o que foi verbalizado; que se abra diálogo entre gestores, artistas e produtores independentes, que são antes de tudo cidadãos; que a Praça do Frevo não seja palco de pagodeirismo, mas um belo cenário de carnaval Pernambucano, que tenham compaixão da nossa Paixão; que não haja distorção cultural numa Jornada que é para exercitar a cultura; que os artistas de Triunfo tenham os seus cachês pagos como mérito e direito do seu trabalho; que não entremos em 2011 vomitando pelos ouvidos a péssima música que ouvimos entre Ray e Assisão.. .
Desejo, especialmente, que nossos amigos e aqueles que se dizem tais sejam mais prudentes, mais conscientes, mais responsáveis, mais determinados, afinal é um novo ano, cheio de oportunidades. Portanto, corramos atrás! “Vamos dominar o Mundo pelas Luzes do Amanhã!” Ouçam, mais uma vez, o que disseram na I - Conferência Municipal de Cultura e vejam se estão sendo práticos ou só cobrando de quem tem o poder legitimado. Será que podemos marcar uma reunião dia de sábado ou estamos comprometidos com uma mesa de bar? Será que estou disponível a lutar por uma causa, ou para me esconder atrás do não prefiro a ironia e o sarcasmo do descomprometimento? Que horas chego aos encontros marcados? Eu tenho constituído de fato o meu universo de trabalho ou estou produzindo desagregado? Tenho assistido e acompanhado as produções dos meus companheiros de luta?
É preciso muita coisa mudar. É preciso sair de cima do muro. As vezes temos sido egoístas; queremos público, mas não queremos sê-lo. Falamos muito, mas vivemos mais na teoria do que um professor de matemática.
Sinto profundamente as belas palavras de alguns colegas que se pronunciaram na Conferência de Cultura, mas infelizmente tenho que dizer que nada vocês têm feito na prática para mudar o cenário do cantinho onde moramos. Vamos continuar esperando ou vamos nos dar a nossa própria oportunidade?

Abraços a todos e um ano iluminado!

Denis Carlos Gomes

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