Eis um texto muito interessante sobre coleções que se constituem em patrimônios culturais.
O artigo é de autoria do historiador José Hercílio Nascimento dos Santos e foi publicado na seção Opinião do Diário de Pernambuco de hoje.
PATRIMÔNIO: O ATO DE COLECIONAR
O que define tradicionalmente o valor de uma coleção e sua finalidade é a sua importância histórica. Uma grande influência que Roma legou ao mundo foi o ato do colecionismo, tendo início no século 4, o sentido de coleção como entendemos hoje. Dai em diante o homem sentiu necessidade de deter objetos para seu deleite e de seus amigos é claro. Em Pernambuco temos vários exemplos de belas coleções: a de porcelana do professor Roque de Britto Alves, a de Arte Popular de nosso senador Jarbas Vasconcelos, a de Arte Contemporânea de Marcoantonio Vilaça, a da nossa saudosa Janete Costa, a coleção Baccaro, a coleção de Arte Sacra de Abelardo Rodrigues que hoje se encontra na Bahia, etc.
Dentre estas podemos citar a de Arte Sacra do Antiquarista José dos Santos. Esta surgiu através dos anos, e hoje é constituída por 3.000 peças. O legado desta coleção está principalmente na sua pernambucanidade, pois desta terra de massapé, nasceu o homem predestinado a ser o guardião destes maravilhosos objetos de valor artístico incalculável. Nesta coleção vamos encontrar o que existe de mais significativo no que se refere a objetos de uso doméstico utilizado pela aristocracia açucareira nos seus engenhos e capelas, são centenas de santos e santas que abrange desde o século 16 ao século 20, demonstrando que Pernambuco foi um núcleo de mestres santeiros, criando assim uma escola de imaginária, podemos ver isto na imagem de 40cm de Nossa Senhora do Rosário feita em barro com a assinatura de mestre" Menezes", (que viveu em Nazaré da Mata), nesta coleção podemos observar uma quantidade de grande qualidade de Madonas Pernambucanas. O antiquarista José dos Santos é homem de origem pobre, nascido em terras do engenho no Cabo, Flecheira, filho de uma grande família, logo sentiu necessidade de galgar novos horizontes: não sabendo ele que a partir daquele momento iria descobrir um novo mundo, (o mundo das artes).
E como disse o poeta; "é do sonho dos homens que se constroiuma cidade", o rapaz José construiu o seu. Hoje Zé Santeiro, como também é conhecido, se sente quase realizado; pois seu grande sonho é: criar um centro museológico para abrigar o seu acervo e para que gerações possam ver e sentir o saber e o fazer dos nossos antepassados. Nesta coleção existe um Engenho do século 18 com seu Alambique com 2 serpentinas "raríssimo", com linhas de 16 metros de comprimento: nas pinturas de Franz Post, que retrata o Nordeste brasileiro, vemos Engenhos do mesmo tipo: são mais de 300 Oratórios objetos de culto religioso trazidos pelos religiosos portugueses, 500 imagens de vários tamanhos, cristais, crucifixos, peças de engenhos, alambiques, pães de açúcar, rodas de carro de boi, baús de mantimentos e de uso doméstico, marquezões, bancos coloniais, mesas e cadeiras, mesas de encostar e raras miniaturas de santos.
Em Maio deste ano os apreciadores da arte vão poder desfrutar um pouco deste acervo, pois foi aprovado pelo Funcultura, o projeto do livro, que se intitulara: 300 Fotografias do universo mágico barroco Pernambucano - Coleção José dos Santos. Agora é esperar para ver de como a fé e as artes unidas, modificaram o olhar do homem.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/23/opiniao.asp
O artigo é de autoria do historiador José Hercílio Nascimento dos Santos e foi publicado na seção Opinião do Diário de Pernambuco de hoje.
PATRIMÔNIO: O ATO DE COLECIONAR
O que define tradicionalmente o valor de uma coleção e sua finalidade é a sua importância histórica. Uma grande influência que Roma legou ao mundo foi o ato do colecionismo, tendo início no século 4, o sentido de coleção como entendemos hoje. Dai em diante o homem sentiu necessidade de deter objetos para seu deleite e de seus amigos é claro. Em Pernambuco temos vários exemplos de belas coleções: a de porcelana do professor Roque de Britto Alves, a de Arte Popular de nosso senador Jarbas Vasconcelos, a de Arte Contemporânea de Marcoantonio Vilaça, a da nossa saudosa Janete Costa, a coleção Baccaro, a coleção de Arte Sacra de Abelardo Rodrigues que hoje se encontra na Bahia, etc.
Dentre estas podemos citar a de Arte Sacra do Antiquarista José dos Santos. Esta surgiu através dos anos, e hoje é constituída por 3.000 peças. O legado desta coleção está principalmente na sua pernambucanidade, pois desta terra de massapé, nasceu o homem predestinado a ser o guardião destes maravilhosos objetos de valor artístico incalculável. Nesta coleção vamos encontrar o que existe de mais significativo no que se refere a objetos de uso doméstico utilizado pela aristocracia açucareira nos seus engenhos e capelas, são centenas de santos e santas que abrange desde o século 16 ao século 20, demonstrando que Pernambuco foi um núcleo de mestres santeiros, criando assim uma escola de imaginária, podemos ver isto na imagem de 40cm de Nossa Senhora do Rosário feita em barro com a assinatura de mestre" Menezes", (que viveu em Nazaré da Mata), nesta coleção podemos observar uma quantidade de grande qualidade de Madonas Pernambucanas. O antiquarista José dos Santos é homem de origem pobre, nascido em terras do engenho no Cabo, Flecheira, filho de uma grande família, logo sentiu necessidade de galgar novos horizontes: não sabendo ele que a partir daquele momento iria descobrir um novo mundo, (o mundo das artes).
E como disse o poeta; "é do sonho dos homens que se constroiuma cidade", o rapaz José construiu o seu. Hoje Zé Santeiro, como também é conhecido, se sente quase realizado; pois seu grande sonho é: criar um centro museológico para abrigar o seu acervo e para que gerações possam ver e sentir o saber e o fazer dos nossos antepassados. Nesta coleção existe um Engenho do século 18 com seu Alambique com 2 serpentinas "raríssimo", com linhas de 16 metros de comprimento: nas pinturas de Franz Post, que retrata o Nordeste brasileiro, vemos Engenhos do mesmo tipo: são mais de 300 Oratórios objetos de culto religioso trazidos pelos religiosos portugueses, 500 imagens de vários tamanhos, cristais, crucifixos, peças de engenhos, alambiques, pães de açúcar, rodas de carro de boi, baús de mantimentos e de uso doméstico, marquezões, bancos coloniais, mesas e cadeiras, mesas de encostar e raras miniaturas de santos.
Em Maio deste ano os apreciadores da arte vão poder desfrutar um pouco deste acervo, pois foi aprovado pelo Funcultura, o projeto do livro, que se intitulara: 300 Fotografias do universo mágico barroco Pernambucano - Coleção José dos Santos. Agora é esperar para ver de como a fé e as artes unidas, modificaram o olhar do homem.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/23/opiniao.asp
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